Eduardo Cunha agora é ex-deputado, e isso não tem sido muito fácil para ele. Cassado em uma votação histórica nesta segunda-feira, 12, tendo 450 votos contrários a ele, o peemedebista do Rio de Janeiro está fazendo ameaças.


 De acordo com uma matéria publicada nesta terça-feria, 13, pelo jornal Estadão, há cerca de quinze dias, o marido da jornalista Cláudia Cruz teve uma reunião em sua casa e queria saber quem iria traí-lo. O objetivo era claro, ameaçar dizer tudo o que ele sabe, evidências que seriam capazes de derrubar "todo o governo".


Cunha, no entanto, espantou-se com o alto nível de traição. O jornal Estadão relata que ele recebeu uma lista com cem nomes. Desses, pelo menos 90 votariam pela sua cassação.


"Preparem os capacetes porque vai chover canivete", disse um dos colegas do nobre ex-deputado federal, que agora cairá nas mãos do juiz federal Sérgio Moro.


Sem o foro privilegiado, o político não tem mais direito de ter seus processos comandados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que costuma ser mais lento para analisar as questões.


Além disso, a destituição do político carioca pode prejudicar até mesmo sua esposa, que também é investigada na Lava-Jato, acusada de se beneficiar de uma conta no exterior em condições irregulares. Longe da Câmara, sem ter o poder do "canetaço", a barganha política e jurídica do deputado tornou-se ineficiente, tanto que a votação contra ele já mostra o quanto ele foi enfraquecido.


#Eduardo Cunha é conhecido por ser detalhista e guarda com ele muitos dossiês. Jurista de mão cheio, ele teria enviado até ao Palácio do Planalto um documento que exibiria Moreira Franco, Secretário Executivo do governo Michel Temer, envolvido em supostas irregularidades.


Amigo pessoal do presidente da República, Moreira é também sogro do atual comandante da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Ou seja, a pedrada que pode ser jogada nele pode reverberar para todos os lados. Além de comandante da Câmara, Rodrigo Maia é uma espécie de vice-presidente do país.  #PMDB