DECISÃO JUDICIAL

 

R$ 389 milhões entraram na mira da Justiça. O ministro André Mendonça, do STF, determinou o sequestro de bens e valores do Sindnapi e de dirigentes da entidade, investigada no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

O Sindnapi tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula. Frei Chico, porém, não foi incluído entre os alvos da medida. Segundo a decisão divulgada pela imprensa, o bloqueio pode alcançar R$ 389,49 milhões, valor relacionado ao total recebido pelas entidades e pelo corpo diretivo no período analisado.
A investigação apura descontos associativos que teriam sido feitos sem autorização de aposentados e pensionistas. O sindicato nega irregularidades e afirma colaborar com as investigações. Um caso dessa dimensão precisa ser esclarecido até o fim. Você concorda?

Dino e Moraes sugerem que STF volte a discutir exigência de diploma para jornalistas

 

Foto: Victor Piemonte/STF

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam nesta terça-feira (18) uma nova discussão sobre a dispensa do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão no Brasil. As manifestações ocorreram durante julgamento na Primeira Turma da Corte sobre direito de resposta relacionado a uma reportagem da TV Globo.

Dino levantou o tema ao tratar das garantias constitucionais destinadas à imprensa e das dificuldades provocadas pela expansão das redes sociais para definir quem exerce profissionalmente a atividade jornalística.

Há uma decisão do Supremo, a qual respeito, obviamente, e quem sabe um dia será debatida novamente, quanto à dispensa do diploma de jornalista para o exercício da profissão”, afirmou.

Na sequência, Moraes concordou que o assunto merece nova reflexão e mencionou a possibilidade de regulamentação da atividade, preservando a situação de profissionais que já atuam no mercado.

Talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, [sobre] uma regulamentação”, declarou.

Para Moraes, a disseminação de conteúdo pelas redes sociais tornou mais complexa a diferenciação entre o exercício do jornalismo e outras formas de manifestação. O ministro afirmou que a liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia, mas argumentou que a garantia não deve ser utilizada para proteger práticas de ofensa ou disseminação de desinformação.

STF derrubou exigência em 2009

Desde 2009, o diploma de curso superior em Jornalismo não é obrigatório para o exercício da profissão. Naquele ano, ao julgar o Recurso Extraordinário 511.961, o plenário do STF afastou, por 8 votos a 1, a exigência prevista no Decreto-Lei 972/1969.

O entendimento foi de que a obrigatoriedade não havia sido recepcionada pela Constituição de 1988 por impor uma restrição incompatível com as liberdades de expressão, informação e imprensa.

As manifestações desta terça-feira não alteram essa decisão. Até o momento, portanto, não houve restabelecimento da exigência do diploma nem julgamento aberto no STF especificamente para rever o entendimento de 2009.

Declarações ocorrem após controvérsia sobre sigilo da fonte

O debate ocorre dias depois de uma decisão de Alexandre de Moraes que autorizou buscas contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário municipal de São Luís. Segundo a Polícia Federal, ambos teriam atuado como fontes do jornalista Luís Pablo, responsável por publicações críticas a Dino.

A medida provocou manifestações de entidades ligadas ao jornalismo, que levantaram preocupação com a proteção constitucional ao sigilo da fonte.

Após a repercussão, o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a liberdade de imprensa e a proteção do sigilo da fonte, ressaltando que investigações devem buscar eventuais ilícitos sem atingir o exercício legítimo da atividade jornalística.

Moraes também reconheceu o sigilo da fonte como garantia constitucional, mas sustentou que a proteção não pode ser utilizada para encobrir a prática de crimes.

TRE-RN reúne partidos e emissoras para definir horário eleitoral no rádio e na TV nesta sexta (21)

 

Foto: Reprodução

O TRE-RN realiza no dia 21 de agosto, às 9h, uma audiência pública para definir a distribuição da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para as Eleições Gerais de 2026.

A reunião será realizada no Plenário Ministro Seabra Fagundes, na sede do tribunal, em Natal, e terá transmissão ao vivo pelo canal do TRE-RN no YouTube.

A definição do plano de mídia estabelece quanto tempo será destinado a partidos, federações e candidaturas durante o horário eleitoral gratuito. Também serão organizados os espaços que serão utilizados pelas candidaturas para a divulgação das propostas antes da eleição.

Participam da audiência representantes de partidos políticos, federações, emissoras de rádio e televisão e do Ministério Público Eleitoral.

A audiência ocorre poucos dias depois do início da propaganda eleitoral na internet, liberada desde 16 de agosto. A divulgação pode ser feita em sites de candidatos e partidos, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais.

No rádio e na televisão, o horário eleitoral gratuito será veiculado nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno, seguindo a distribuição definida pela Justiça Eleitoral.

CANNABIS: Ex-chefe de gabinete de Lula recebeu minuta de contrato de lobista

 

Foto: Renan Fernandes/ Reprodução

A Polícia Federal encontrou uma conversa em que o então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana, recebe da empresária Roberta Luchsinger a minuta de um contrato para a venda de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde sem a realização de licitação.

A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela CNN Brasil.

A PF (Polícia Federal) investiga suposta ajuda de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, à tentativa de Luchsinger de firmar um contrato com o governo federal em parceria com Antônio Carlos Antunes, que ficou conhecido como careca do INSS.

O contrato na mira da PF seria para venda de medicamentos à base de canabidiol, mesmo tema do modelo de contrato enviado por mensagem pela empresária ao então chefe de gabinete de Lula, conhecido como Marcola.

A polícia acredita que a empresária foi contratada por R$ 1,5 milhão por Antunes para abrir portas no governo federal.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirma que Marcola não praticou nenhum ato para beneficiar Luchsinger no governo federal e não cometeu nenhuma irregularidade.

“Não podemos comentar uma mensagem cuja autenticidade nem sequer foi atestada. Não sabemos se essas mensagens existem, não sabemos se a cadeia de custódia está íntegra, se está hígida, então fica muito complicado. A melhor resposta quem pode dar é a própria Roberta. De toda sorte a própria PF sabe que não houve nenhum encaminhamento do Marcola, não houve nenhum ato de ofício ou algo do gênero”.

Com informações da CNN

Alcolumbre assina despacho e encaminha PEC do fim da escala 6×1 para comissão do Senado

 Presidente do Senado, Davi Alcolumbre - Foto: Jonas Pereira / Senado

Foto: Jonas Pereira / Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), assinou o despacho que encaminha para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.As informações são da Coluna dde Milena Teixeira, do Metrópoles.

A PEC será analisada pela comissão presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). O despacho ainda não havia sido disponibilizado no sistema do Senado, e a atualização deve ocorrer após o fim do recesso parlamentar.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, Alcolumbre ainda não teria conversado com Otto Alencar sobre a tramitação da proposta na comissão.

O avanço da PEC ocorre em meio à retomada do diálogo entre Alcolumbre e o governo federal. Na segunda-feira (17), durante uma agenda no Amapá ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador elogiou a atuação do petista na defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial.

A proposta ainda precisa passar pela CCJ e, posteriormente, pelas demais etapas de tramitação no Senado antes de uma eventual votação em plenário.

TJRN determina que 217 magistrados devolvam penduricalhos irregulares

 

Foto: Reprodução

Após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) ordenou que 217 magistrados, entre ativos e inativos, devolvam valores pagos acima do permitido. A medida foi determinada pelo presidente do tribunal, desembargador Ibañez Monteiro, que também está entre os magistrados que deverão restituir valores.

O TJRN abriu processos administrativos individuais para cada um dos magistrados e emitiu guias para a devolução dos valores. Quem não fizer o pagamento terá a quantia descontada diretamente da folha salarial, sem necessidade de uma nova decisão.

Os magistrados terão dez dias úteis para contestar os cálculos, mas a apresentação de recurso não suspenderá a cobrança. O documento encaminhado ao STF não informa o valor total que deverá ser devolvido.

A determinação segue decisões de ministros do STF para que sete tribunais devolvam valores considerados irregulares pagos a magistrados.

TJPR contesta determinação

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) pediu ao STF a revisão da ordem que determina a devolução de valores recebidos por 73 magistrados em abril.

Segundo o TJPR, receber mais de R$ 100 mil no mês não significa, por si só, que houve pagamento irregular. O tribunal argumenta que a soma do salário, da indenização de férias e do terço constitucional pode chegar a R$ 108.187,78 sem incluir verbas consideradas proibidas.

Os 73 magistrados representam 6,03% dos 1.211 integrantes da folha de pagamento do tribunal. O TJPR também afirmou que não houve má-fé e informou ter suspendido as verbas questionadas e ajustado as folhas dos meses seguintes.

Com informações do Metrópoles

Mais de 60 candidatos ao Senado defendem impeachment no STF

 

Foto: Agência Senado

Dos 331 candidatos ao Senado mapeados pelo site Placar STF, 61 defendem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 23 se posicionaram contra a medida, enquanto 244 ainda não apresentaram manifestação pública identificada pela plataforma, que foi lançada nesta semana.

O levantamento reúne declarações dos candidatos e indica a origem das informações usadas para classificá-los. Entre os 61 favoráveis, 43 tiveram o posicionamento identificado por meio de declarações públicas, 17 por registros na imprensa e um confirmou a posição diretamente à iniciativa.

A discussão ganha relevância com as eleições de outubro. Neste ano, os eleitores vão escolher dois senadores por Estado. Ao todo, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, o equivalente a dois terços do Senado. A renovação pode alterar a correlação de forças da Casa em temas que envolvem diretamente o STF.

A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade. Para condenar um integrante da Corte, são necessários os votos de dois terços dos senadores, 54 dos 81 parlamentares.

Com informações da Revista Oeste

USO DE PROVAS: Justiça em Londres ignora decisão do STF e segue com Lava Jato

 

Foto: Rosinei Coutinho

Surgiu mais um caso relacionado à operação Lava Jato que segue sendo válido na Justiça de outro país, apesar de tudo ter sido anulado pelo Supremo Tribunal Federal no Brasil. Desta vez, um tribunal de Londres decidiu que a agência britânica SFO (Serious Fraud Office) pode continuar a usar provas obtidas no Brasil para defender o confisco de 7,3 milhões de libras esterlinas de um ex-engenheiro da Petrobras acusado de repassar propinas a ex-colegas.

O Serious Fraud Office é um órgão governamental independente do Reino Unido que investiga e processa crimes econômicos complexos de alto nível, incluindo fraudes corporativas em larga escala, suborno e corrupção. O juiz Mark Weekes, do Tribunal da Coroa Britânica em Southwark (na região central de Londres), escreveu assim num trecho de seu despacho:

“Vale observar que esta situação –na qual uma autoridade judiciária do Estado requerido [Brazil] revoga, posteriormente e de forma ostensiva, a base jurídica interna para o compartilhamento de material de assistência jurídica mútua (MLA) que, à época, havia sido legitimamente compartilhado com o órgão de acusação do Reino Unido– é, na experiência deste Tribunal, bem como na dos advogados que atuam no caso e daqueles que os instruem, no mínimo, altamente incomum”.

O despacho é de 20 de maio de 2026, mas ficou conhecido só agora depois de a organização não governamental Spotlight on Corruption ter obtido o documento, que foi compartilhado com a Global Investigations Review, que publicou uma reportagem (exclusiva para assinantes) a respeito do caso.

A decisão da Justiça britânica foi num processo em que Mario Ildeu de Miranda, ex-engenheiro da Petrobras, apresentou um recurso contra o confisco civil de suas contas bancárias, decretado em 2023 sob a acusação de lavagem de dinheiro.

O Tribunal da Coroa Britânica de Southwark começou a analisar o recurso de Miranda contra o confisco em setembro de 2025. O caso ficou parado até maio de 2026 para permitir que o Serious Fraud Office e o ex-engenheiro da Petrobras realizassem “diligências adicionais” junto às autoridades brasileiras.

A movimentação do processo em maio se deu depois de uma decisão, em março de 2026, do ministro Dias Toffoli, que anulou a decisão de enviar ao Reino Unido as provas contra o ex-funcionário da Petrobras.

As irregularidades imputadas a Mario Ildeu de Miranda foram reveladas durante a operação Lava Jato, que envolveu diversos funcionários públicos da estatal de energia Petrobras. Em um caso de grande repercussão decorrente da investigação, a empreiteira Odebrecht concordou, em 2016, em pagar mais de US$ 3 bilhões para encerrar investigações no Brasil, nos EUA e na Suíça relacionadas a propinas pagas a funcionários da Petrobras e de outras empresas e órgãos estatais.

Ao Poder360, o advogado Figueiredo Basto, que representa a defesa de Mário Ildeu de Miranda na Lava Jato, declarou que não pretende se manifestar neste momento sobre o caso que corre na Justiça inglesa.

Uma série de decisões do STF levou ao fim da Lava Jato e à anulação de provas e revogação de condenações. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um dos beneficiados das interpretações do Supremo –que basicamente considerou que o então juiz federal que comandou a investigação, Sergio Moro, não poderia, no foro de Curitiba (PR), ter conduzido os processos. Em março de 2024, a operação completaria 10 anos, só que já estava enterrada. O ministro do STF Gilmar Mendes disse na ocasião que “a Lava Jato terminou como uma organização criminosa”.

A decisão da Justiça britânica sobre Mario Ildeu de Miranda analisou o despacho de Dias Toffoli de março de 2026 em petição sob segredo de justiça. Na ocasião, o ministro anulou uma decisão de 2021 do tribunal federal de Curitiba que autorizava a transferência de uma “cópia integral” do processo criminal local contra o ex-engenheiro da Petrobras para o SFO. Toffoli entendeu que o tribunal de Curitiba –que havia condenado Miranda por lavagem de dinheiro em 2019– não tinha competência jurisdicional para autorizar a transferência, conforme consta na decisão de Londres.

Para o juiz Weekes, a decisão de Toffoli de março de 2026 não vincula os tribunais ingleses. Dessa forma, o SFO poderá continuar utilizando as provas, que foram fornecidas “de boa-fé” e em conformidade com tratados internacionais de assistência jurídica mútua. Weekes diz que as “consequências diplomáticas” da decisão seriam uma questão a ser tratada pelos governos dos respectivos países, e não pelos seus juízes.

“Embora possa haver consequências diplomáticas para o governo do Reino Unido decorrentes da atitude do SFO, trata-se –ou provavelmente trata-se– de questões de política não sujeitas à apreciação judicial, envolvendo as altas partes contratantes, sobre as quais este tribunal não pode, nem deve tentar, deliberar”, escreveu o juiz Weekes.

Com informações do Poder 360

Morre Glória Menezes, ícone da televisão brasileira, aos 91 anos

 

Foto: Reprodução

A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos. A informação foi confirmada à CNN Brasil pela assessoria da artista, que informou que ela morreu em casa.

Considerada uma das grandes referências da televisão brasileira, Glória Menezes foi pioneira ao protagonizar uma novela diária na TV e construiu uma carreira marcada por personagens de destaque desde sua estreia, no fim da década de 1950.

Glória dedicou a maior parte da vida à atuação. Durante os estudos na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP), fundou o grupo teatral Jovens Independentes. Pouco depois, deixou a instituição para se dedicar à companhia e seguir a carreira artística.

MPF processa Renan Santos e MBL por discurso de ódio contra indígenas do Pará

 

Foto: Partido Missão via YouTube

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta segunda-feira (17), uma ação na Justiça Federal contra o empresário e candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Antônio Ferreira dos Santos, e o Movimento Renovação Liberal, entidade responsável pelo Movimento Brasil Livre (MBL).

O MPF pede a responsabilização civil dos réus e uma indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos por publicações em redes sociais que, segundo o órgão, continham declarações discriminatórias e discurso de ódio contra povos indígenas do Baixo Tapajós, no Pará.

As publicações foram feitas no Instagram de Renan Santos e do MBL durante protestos e a ocupação do terminal da empresa Cargill, em Santarém, iniciados em janeiro de 2026. Na ocasião, lideranças indígenas protestavam contra medidas relacionadas à desestatização de hidrovias amazônicas.

Segundo o MPF, vídeos publicados nas redes sociais continham ofensas generalizadas contra indígenas, além de questionamentos sobre a identidade étnica e a legitimidade das comunidades da região. O órgão afirma que as manifestações ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram conteúdo discriminatório.

De acordo com a ação, as manifestações atingiram cerca de 22 mil indígenas de Santarém, Belterra e Aveiro. São 14 etnias representadas pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita): Arapiun, Arara Vermelha, Apiaká, Borari, Kumaruara, Jaraki, Maytapú, Munduruku, Munduruku-Cara Preta, Sateré Mawé, Tapajó, Tupaiú, Tupinambá e Tapuia.

O MPF destaca que o direito à autoidentificação indígena é garantido pela Constituição Federal e pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Pedido de retirada das publicações

Em caráter de urgência, o MPF pediu que a Justiça determine a retirada imediata das publicações consideradas ofensivas e proíba novos conteúdos que, segundo o órgão, ofendam ou deslegitimem a identidade étnica dos povos envolvidos.

O pedido prevê multa diária de R$ 3 mil em caso de descumprimento. O MPF ressalta que a medida não busca impedir críticas ou debates sobre projetos e políticas públicas.

Reparação

A ação também pede medidas de reparação simbólica, como a publicação de um vídeo de retratação com duração mínima de 2 minutos e 57 segundos, que deverá permanecer fixado nos perfis dos réus por 30 dias.

Outra medida solicitada é a realização de uma campanha educativa mensal, durante seis meses, nas redes sociais dos envolvidos, com conteúdo fornecido ou validado pelo Cita sobre a história, a cultura e os direitos dos povos indígenas da região.

Ao final do processo, o MPF pede a confirmação das medidas e a condenação solidária dos réus ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos. Segundo a ação, o valor deverá ser destinado ao Cita para financiar projetos de valorização cultural e defesa territorial das 14 etnias do Baixo Tapajós.

Flávio ataca “Marcolão” e família de Lula: “Portas abertas em vários ministérios”

 

Foto: Reprodução/Instagram

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira, 18, em Belo Horizonte, que integrantes da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam usado a estrutura do governo para fazer negócios. A declaração ocorreu durante agenda de campanha e teve como referência mensagens que estão em poder da Polícia Federal.

Flávio citou o ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e afirmou que ele teria facilitado o acesso de pessoas ligadas à família de Lula a ministérios.

Ao falar sobre as fraudes envolvendo descontos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o candidato prometeu responsabilizar os envolvidos.

“Vamos responsabilizar aquelas pessoas que tiveram a pachorra de roubar dinheiro de aposentado, como, ao que tudo indica, é o filho do Lula, é o Marcola do Lula.”

Segundo Flávio, Marcola teria “aberto as portas de vários ministérios” para que integrantes da família do presidente realizassem negócios com recursos públicos.

Marcola entrou no radar das investigações depois de receber R$ 249 mil da lobista Roberta Luchsinger, que também é investigada no caso do INSS e mantém relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O ex-assessor afirma que recebeu o valor como empréstimo pessoal, já quitado, e nega irregularidades.

Na mesma agenda, Flávio afirmou que incentivou candidaturas de outros nomes da direita à Presidência, mas criticou eventuais ataques de adversários.

O senador citou Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) e classificou como equivocada a estratégia de disputar espaço atacando sua candidatura.

“Se alguns optam por querer me atacar, é uma estratégia deles que eu acho equivocada”, afirmou.

Flávio defendeu ainda que os candidatos de direita atuem em conjunto para impedir a continuidade do PT no governo federal.

Com informações da Revista Oeste

VEJA: Corrupção levou primeiro ‘passaporte para o futuro’ do Brasil anunciado por Lula na Petrobras

 

Três pessoas sorridentes em macacões laranja de segurança, com faixas refletivas, em uma plataforma de petróleo. O homem central, de capacete branco, mostra as mãos sujas de óleo, enquanto a mulher à esquerda segura um copo com líquido escuro.Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Coluna Radar – Veja

Há quase vinte anos, o presidente Lula fez um pronunciamento à Nação, em rádio e TV, num feriado de 7 de setembro, para exaltar as descobertas da Petrobras no chamado pré-sal, as reservas bilionárias de petróleo e gás encontradas em águas profundas pela estatal.

As fontes de riqueza, nas palavras do petista, seriam, para os brasileiros, um “passaporte para o futuro”, um caminho para o fim do atraso representado pelos péssimos serviços públicos na saúde e educação e pela desigualdade social.

Se futuro havia no pré-sal, em boa parte, pode-se dizer que foi roubado nos esquemas bilionários de corrupção vistos nos governos do PT que se seguiriam nos anos seguintes. O país ainda hoje espera por um futuro sem desigualdade, com saúde e educação dignas de Repúblicas petrolíferas.

Naqueles dias do anúncio feito por Lula, como revelou a Polícia Federal em diferentes investigações, um gigantesco plano para desviar recursos do pré-sal — numa engrenagem composta por políticos, burocratas, partidos e empreiteiras — já estava em pleno funcionamento nos bastidores do governo petista.

Em nome de “criar uma poderosa e sofisticada indústria petrolífera” no Brasil, Lula permitiu que partidos políticos aparelhassem diretorias da Petrobras, dando controle de orçamentos bilionários a apadrinhados do PT, do PP e do PMDB.

Obras de arte apreendidas durante a Operação Lava JatoObras de arte apreendidas durante a Operação Lava Jato (Divulgação/Polícia Federal/VEJA)

Esses burocratas protegidos por políticos eram encarregados de fraudar licitações e contratos para beneficiar empreiteiras do esquema. Essas construtoras, com a proteção política dos partidos, superfaturavam obras para pagar propina a caciques e repassar recursos ao caixa dois dessas mesmas siglas do esquema.

Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento, administrava as propinas devidas ao PP e ao PMDB juntamente com Nestor Cerveró, da diretoria Internacional. Já Renato Duque, diretor de Serviços, cuidava exclusivamente da propina recolhida por petistas e pelo tesoureiro do PT, o famoso pai dos “pixulecos”.

As empreiteiras, reunidas no chamado Clube do Bilhão, decidiam entre si quem ficaria com qual obra. As propinas eram tabeladas, entre 1% e 3% de cada contrato, que era sempre ampliado com aditivos para mascarar a roubalheira.

O dinheiro do pré-sal, que seria o futuro da Nação, segundo Lula, viajava em malas, amarrados sob a roupa de entregadores e até em caixas de bebidas. Era tanta propina, que até um serviço de “money delivery” foi crido pelo doleiro Alberto Youssef para dar conta da demanda, entregando o dinheiro sujo diretamente na casa dos corruptos.

Apreensões da 9ª fase da Operação Lava JatoApreensões da 9ª fase da Operação Lava Jato (Polícia Federal/Divulgação)

As verbas das empreiteiras eram direcionadas a empresas de fachada desses doleiros que, a partir de notas fiscais frias, providenciavam os saques e as entregas aos políticos. Em alguns casos, a propina também era paga fora do país, em contas no exterior, e na forma de serviços, como carros de luxo, festas com garotas de programa e reformas de imóveis, como um famoso sítio em Atibaia, um triplex no Guarujá, um apartamento no ABC, um prédio em São Paulo…

Com tantos contratos no esquema, uma das empreiteiras chegou a comprar um banco para administrar exclusivamente a corrupção. A lista de políticos “correntistas” desse esquema virou história. Ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello é ainda hoje exemplo raro de político preso e pagando pelas propinas que recebeu do esquema, como senador de Alagoas e aliado do petismo.

CORRUPÇÃO - Carros apreendidos pela Lava-Jato: acusado de receber propina, o senador teve os bens confiscados pela operação -CORRUPÇÃO - Carros apreendidos pela Lava-Jato: acusado de receber propina, o senador teve os bens confiscados pela operação – (Fotos Cristiano Mariz/.)

Nas contas da Polícia Federal, a roubalheira na Petrobras tirou do futuro dos brasileiros mais de 50 bilhões de reais.

A Operação Lava-Jato, com suas 79 fases, conseguiu recuperar pouco mais de 10% disso e quase todos os envolvidos terminaram escapando das garras da Justiça anos depois, quando vieram a público as mensagens da força-tarefa de Curitiba.

Condenado por corrupção na Lava-Jato, Lula derrubou os processos, invalidou provas e reverteu sua inelegibilidade, conseguindo voltar ao Planalto em 2022.

Agora candidato à reeleição, ele vestiu novamente o mesmo macacão de petroleiro para, novamente com uma lata de óleo nas mãos, anunciar uma nova chance, um novo “passaporte para o futuro” da Nação.

A nova fonte de sonho está materializada nas potenciais reservas de petróleo da foz do Amazonas. “Pode chamar isso (frasco de petróleo) de passaporte para o futuro desse país”, disse Lula.

Para que o país tenha futuro, é preciso que as coincidências com o passado parem no discurso.

Coluna Radar – Veja

Com Lula, dívida pública atinge patamar histórico no país: R$ 10 trilhões

 

Foto: Reprodução/ Redes sociais

A dívida pública do Brasil avançou e atingiu o patamar de 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho de 2026. Segundo o relatório oficial do Banco Central, o montante subiu para R$ 10,8 trilhões. Esse resultado sofreu forte impacto do acúmulo de juros.

Esse percentual é o maior desde abril de 2021, durante a pandemia da Covid-19. Desde janeiro de 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o cargo pela terceira vez, o nível de endividamento cresceu 10,2 pontos percentuais.

Os dados integram valores dos governos federal, estadual e municipal, além do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A redução da Selic, a taxa básica de juros, é a principal variável que pode influenciar na redução do indicador divulgado no fim de julho.

A dívida líquida nacional, que exclui créditos estatais, seguiu a trajetória de alta e chegou a R$ 9 trilhões, o equivalente a 68,5% do PIB. O salto nas despesas com juros ajudou a consolidar um rombo deficitário de R$ 1,3 trilhão em todo o setor público do nosso território.

Os registros atestam uma forte deterioração das contas federais, cenário já advertido pelo Tesouro Nacional. Apenas no mês de junho, a União cravou um déficit primário de R$ 47,2 bilhões. Em 12 meses, o rombo atinge R$ 139,7 bilhões, contrastando com o saldo positivo dos estados, que soma R$ 22,1 bilhões desde o início de 2026.

Apesar da grave crise fiscal e do ano eleitoral, a gestão federal prossegue criando programas que elevam as despesas. Houve o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões, garantindo R$ 1,2 bilhão para emendas parlamentares, mas mantendo o contingenciamento de R$ 1 bilhão na área da saúde.

A métrica dívida-PIB é um termômetro que mede o risco de investir no país, mostrando a real capacidade de o Estado quitar os seus compromissos.

Com informações do Diário do Poder

Inadimplência de empresas bate recorde e atinge 9,1 milhões de CNPJs em junho

 Número de famílias natalenses endividadas e inadimplentes cai pelo 2º mês seguido - Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

A inadimplência de empresas brasileiras atinge recorde em junho, segundo dados da Serasa Experian. O país tem 9,1 milhões de CNPJs negativados, com R$ 232,9 bilhões em dívidas atrasadas, maior número desde o início da série histórica, em 2016. A informação é d’O Globo.

Em maio, o total era de nove milhões de empresas devedoras, com R$ 229,9 bilhões em atraso. Cada empresa inadimplente possui em média 7,3 contas em aberto, com bancos, fornecedores ou prestadoras de serviços, somando dívida média de R$ 25.508,96 por CNPJ.

O setor de serviços concentra 55,7% das empresas inadimplentes em junho, seguido pelo comércio, com 32,2%. Micro e pequenas empresas representam 8,7 milhões dos CNPJs negativados, cerca de 95% do total.

Donos de pequenos negócios relatam queda na demanda e dificuldade para honrar compromissos financeiros. Proprietários de restaurantes e confeitarias descrevem redução nas vendas, recurso a cheque especial e atraso no pagamento de fornecedores e impostos.

A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, associa o quadro ao endividamento das famílias, que também bateu recorde, chegando a 83,9 milhões de negativados em julho. O comprometimento da renda familiar com dívidas está em 74,6%, chegando perto de 90% nas faixas de menor renda.

Juros elevados encarecem o crédito e dificultam o acesso a linhas de melhor qualidade, levando famílias e empresas a recorrer a opções mais caras, como cartão e cheque especial. A Selic está em dois dígitos desde 2022 e recuou apenas 1 ponto percentual desde março, passando de 15% para 14%.

Economistas apontam que programas de renegociação, como o Desenrola, trazem alívio temporário, mas dependem de ajuste fiscal para sustentar queda de juros e evitar nova alta da inadimplência. A projeção é de queda mais consistente nos indicadores a partir de 2027, condicionada a medidas de contenção de gastos públicos.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, defende os programas de crédito subsidiado como o Pronampe e o ProCred360. Segundo ele, já foram feitas 185 mil repactuações no Pronampe, totalizando R$ 26 bilhões, e 47 mil no ProCred360, equivalentes a R$ 2 bilhões.

Nova Cruz: Flávio de Beroi, prefeito Joquinha e oito vereadores declaram apoio a Walter Alves

 

Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Nova Cruz Flávio de Beroi, o atual prefeito Joquinha e oito vereadores do município declararam apoio a Walter Alves. O movimento ocorre após Flávio confirmar a retirada de sua candidatura a deputado estadual pelo PSDB.

A decisão de Flávio de deixar a disputa foi atribuída por ele à insatisfação com a condução interna do partido. Considerado um nome com potencial eleitoral no Agreste potiguar, o ex-prefeito era uma das apostas da nominata tucana para a Assembleia Legislativa e sua saída provocou a redistribuição dos apoios que estavam vinculados ao seu projeto.

A adesão conjunta de Flávio, Joquinha e de oito integrantes da Câmara Municipal fortalece a presença política de Walter Alves em Nova Cruz e demonstra que a desistência do ex-prefeito rapidamente produziu reflexos na composição dos palanques locais.

O movimento também representa uma baixa adicional para o PSDB na região. Além de perder uma candidatura considerada competitiva, o partido vê parte de uma estrutura política que estaria mobilizada em torno de Flávio de Beroi passar a atuar em apoio a outro projeto eleitoral.

Polícia Fedearal acha mensagens de Lulinha falando de negócios com lobista do Careca do INSS: “Nosso futuro é Suíça”

 

Conversa entre Lulinha e Roberta Luchsinger revela que filho do presidente participava de reuniões com núcleo-duro de Lula

A Polícia Federal tem em mãos mensagens enviadas pelo próprio filho do presidente Lula Fábio Luís da Silva, o Lulinha, à lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeitas de tráfico de influência e de usar a proximidade com o filho do presidente da República para facilitar negócios e acesso ao governo.

As mensagens, obtidas com exclusividade pela coluna, mostram que os dois tratavam explicitamente de fazer negócios e de atuar em lobby junto ao núcleo duro do gabinete de Lula, revelando que a relação entre eles vai além de simples amizade. Lulinha não somente sabia da atuação e dos interesses de Roberta, como também comentava, coordenava e até participava de reuniões.

Em um dos diálogos interceptados, que aconteceu em 22 de março de 2024, Roberta diz a Lulinha que os dois trabalham em nível diferenciado e que o futuro deles é a Suíça.

Na mesma conversa, o filho do presidente revela que participa de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger.

Naquela ocasião, Marcola era braço direito de Lula, despachava na antessala do presidente e fazia os principais contatos com ministros. Já Berger, figura histórica do PT, foi quem abriu as portas do Ministério da Saúde para o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS – que tentou emplacar contrato milionário para a compra em larga escala de cannabis medicinal pelo SUS.

Roberta Luchsinger chegou a receber repasses do Careca do INSS que somam R$ 1,5 milhão. Em uma das transferências, o empresário informa a um interlocutor que o dinheiro era destinado ao “filho do rapaz”, possivelmente se referindo a Lulinha, segundo a Polícia Federal.

“Fernando” e “Fefe”, termos citados por Lulinha e Roberta nos diálogos, são, segundo os investigadores, referências a Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha e um dos donos formais do sítio de Atibaia, que era frequentado por Lula.

Os diálogos evidenciam que Fernando Bittar tem sido preterido nos negócios da dupla. Em uma outra conversa, a lobista afirma ao filho do presidente Lula que Fernando estaria usando o nome de Lulinha ao tentar fechar “negócio gigante” na Telebras.

“Ja desmentiu?”, pergunta o filho do presidente.

“Desmenti e falei q não eh verdade e q se ele [Fernando Bittar] fizer negócio com ele [presidente da Telebras], ele não fará comigo”, responde Roberta.

Esta é a primeira vez que são reveladas conversas diretamente de Lulinha com Roberta Luchsinger. Procurada, a defesa do filho do presidente afirmou que Fábio mudou para a Espanha e atua na esfera privada com temas que não têm relação direta ou indireta com o governo brasileiro. “Vive de forma digna, exclusiva e modesta com o resultado do seu próprio trabalho. A quebra do seu sigilo fiscal e bancário é reveladora da ausência absoluta de qualquer prova ou indício de irregularidade”, disse Marco Aurélio de Carvalho.

Via Metrópoles/  @colunataciolorran  /Fotos: Reprodução