O presidente Lula publicou nas redes sociais imagens em que aparece usando a camisa da seleção brasileira. As fotos foram feitas na Granja do Torto, em Brasília, e acompanhadas da frase: “O Brasil é dos brasileiros”.
A movimentação acontece às vésperas da Copa do Mundo e faz parte da estratégia de aproximar a imagem do presidente das cores verde e amarela. Recentemente, Lula defendeu que apoiadores da esquerda voltem a usar as cores da bandeira brasileira durante o Mundial.
A publicação do presidente foi compartilhada por aliados e integrantes do PT, em mais um movimento que antecipa o clima político que deve marcar o período da Copa e as articulações para as eleições de 2026.
Aprovado na reforma tributária, o Imposto Seletivo — conhecido como “Imposto do Pecado” — começará a valer em 2027. A medida tem como objetivo desestimular o consumo de produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
O novo tributo incidirá sobre bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes e outras bebidas açucaradas, além de apostas, loterias, veículos mais poluentes, embarcações, aeronaves e a extração de recursos minerais.
Regulamentação ainda depende do Congresso
As alíquotas ainda não foram definidas. O governo federal informou que enviará ao Congresso, até o fim de 2026, a proposta de regulamentação com os percentuais de cobrança.
O imposto será cobrado além da CBS e do IBS, criados pela reforma tributária, e substituirá o IPI para a maior parte dos produtos.
Governo cita impacto na saúde pública
Segundo o Ministério da Fazenda, o imposto tem caráter regulatório e busca reduzir o consumo de produtos que geram custos ao sistema público de saúde.
Dados citados pelo governo apontam que:
O consumo de álcool gerou custo estimado de R$ 18,8 bilhões em 2019;
Doenças relacionadas ao tabagismo representam cerca de R$ 153,5 bilhões por ano;
O tratamento de doenças associadas a bebidas açucaradas custa quase R$ 3 bilhões anuais ao SUS. Setores demonstram preocupação
Representantes das indústrias de bebidas, cigarros e refrigerantes afirmam que a carga tributária já é elevada e alertam para possíveis impactos sobre preços, empregos e competitividade.
Entidades do setor também argumentam que aumentos excessivos de impostos podem estimular o mercado ilegal e o contrabando, especialmente nos segmentos de cigarros e bebidas alcoólicas.
As associações defendem que as futuras alíquotas sejam definidas de forma equilibrada durante a tramitação da regulamentação no Congresso Nacional.
A tentativa de afastar questionamentos sobre sua idade tornou-se parte da estratégia de comunicação do governo - Foto: Ricardo Stuckert / PR
Aos 80 anos e prestes a completar 12 anos na Presidência da República somando seus três mandatos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um desafio que vai além da idade: o desgaste provocado por mais de quatro décadas de presença constante na política nacional. Especialistas avaliam que o presidente convive com um fenômeno conhecido no marketing político como “fadiga de material”, caracterizado pelo esgotamento da força de uma liderança após longo período de exposição pública.
A tentativa de afastar questionamentos sobre sua idade tornou-se parte da estratégia de comunicação do governo. Em eventos oficiais, Lula costuma acelerar o passo diante das câmeras, enquanto vídeos praticando exercícios físicos são frequentemente divulgados nas redes sociais. Na semana passada, a primeira-dama Janja compartilhou imagens do presidente treinando sem camisa às seis da manhã, acompanhadas da legenda: “Feriadão nesse pique”.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a questão etária é apenas uma parte do cenário. Para analistas, o principal desafio está relacionado à extensa trajetória política do petista, que se tornou, em 2025, o primeiro octogenário a ocupar a Presidência da República.
Uma trajetória que atravessa gerações
Lula participa do cenário político brasileiro desde os anos 1980 e esteve presente em sete das nove eleições presidenciais realizadas após a redemocratização. As únicas exceções ocorreram em 2010 e 2014, quando apoiou a eleição de Dilma Rousseff, e em 2018, quando teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Até o fim de 2026, Lula terá acumulado 12 anos no comando do país, marca que o coloca como o terceiro governante com mais tempo no poder na história do Brasil. À sua frente estão apenas Dom Pedro II, que governou por 49 anos, e Getúlio Vargas, com 18 anos de poder.
O Partido dos Trabalhadores também mantém longa permanência no governo federal. Somados os mandatos petistas, a legenda terá governado o país durante 17 anos neste século.
Desgaste político e desafios de comunicação
Para Paulo Loiola, consultor de marketing eleitoral especializado no campo progressista, o tempo no poder não é, isoladamente, o principal fator de desgaste. Ele aponta que crises associadas ao PT, como o mensalão e a Operação Lava Jato, somadas à atuação organizada da oposição, contribuíram para a deterioração da imagem do partido.
Loiola avalia ainda que a esquerda enfrenta dificuldades para ampliar sua comunicação digital, mesmo defendendo pautas que encontram respaldo na sociedade, como a soberania nacional e a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês.
Já o consultor Lucas Pimenta afirma que a fadiga da imagem de Lula está ligada à dificuldade de dialogar com transformações recentes do mercado de trabalho. Segundo ele, o presidente não consegue estabelecer conexão com parte dos novos trabalhadores brasileiros, especialmente aqueles que valorizam autonomia e empreendedorismo.
Popularidade e novas demandas do eleitorado
Pesquisa Datafolha citada na reportagem aponta que 38% dos entrevistados avaliam o governo Lula de forma negativa, enquanto 32% têm avaliação positiva. O presidente é visto pela maioria como o candidato mais experiente, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece como o mais moderno e inovador.
Em ano pré-eleitoral, Lula lançou medidas como o Desenrola 2.0, o Gás do Povo e o Luz do Povo. Mais recentemente, passou a defender o fim da escala de trabalho 6×1, proposta que, segundo o governo, beneficiaria cerca de 37 milhões de brasileiros.
Apesar disso, especialistas argumentam que o presidente ainda busca recuperar elementos que marcaram seus dois primeiros mandatos, estratégia que pode limitar sua capacidade de dialogar com novas demandas sociais e econômicas.
Gafes e mudança de imagem pública
Outro fator apontado como desgaste é o acúmulo de declarações consideradas inadequadas por parte da opinião pública. Algumas delas tiveram repercussão especialmente entre as mulheres, que representam a maior parcela do eleitorado brasileiro.
Nos últimos anos, Lula protagonizou falas que geraram críticas, como comentários sobre violência contra a mulher e observações relacionadas ao consumo feminino. Para Lucas Pimenta, esses episódios reforçam a percepção de desconexão com transformações culturais recentes.
O consultor também identifica uma mudança na construção da imagem do presidente. Se nos primeiros mandatos Lula era visto como o “pai dos pobres”, atualmente tenta assumir o papel de protagonista no enfrentamento ao bolsonarismo. Segundo ele, a centralidade da disputa ideológica pode gerar desgaste junto a parte do eleitorado.
O desafio da renovação política
Para Leonardo Belinelli, professor de ciência política da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o longo tempo de Lula na vida pública também reflete o sucesso de políticas que ampliaram a inclusão social de setores historicamente marginalizados.
O pesquisador, no entanto, alerta que a repetição de discursos pode se transformar em armadilha diante de mudanças profundas na sociedade. Segundo ele, o mundo do trabalho, os padrões de consumo e as expectativas das novas gerações são diferentes daqueles existentes nos primeiros governos petistas.
Belinelli avalia que o desgaste de lideranças com longa permanência no poder não é um fenômeno exclusivamente brasileiro. Na sua visão, trata-se de uma tendência observada em diversos países da América Latina, marcada pelo esgotamento de ciclos políticos e pela busca do eleitorado por renovação.
A declaração foi feita após um encontro de lideranças do PSD em Lages, Santa Catarina - Foto: Reprodução
O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (6) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permitiu o fortalecimento das facções criminosas e perdeu a “autoridade moral” necessária para governar o país.
A declaração foi feita após um encontro de lideranças do PSD em Lages, Santa Catarina. Segundo Caiado, a atuação do crime organizado e o avanço da corrupção prejudicam a imagem do Brasil no exterior e contribuem para punições internacionais.
“No momento em que você deixa as facções virarem as maiores multinacionais do mundo, que deixa a corrupção se alastrar no país afora, cria condições para receber punições não só dos EUA e da Europa. A Presidência joga a credibilidade do Brasil na sarjeta. Parte dessa penalização foi omissão do presidente”, afirmou.
Críticas às tarifas dos Estados Unidos
Caiado declarou ser contrário às tarifas impostas ou propostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, tanto as anunciadas em 2025 quanto as discutidas em 2026.
No ano passado, o presidente norte-americano Donald Trump, do Partido Republicano, aplicou uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando a taxação total para 50%.
Autoridade moral para governar
Segundo o pré-candidato, a nova proposta de tarifa de 25% está relacionada a uma investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301, que acusa o Brasil de práticas comerciais desleais. Há ainda outra proposta, de 12,5%, decorrente de uma investigação sobre trabalho forçado.
“Sou contra o tarifaço, sempre fui. Desde o 1º ao 2º, mas tem que ser analisado o fato de ter sido determinado agora. Em 1º momento foi em decorrência de uma retaliação. O 2º momento é em relação à seção 301. Coisas distintas. Faltou ao Brasil uma coisa que se precisa neste momento: ter autoridade moral para governar o país”, declarou Caiado.
As novas tarifas ainda não entraram em vigor. A decisão final está prevista para o dia 15 de julho.
Os militares solicitaram apoio de uma segunda equipe da Força Tática e seguiram para averiguar a situação - Foto: Reprodução
Um homem apontado como suspeito de participação em um homicídio recente foi baleado após trocar tiros com policiais militares durante uma operação realizada na madrugada deste sábado (6), no bairro Lagoa Azul, Zona Norte de Natal. A ação foi conduzida por equipes da Força Tática do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM), vinculado ao Comando de Policiamento da Capital (CPC).
Segundo a Polícia Militar, a ocorrência teve início durante patrulhamento ostensivo, quando moradores informaram sobre a presença do suspeito na região. As denúncias também relatavam a circulação de pessoas armadas em uma área conhecida como “Rabo da Gata”, nas proximidades da Rua Manoel Pereira da Costa.
Suspeito tentou fugir e atirou contra policiais
Após receberem as informações, os militares solicitaram apoio de uma segunda equipe da Força Tática e seguiram para averiguar a situação. Durante uma incursão em uma vila localizada na área indicada, os policiais identificaram um homem que tentou fugir pelos corredores do imóvel.
De acordo com a corporação, ao perceber que seria alcançado, o suspeito efetuou disparos de arma de fogo contra os agentes. Houve reação por parte das equipes, resultando no confronto.
Após a troca de tiros, o homem foi atingido e socorrido pelos próprios policiais ao Hospital Santa Catarina, onde recebeu atendimento médico. O estado de saúde dele não foi divulgado.
Arma, drogas e equipamentos foram apreendidos
Durante a ação, os militares apreenderam um revólver calibre .38, seis munições deflagradas, um rádio comunicador, uma balança de precisão, 12 porções de substância análoga ao crack e três aparelhos celulares, sendo dois deles danificados.
Todo o material recolhido na ocorrência, assim como as armas utilizadas durante a ação, foi encaminhado à Delegacia de Plantão para os procedimentos cabíveis.
Em nota, a Polícia Militar informou que todas as circunstâncias do caso serão apuradas pelos órgãos competentes, conforme prevê a legislação vigente. As informações são da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.
De acordo com a Petrobras, os valores foram faturados indevidamente pela Murphy Oil - Foto: Reprodução
A Petrobras entrou em uma nova disputa judicial nos Estados Unidos após identificar um suposto desvio milionário em uma operação realizada no Golfo do México. A estatal acusa a empresa Murphy Oil Corp, sua parceira de negócios na região, de ter efetuado cobranças indevidas que ultrapassam US$ 5 milhões, valor equivalente a mais de R$ 25 milhões.
A ação foi apresentada à Justiça do Texas e tem como objetivo obter o ressarcimento integral dos valores que, segundo a Petrobras, foram cobrados de forma irregular.
Auditoria apontou despesas não autorizadas
Segundo informações divulgadas pela Veja, a estatal baseia sua acusação em uma auditoria realizada em 2022, que teria identificado despesas consideradas não autorizadas.
De acordo com a Petrobras, os valores foram faturados indevidamente pela Murphy Oil durante a operação conjunta no Golfo do México.
Estatal questiona atuação da parceira
Na ação judicial, a Petrobras sustenta que a Murphy Oil utilizou sua posição de controle na operação para impedir ajustes financeiros e desconsiderar questionamentos relacionados aos gastos apontados como irregulares.
A estatal brasileira afirma que os custos identificados deveriam ser arcados exclusivamente pela operadora e, por isso, busca na Justiça americana a recuperação integral dos recursos que considera desviados.
Caso amplia disputas judiciais da Petrobras nos EUA
O processo adiciona um novo capítulo às disputas envolvendo a Petrobras em território americano. Desta vez, o foco está na relação comercial entre as empresas e nas cobranças realizadas durante a exploração de ativos no Golfo do México.
A estatal alega que os valores apontados pela auditoria foram lançados de forma indevida e agora busca reverter os prejuízos por meio da ação judicial.
“O Rio de Janeiro tem solução, basta uma boa gestão. Tem solução fácil, fácil”, declarou - Foto: Reprodução
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que pretende ampliar para pelo menos 6 mil o número de exonerações de servidores não concursados na administração estadual. Segundo ele, as medidas de contenção de gastos já resultaram em uma economia superior a R$ 2,3 bilhões em pouco mais de dois meses de gestão.
Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e quarto na linha sucessória estadual, Couto assumiu o comando do Executivo no fim de abril e disse acreditar que os problemas financeiros e administrativos do Estado podem ser solucionados com mudanças na gestão.
“O Rio de Janeiro tem solução, basta uma boa gestão. Tem solução fácil, fácil”, declarou.
Mais de 3 mil exonerações já foram realizadas
Durante entrevista ao Estadão, o governador interino informou que já promoveu 3.072 exonerações e estima ultrapassar a marca de 6 mil desligamentos. Segundo ele, a medida faz parte de uma política de valorização dos servidores concursados e de revisão da estrutura administrativa.
Ricardo Couto afirmou que encontrou um grande número de ocupantes de cargos comissionados cuja função, em sua avaliação, não apresentava justificativa clara. Além das exonerações, ele disse ter iniciado uma revisão de contratos para reduzir despesas e ampliar a eficiência da administração pública.
Questionado sobre a possibilidade de haver funcionários fantasmas entre os exonerados, respondeu que pessoas que não trabalham ou não comparecem ao serviço poderiam se enquadrar nessa definição.
Banco Master e situação financeira do Estado
O governador também revelou que já identificou e bloqueou R$ 1,4 bilhão de um total de R$ 3 bilhões investidos pelo Rioprevidência no Banco Master. Segundo ele, a expectativa é recuperar pelo menos 80% dos recursos aplicados.
Na avaliação de Couto, o Estado possui condições de melhorar as contas públicas e ampliar investimentos em áreas prioritárias, desde que haja controle rigoroso dos gastos.
Ele citou como exemplo a situação dos professores em início de carreira, que, segundo relatou, recebem entre R$ 2.500 e R$ 3 mil mensais, e defendeu uma discussão sobre remuneração e valorização do funcionalismo.
Redução da máquina pública está entre prioridades
Entre os problemas identificados na administração estadual, Ricardo Couto destacou a existência de 32 secretarias, número que considera elevado. Segundo ele, o objetivo é reduzir gradualmente a estrutura administrativa antes de avaliar possíveis extinções de pastas.
O governador interino afirmou que pretende manter o processo de enxugamento da máquina pública enquanto permanecer no cargo. O tempo de permanência no governo, porém, ainda depende de uma definição do Supremo Tribunal Federal sobre a sucessão no Executivo fluminense.
Couto assumiu o governo após a situação de dupla vacância no Estado e afirmou que jamais imaginou ocupar o cargo, considerado por ele uma hipótese rara dentro do sistema sucessório. As informações são do Estadão.
o acesso a Bolsonaro está concentrado nos filhos e na ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro - Foto: Reprodução
Mesmo em prisão domiciliar e com a comunicação limitada por decisões judiciais, o ex-presidente Jair Bolsonaro continua exercendo influência direta sobre decisões estratégicas da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A definição de palanques estaduais e de candidaturas majoritárias segue dependendo do aval do ex-presidente, segundo aliados.
Com o acesso a Bolsonaro concentrado nos filhos e na ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, orientações e avaliações do ex-presidente passaram a ser transmitidas ao restante do grupo político principalmente por meio de Flávio, que assumiu papel central na interlocução entre o pai e a equipe de campanha.
Nova dinâmica provoca desconforto entre aliados
Nos bastidores, integrantes da pré-campanha relatam dificuldades para acompanhar ou confirmar avaliações atribuídas ao ex-presidente. Segundo esses interlocutores, a atual configuração tornou mais difícil a checagem de informações e ampliou o peso político daqueles que mantêm contato direto com Bolsonaro.
Aliados afirmam que se tornou mais comum que decisões, orientações e posicionamentos sejam apresentados ao grupo sob a justificativa de que representam a vontade do ex-presidente.
O questionamento, porém, é rejeitado por integrantes mais próximos de Flávio Bolsonaro, que afirmam confiar plenamente na interlocução feita pelo senador e descartam problemas na transmissão das orientações do ex-presidente.
Influência segue presente nas decisões eleitorais
Presidente do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante minimiza as preocupações e afirma que a influência de Bolsonaro é pública e facilmente identificável. Segundo ele, posicionamentos relevantes do ex-presidente rapidamente repercutem entre aliados, na imprensa e nas movimentações da própria pré-campanha.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o fim de março, após autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para permanecer em casa por 90 dias após uma internação relacionada a complicações de saúde.
Atualmente, o ex-presidente mantém contato apenas com Michelle Bolsonaro, os filhos, advogados, médicos, fisioterapeutas e funcionários responsáveis pelos cuidados da residência.
Palavra final sobre palanques estaduais
A influência de Bolsonaro tem impacto direto nas negociações eleitorais em andamento nos estados. O ex-presidente acompanha de perto a definição de candidaturas majoritárias e participa ativamente das discussões sobre as chapas ao Senado.
O próprio Flávio Bolsonaro tem afirmado que alguns dos principais impasses da pré-campanha dependem de uma manifestação do pai. Entre os casos estão as articulações no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, dois estados considerados estratégicos para o projeto eleitoral.
Enquanto isso, a equipe coordenada pelo senador Rogério Marinho trabalha na elaboração de um diagnóstico dos palanques estaduais. O documento deverá ser apresentado a Bolsonaro ainda neste mês para que o ex-presidente dê sua avaliação final.
A expectativa dos aliados é que o aval de Bolsonaro ajude a destravar negociações e reduzir disputas internas na construção das alianças eleitorais.
A ação foi desencadeada após denúncias anônimas apontarem a prática de caça ilegal com utilização de armas de fogo - Foto: Reprodução
Uma operação da Polícia Militar resultou na prisão em flagrante de duas pessoas e na apreensão de três espingardas neste sábado (6), no município de Cerro Corá, na região Seridó do Rio Grande do Norte.
A ação foi desencadeada após denúncias anônimas apontarem a prática de caça ilegal com utilização de armas de fogo em uma área rural do município.
Denúncias levaram à localização dos suspeitos
Com base nas informações recebidas, equipes da Polícia Militar realizaram diligências na região indicada e conseguiram localizar os suspeitos.
Durante a abordagem, os policiais encontraram três espingardas em posse dos envolvidos. Diante da situação, os dois receberam voz de prisão em flagrante.
Material foi encaminhado à Polícia Civil
Os suspeitos e todo o material apreendido foram conduzidos para a 11ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Currais Novos, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis.
A Polícia Militar destacou a importância das denúncias anônimas para o combate aos crimes ambientais e para a preservação da fauna silvestre na região.
O governo brasileiro intensificou as negociações com a União Europeia após a formalização da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinadas categorias de animais e produtos de origem animal ao bloco sob as novas regras sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos.
A medida foi publicada pela União Europeia e entrará em vigor em 3 de setembro. Até lá, o governo federal pretende atuar diplomaticamente e tecnicamente para evitar que produtos brasileiros sejam excluídos do mercado europeu.
Na sexta-feira (5), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, discutiu o tema com o comissário europeu de Comércio, Maroš Šefčovič. Durante a conversa, o chanceler brasileiro defendeu uma comunicação mais direta e eficiente entre as partes em meio à implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Segundo integrantes do governo, a decisão anunciada neste sábado já era esperada, uma vez que vinha sendo discutida em instâncias técnicas nos últimos meses.
A retirada do Brasil da lista não representa uma suspensão imediata das exportações, mas pode abrir caminho para restrições a partir de setembro caso o país não consiga comprovar o atendimento às exigências estabelecidas pelo bloco europeu.
Entre os produtos que podem ser afetados estão bovinos, equinos, aves, produtos da aquicultura, mel e tripas. Essas categorias constavam anteriormente como autorizadas pela União Europeia, mas perderam essa condição após a avaliação mais recente realizada pela Comissão Europeia.
De acordo com o regulamento publicado, o bloco entende que não recebeu informações suficientes para assegurar que o Brasil implementará integralmente as medidas exigidas dentro do prazo estabelecido.
As novas exigências estão relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. A legislação europeia proíbe a utilização dessas substâncias como promotores de crescimento ou para aumento de produtividade em animais destinados à exportação para o mercado europeu. Também são vetados medicamentos considerados essenciais para o tratamento de infecções em seres humanos.
A Comissão Europeia ressalta que a decisão não decorre da identificação de irregularidades em cargas específicas exportadas pelo Brasil. O questionamento está relacionado à documentação e às garantias apresentadas pelo país para demonstrar conformidade com as novas regras sanitárias.
O governo brasileiro pretende utilizar os próximos meses para apresentar informações complementares e buscar uma solução que preserve o acesso dos produtos nacionais ao mercado europeu.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, autorizou a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) na defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nos Estados Unidos, em ação que questiona decisões de Moraes relacionadas à remoção e ao bloqueio de perfis e conteúdos digitais sob alegação de suposta violação da liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
A atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) na defesa do ministro do STF deverá gerar custos elevados aos cofres públicos. De acordo com observação do jornalista Cláudio Humberto a AGU precisará contratar escritórios de advocacia locais com licença para atuar em tribunais norte-americanos com honorários que variam de US$ 300 a mais de US$ 1.300 por hora. O valor final total para custear o processo internacional pode atingir milhões de dólares, recaindo sobre o contribuinte brasileiro.
O crescimento ocorre em meio ao debate sobre endividamento da população e dependência em jogos de azar - Foto: Reprodução
A indústria das apostas esportivas e cassinos online mais que dobrou sua arrecadação tributária nos primeiros quatro meses de 2026 e consolidou seu avanço desde a regulamentação do setor, iniciada em janeiro de 2025. Dados da Receita Federal apontam que o segmento recolheu R$ 4,5 bilhões em impostos no período, ante R$ 2,2 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
Segundo reportagem da Folha de SP, o crescimento ocorre em meio ao debate sobre endividamento da população, dependência em jogos de azar e atuação de plataformas ilegais, mas reforça a expansão de um mercado que segue ganhando espaço na economia brasileira.
Receita das empresas também avançou
Considerando que a carga tributária representa cerca de 37% da receita das operadoras, o faturamento das bets alcançou R$ 12,2 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026.
Em todo o ano de 2025, o setor registrou receita de R$ 36,9 bilhões. A expectativa é de crescimento ainda mais forte ao longo deste ano, impulsionado por fatores sazonais ligados ao calendário esportivo.
Especialistas apontam que a consolidação do mercado regulamentado e o aumento da presença das marcas por meio da publicidade ajudam a explicar o avanço da atividade.
Copa do Mundo pode impulsionar mercado
A próxima Copa do Mundo aparece como um dos principais motores de crescimento para as plataformas de apostas.
Estimativas da consultoria H2 Gambling Capital indicam que os valores depositados em apostas esportivas durante o torneio podem crescer entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões.
Como a receita das empresas é calculada a partir da diferença entre o total apostado e os prêmios pagos aos vencedores, o impacto financeiro exato do evento dependerá dos resultados das partidas e do comportamento dos apostadores.
Mercado regulamentado ganha força
Desde o início da regulamentação, o Ministério da Fazenda já concedeu 85 licenças, permitindo a operação de até três marcas por empresa. Atualmente, existem 187 sites autorizados em funcionamento no país.
A liderança do mercado é ocupada pela Betano, seguida por empresas como Bet365, SportingBet, Esportes da Sorte e Superbet.
O setor também ampliou sua presença no futebol brasileiro, com contratos de patrocínio milionários firmados com clubes das principais divisões nacionais.
Número de apostadores cresce e preocupa especialistas
O total de apostadores também avançou. Segundo dados do governo, 25 milhões de CPFs realizaram apostas em 2025. No primeiro semestre daquele ano, eram 17 milhões.
Apesar do crescimento, especialistas alertam para os riscos associados ao jogo compulsivo e ao superendividamento. Levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou que 4,4% dos apostadores apresentam quadro de jogo problemático, índice superior à média global.
Em 2025, o gasto médio mensal por jogador em apostas online foi de R$ 123, considerando os valores depositados e os prêmios recebidos de volta.
Bets ilegais seguem como desafio
Mesmo com a expansão do mercado regulamentado, as plataformas clandestinas continuam sendo uma das principais preocupações do setor.
Estudos apontam que as apostas ilegais podem representar entre 41% e 51% de todo o mercado brasileiro, movimentando dezenas de bilhões de reais sem recolher impostos ou cumprir as regras impostas às operadoras licenciadas.
As empresas do setor também pressionam o governo por medidas mais rígidas contra sites irregulares e plataformas estrangeiras que seguem atuando no país sem autorização oficial.
Bahrein informou que sete mísseis foram lançados contra seu território e contra o Kuwait - Foto: Reprodução
A tensão voltou a crescer no Oriente Médio neste sábado (6) após o Irã acusar os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril e responder com o lançamento de mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, dois importantes aliados de Washington na região.
O governo iraniano classificou os ataques americanos a instalações de radar e vigilância costeira no Golfo como uma agressão à sua soberania nacional. Em resposta, a Guarda Revolucionária anunciou ataques contra o que chamou de “bases inimigas na região”, ampliando o risco de uma nova escalada militar.
Segundo a Folha de S.Paulo, o Bahrein informou que sete mísseis foram lançados contra seu território e contra o Kuwait. Os dois países condenaram a ofensiva iraniana e alertaram para o risco de uma “escalada perigosa” no conflito.
Ataques elevam tensão regional
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que a ação americana representa uma “violação flagrante do cessar-fogo” e condenou o que chamou de comportamento hostil dos Estados Unidos.
Jornalistas da AFP relataram fortes explosões em Manama, capital do Bahrein, e também nas proximidades do aeroporto internacional do Kuwait. Apesar dos ataques, não foram divulgadas informações sobre vítimas.
Drones abatidos e instalações atingidas
A nova crise teve início após o Comando Central dos Estados Unidos anunciar a derrubada de quatro drones iranianos que se dirigiam ao Estreito de Hormuz. Os americanos também confirmaram ataques contra duas instalações de radar em território iraniano.
De acordo com o Pentágono, não houve militares americanos feridos nem danos à infraestrutura militar dos Estados Unidos durante a operação.
Negociações seguem travadas
Embora o cessar-fogo firmado em abril tenha reduzido os confrontos diretos, episódios isolados de violência continuaram ocorrendo. As negociações para encerrar definitivamente o conflito e reabrir o Estreito de Hormuz permanecem sem avanços concretos.
Entre os principais impasses estão as divergências sobre o programa nuclear iraniano, as sanções impostas a Teerã e o controle da estratégica rota marítima utilizada pelo comércio global de combustíveis.
O assessor militar do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, afirmou que as negociações permanecem paralisadas e condicionou qualquer avanço ao desbloqueio de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados pelas sanções americanas.
Conflito também afeta o Líbano
A instabilidade regional também se reflete no Líbano. Neste sábado, o Exército libanês informou que um ataque israelense no sul do país matou três militares, entre eles um general.
Ao mesmo tempo, o Hezbollah rejeitou um novo acordo de cessar-fogo negociado em Washington entre representantes israelenses e libaneses, alegando que o texto não prevê a retirada total das tropas de Israel do território libanês.