
O ex-senador da República e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, oficializou na manhã desta segunda-feira (24) sua desfiliação do PT, sigla à qual esteve filiado desde 2013. A decisão foi protocolada em carta entregue ao presidente nacional do partido, Edinho Silva, em Brasília, e em documento semelhante destinado à presidenta da legenda no Rio Grande do Norte, Samanda Alves.
No texto, Jean Paul afirmou que sua decisão foi amadurecida “com reflexão profunda” e consolidada após diálogo direto com a governadora Fátima Bezerra. Jean Paul ressaltou a importância das missões recebidas durante sua trajetória no partido.
“Sou grato pelas maiores honrarias da minha vida pública, representar o Rio Grande do Norte no Senado Federal e presidir a Petrobras, ambas confiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela governadora Fátima Bezerra”, afirma. Ele lembra sua atuação firme e responsável como líder da oposição no Senado durante o governo Bolsonaro, período em que defendeu empresas estatais, o patrimônio público e os marcos da transição energética.
No documento, Jean Paul reconheceu que sua saída é motivada por uma redução progressiva de espaço político. Ainda assim, ele afirmou não carregar ressentimentos. “Não levo mágoas, levo gratidão e consciência tranquila”, registra. Ele dedica agradecimentos pessoais a lideranças e amigos pessoais que marcaram sua passagem pelo partido, como Fernando Haddad, Aloizio Mercadante, Henrique Fontana, José Dirceu e o próprio presidente Edinho Silva.
Futuro
Ao final, ele anuncia que continuará no campo progressista. Disse que passa a integrar “uma legenda com tradição equivalente de luta por justiça social, dignidade e soberania nacional” e que pretende contribuir para a construção de “uma esquerda moderna, transparente, popular e capaz de dialogar com as novas gerações e com os desafios contemporâneos”. Porém, ele não confirmou qual é a legenda escolhida.
Em entrevistas recentes para a Jovem Pan Natal, do grupo Dial Natal, o ex-presidente da Petrobras havia indicado uma filiação ao PDT, partido que integra o espectro da esquerda e ocupa um lugar na base governista. Outro partido em tratativas para o filiar é o MDB, que também possui articulação com o grupo da governadora Fátima Bezerra.