O ex-presidente José Sarney, de 96 anos, foi internado na tarde deste domingo (13) no Hospital UDI, em São Luís (MA), após ser diagnosticado com uma infecção respiratória (pneumonia). De acordo com boletim médico divulgado pela unidade, o quadro clínico é estável.
Sarney está com a pressão arterial controlada, respira em ar ambiente — sem necessidade de suporte de oxigênio, segundo o boletim — e recebe tratamento com antimicrobianos por via venosa.
Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.
Mais cedo, o próprio ex-presidente havia informado nas redes sociais que estava internado para realizar exames e tratar uma pneumonia.
“Meu estado de saúde é estável e sigo sob acompanhamento médico. Agradeço, com carinho, todas as mensagens, orações e manifestações de amizade que tenho recebido”, escreveu Sarney.
Uma série de ofícios, despachos e cobranças entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) elevou a tensão dentro da Corte às vésperas da sessão desta terça-feira (15), que deverá analisar o caso envolvendo mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A disputa envolve principalmente o acesso dos ministros às provas das investigações, a ampliação da publicidade dos processos que permanecem sob sigilo e a condução das apurações pelo ministro André Mendonça.
Nos últimos dias, Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cobraram acesso integral a documentos e dados que estão sob responsabilidade de Mendonça. O relator, porém, argumentou que a divulgação indiscriminada de informações poderia comprometer diligências em andamento e prejudicar as investigações. Mendonça também afirmou que a abertura ampla dos dados poderia “tumultuar” a sessão prevista para terça-feira.
A crise ganhou um novo componente com a atuação do presidente do STF, Edson Fachin, que passou a centralizar a condução do caso. No sábado (12), Fachin assumiu a relatoria da Petição 16.662, procedimento que reúne informações relacionadas às mensagens entre Moraes e Vorcaro. Ele também determinou o envio à Presidência dos procedimentos envolvendo as investigações sobre o Banco Master e as fraudes relacionadas ao INSS.
Ministros cobram acesso aos dados do celular de Vorcaro
Um dos principais pontos de divergência envolve os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. Cristiano Zanin foi o primeiro ministro a solicitar acesso à íntegra do material. Alexandre de Moraes posteriormente aderiu à cobrança, enquanto Gilmar Mendes afirmou que permitir que apenas um integrante da Corte tenha acesso às informações criaria uma espécie de “acesso assimétrico”, incompatível com o princípio da colegialidade.
Mendonça informou que seu gabinete mantinha apenas uma cópia de segurança dos dados, armazenada em um HD criptografado e lacrado. Segundo o ministro, essa cópia não havia sido manuseada e os arquivos originais continuavam sob custódia da Polícia Federal (PF).
A PF, entretanto, informou no domingo (13) que a cópia havia sido fornecida após uma solicitação feita pela própria equipe de Mendonça. A corporação também afirmou estar preparada para produzir cópias idênticas do conteúdo para os demais ministros, caso receba autorização para isso.
Depois da manifestação da Polícia Federal, Zanin determinou que a direção-geral da corporação entregasse ao seu gabinete, até as 23h de domingo, uma cópia dos dados extraídos do aparelho de Vorcaro.
No despacho, Zanin argumentou que não existe hierarquia entre os integrantes do STF e que as provas pertencem ao colegiado. O ministro também afirmou precisar conhecer o conteúdo antes da sessão para formar sua posição sobre o caso.
Moraes questiona sigilo de investigação
A divergência também alcançou outros documentos relacionados às investigações. No domingo, Moraes voltou a questionar a extensão da retirada de sigilo determinada por Mendonça.
Em um novo ofício encaminhado a Fachin, o ministro afirmou que a Petição 15.645 permanecia inacessível aos demais integrantes da Corte, apesar de conter, segundo ele, informações consideradas essenciais para a análise marcada para terça-feira.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o processo reúne detalhes relacionados à rede de pagamentos de Daniel Vorcaro e ao Banco Master.
Moraes pediu que o sigilo fosse levantado e que os autos fossem disponibilizados aos demais ministros. Fachin, então, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse com brevidade sobre o pedido.
A solicitação reforça uma crítica anterior de Moraes, que classificou como “seletiva” a retirada de sigilo promovida por Mendonça. Para o ministro, documentos e arquivos digitais relevantes ainda não teriam sido disponibilizados ao conjunto da Corte.
PGR também defende acesso mais amplo aos autos
A Procuradoria-Geral da República também passou a participar da discussão sobre a publicidade das informações. Inicialmente, a PGR defendeu uma abertura mais ampla dos procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero, argumentando que a divulgação de apenas parte dos autos poderia transmitir uma percepção equivocada de transparência.
Posteriormente, a Procuradoria passou a defender que todos os ministros tenham acesso antecipado à íntegra das informações consideradas necessárias para a sessão.
Mendonça, por outro lado, sustenta que a exposição completa de dados de investigações ainda em andamento poderia comprometer futuras diligências e prejudicar a eficiência das apurações.
Sessão desta terça-feira deve ampliar embate no STF
Além da discussão sobre as provas, os ministros deverão analisar a validade de um relatório elaborado pela Polícia Federal a pedido de Mendonça e a possibilidade de abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes.
A PGR argumenta que Mendonça não poderia ter determinado uma apuração envolvendo um integrante do STF sem autorização do plenário da Corte e, por isso, pediu que a medida seja considerada nula.
A troca de cobranças ocorre justamente enquanto o Supremo ainda define os detalhes do rito da sessão desta terça-feira. Fachin assumiu a condução do procedimento e deverá coordenar a análise no plenário.
A sessão será transmitida ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.
O julgamento deverá colocar em evidência as divergências entre ministros que, nos últimos dias, passaram a discordar publicamente sobre a condução do caso envolvendo o Banco Master, o acesso às provas e os limites da atuação individual dos integrantes da Suprema Corte.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Polícia Federal o envio da íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O pedido foi encaminhado neste domingo (13) ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
A solicitação ocorre às vésperas do julgamento da Petição 16.662, previsto para a próxima terça-feira (15) no plenário do STF. O processo reúne informações relacionadas às investigações envolvendo Vorcaro e inclui elementos que serão analisados pelos ministros da Corte.
De acordo com informações divulgadas pelo Metrópoles, o pedido de Gilmar Mendes reforça uma solicitação anterior feita pelo ministro Cristiano Zanin, que também determinou o envio do conteúdo ao seu gabinete.
Dados estão em laudo da Polícia Federal
Segundo o ofício encaminhado por Gilmar Mendes, o material solicitado corresponde aos dados obtidos a partir do aparelho celular de Vorcaro e integra o Laudo nº 4281/2025, elaborado pela Polícia Federal em São Paulo.
O conteúdo extraído do telefone foi utilizado para subsidiar informações que constam no processo, incluindo conversas que aparecem reproduzidas nos documentos que instruem a ação.
Ministro defende acesso igualitário entre integrantes do STF
No documento enviado à PF, Gilmar Mendes afirma ter tomado conhecimento de uma manifestação da própria corporação informando que existem condições técnicas para disponibilizar aos ministros do STF cópias idênticas do conteúdo já entregue ao ministro André Mendonça.
A Polícia Federal informou que o procedimento pode ser realizado com mecanismos destinados a preservar a cadeia de custódia, além da identificação dos lacres e da certificação da integridade dos arquivos.
Para Gilmar Mendes, o acesso ao material deve ser assegurado aos demais integrantes do colegiado, especialmente porque os dados poderão subsidiar uma decisão do plenário.
O ministro argumentou que, por se tratar de um órgão colegiado, os integrantes do STF devem exercer a jurisdição em condições de igualdade e ter acesso às informações relevantes para a análise do caso.
Julgamento está marcado para terça-feira
A discussão sobre o conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro ocorre em meio à expectativa para o julgamento da Petição 16.662. Entre os pontos que serão examinados está a possível relação entre o empresário e o ministro Alexandre de Moraes.
O caso ganhou novos desdobramentos nos últimos dias após pedidos para ampliar o acesso aos documentos e às informações utilizadas na investigação.
A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (14), a Operação Sem Lastro, que apura indícios de falsidade ideológica eleitoral e uso de recursos não declarados em campanha.
A Justiça Eleitoral determinou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Natal. Foram apreendidos celulares, documentos, equipamentos eletrônicos e mais de R$ 1,5 milhão em espécie.
As investigações identificaram saques em espécie realizados por um servidor do Rio Grande do Norte. Os valores indicam possível incompatibilidade com o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.
A apuração segue em andamento sob supervisão da Justiça Eleitoral. Novas diligências podem ser realizadas conforme o avanço das investigações.
A senadora Zenaide 555 percorreu diferentes municípios do Rio Grande do Norte neste fim de semana e reuniu mobilizações em apoio à reeleição para o Senado. A agenda passou por Várzea, Santo Antônio, Serrinha, Passagem e Assú no sábado (12) e seguiu neste domingo (13) por Baía Formosa, Canguaretama, Macaíba e Vera Cruz.
As visitas não são apenas de passagem. Zenaide consegue agregar novos apoiadores que reconhecem o trabalho da senadora que destinou recursos para todos os 167 municípios do estado. Em Serrinha houve mais uma adesão importante. O grupo da prefeita Kauanny Terto declarou apoio à candidatura de Zenaide junto com o vice-prefeito Rodrigo do Carmo e o ex-prefeito Deda Terto.
Em Santo Antônio, cidade estratégica do Agreste, uma grande motocada marcou a passagem da senadora. As manifestações reforçaram a presença da candidatura 555 nos municípios e a confiança das lideranças locais no trabalho de Zenaide.
A agenda também passou por Assú, onde Zenaide esteve ao lado do candidato a deputado estadual Gustavo Soares, ex-prefeito do município. A senadora encerrou o fim de semana levando ao interior a mensagem de continuidade do trabalho e de parceria com os municípios. Por onde passou, Zenaide encontrou ruas mobilizadas e lideranças dispostas a caminhar ao seu lado na campanha 555.
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou neste sábado 12 que transmitirá ao vivo a sessão plenária que analisará, na próxima terça-feira 15, o caso envolvendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A sessão está marcada para começar às 10h e poderá ser acompanhada pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube. O sinal também ficará disponível para retransmissão por outras emissoras.
O processo foi liberado pelo ministro André Mendonça para análise do plenário do Supremo.
Neste sábado 12, Mendonça encaminhou os autos à Presidência do STF, conforme determinação do ministro Edson Fachin.
Com o envio dos autos, o caso envolvendo as mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro será analisado pelos ministros em sessão plenária na terça-feira 15, com início previsto para as 10h.
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3.057 da Mega-Sena, realizado neste domingo (13), em São Paulo. Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 95 milhões para o próximo sorteio.
As dezenas sorteadas foram:
02 – 04 – 16 – 21 – 48 – 53
Apesar de nenhum apostador ter levado o prêmio principal, outras apostas acertaram cinco ou quatro números e receberam valores referentes às respectivas faixas de premiação.
Quina e quadra
Ao todo, 86 apostas acertaram cinco dezenas. Cada uma delas receberá R$ 31.872,72.
Já 5.234 apostas acertaram quatro dezenas, com prêmio de R$ 863,24 para cada aposta.
O prêmio principal, portanto, ficou acumulado para o próximo concurso.
O próximo concurso da Mega-Sena será realizado na terça-feira (15).
As apostas podem ser feitas até as 20h, no horário de Brasília, do mesmo dia, em qualquer lotérica do país ou pelos canais digitais da Caixa.
Doze pessoas foram presas em flagrante neste domingo (13) durante a aplicação das provas do concurso público da Polícia Penal do Rio Grande do Norte. As prisões aconteceram em Natal e Mossoró, após a identificação de suspeitas de fraude no processo seletivo.
A ação foi realizada pela Polícia Civil do RN, com apoio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Polícia Penal, e da Secretaria de Estado da Administração (SEAD).
Em Mossoró, dez candidatos foram presos. Durante a fiscalização, as equipes encontraram indícios de que equipamentos eletrônicos, incluindo pontos eletrônicos, estariam sendo utilizados para receber informações enquanto as provas eram realizadas.
Na capital potiguar, outras duas pessoas foram detidas. Conforme as investigações iniciais, haveria participação de terceiros que resolveriam as questões fora dos locais de prova e repassariam as respostas aos candidatos por meio de dispositivos eletrônicos.
Suspeitos podem responder por fraude em concurso
As condutas investigadas podem se enquadrar no artigo 311-A do Código Penal, que trata da utilização ou divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público com a finalidade de beneficiar candidatos ou comprometer a credibilidade do processo seletivo.
O crime prevê pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa.
Os 12 suspeitos foram encaminhados para os procedimentos legais. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer como o esquema funcionava e verificar se outras pessoas participaram da possível fraude.
O presidente do STF, Edson Fachin, retirou do ministro André Mendonça a relatoria do processo que levou à Corte elementos da PF sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Na decisão deste sábado (12), Fachin determinou que o caso passe à Presidência do STF. Segundo ele, a análise do processo pode levar à aplicação de uma regra que impede um magistrado de atuar em determinadas situações.
Mais cedo, Mendonça havia encaminhado o processo à Presidência e paralisado a tramitação. Fachin também determinou que petições relacionadas aos casos Master e INSS sejam remetidas à Presidência do Supremo.
A decisão ocorre em meio à crise entre Mendonça e Moraes após a divulgação de relatório da PF com registros extraídos do celular de Vorcaro. O documento aponta 187 interações com um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, mas não permite afirmar, isoladamente, que o número pertencia ao ministro.
Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que não tenham transporte próprio ou acesso a transporte público adequado poderão solicitar transporte gratuito para votar nas Eleições Gerais de 2026 até esta segunda-feira (14).
A iniciativa faz parte do programa Seu Voto Importa, criado pela Justiça Eleitoral para ampliar a acessibilidade e a inclusão no processo eleitoral. No Rio Grande do Norte, o programa foi regulamentado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN).
O serviço será oferecido mediante solicitação prévia e estará sujeito à análise dos pedidos, à capacidade operacional e à disponibilidade de veículos em cada município.
Onde o transporte estará disponível
Natal: 1ª e 3ª Zonas Eleitorais;
São José de Mipibu: 7ª Zona Eleitoral;
Acari, Carnaúba dos Dantas, Cruzeta e São José do Seridó: 22ª Zona Eleitoral;
Caraúbas: 36ª Zona Eleitoral;
Luís Gomes: 42ª Zona Eleitoral;
Santa Cruz, Japi e São Bento do Trairi: 16ª Zona Eleitoral;
Campo Redondo, Coronel Ezequiel, Jaçanã e Lajes Pintadas: 68ª Zona Eleitoral.
Quem pode solicitar
O serviço é destinado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que não disponham de meios próprios ou de transporte público adequado para chegar ao local de votação.
A medida busca facilitar o deslocamento de eleitores que enfrentam dificuldades de mobilidade e, dessa forma, contribuir para garantir o acesso ao voto.
Como funciona a solicitação
O pedido deve ser feito previamente por meio do formulário disponibilizado pela Justiça Eleitoral. As solicitações serão analisadas de acordo com os critérios do programa e a capacidade de atendimento disponível em cada localidade.
O preenchimento do formulário não garante automaticamente o transporte. O atendimento dependerá da aprovação do pedido e da disponibilidade de veículos adequados. Após a análise, o eleitor receberá as orientações sobre o serviço e o deslocamento nos dias de votação. O formulário de inscrição está disponível através deste [link].
Ex-ministros dos governos Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de juristas, economistas, empresários e representantes de centrais sindicais, divulgaram neste domingo (13) uma carta de apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, em meio à crise enfrentada pela Corte.
No documento, os signatários afirmam que o Supremo “não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica” e defendem uma apuração “rigorosa e imparcial” das acusações que vieram a público nas últimas semanas.
A carta manifesta “integral apoio” às medidas adotadas por Fachin para preservar a autoridade institucional do STF e cobra transparência nas investigações e na sessão plenária marcada para terça-feira (15).
Ex-ministros de três governos assinam documento
Entre os signatários estão Pedro Malan, José Carlos Dias e Miguel Reale Jr., que integraram o governo Fernando Henrique Cardoso; Paulo Vannuchi, ex-ministro do governo Lula; e José Eduardo Cardozo, que comandou o Ministério da Justiça durante o governo Dilma Rousseff.
O documento também reúne nomes ligados à economia, como André Lara Resende, Persio Arida, Edmar Bacha e Arminio Fraga.
Entre os juristas que assinam a manifestação estão Oscar Vilhena, Joaquim Falcão e Antonio Claudio Mariz de Oliveira.
A lista inclui ainda empresários como Candido Bracher, Carlos Jereissati, Fábio Barbosa, Guilherme Leal, Horácio Piva e Josué Gomes.
Representantes de diferentes centrais sindicais também aderiram ao documento: Sergio Nobre, da CUT; Miguel Torres, da Força Sindical; Ricardo Patah, da UGT; e Ronaldo Leite, da CTB.
Grupo fala em ‘mais grave crise’ da história do STF
Na carta, os signatários classificam o atual momento como a “mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal” e uma das mais graves da história republicana brasileira.
O grupo defende que os fatos sejam apurados e que eventuais violações à lei ou à dignidade dos cargos sejam responsabilizadas como forma de recuperar a confiança nas instituições. Os signatários também sustentam que a superação da crise deverá envolver reformas institucionais no Supremo.
Entre as mudanças defendidas estão medidas para fortalecer decisões colegiadas, ampliar a transparência, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões de conduta e aumentar mecanismos de controle sobre a Corte e seus integrantes.
Carta pede sessão pública no dia 15
Outro ponto do documento é a sessão plenária do STF marcada para 15 de setembro. Os signatários defendem que ela seja realizada publicamente, citando o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. A carta é endereçada diretamente a Fachin e datada deste domingo, 13 de setembro.
Ao manifestar apoio ao presidente do Supremo, o grupo afirma que a resposta às acusações deve ocorrer com respeito ao devido processo legal, transparência e imparcialidade.
Leia a íntegra da carta:
A S. Ex.ª o Ministro Edson Fachin Presidente do Supremo Tribunal Federal Brasília, 13 de setembro de 2026
Senhor Ministro Presidente,
Os cidadãos e representantes da sociedade civil abaixo assinados vêm manifestar seu integral apoio às medidas adotadas por V. Ex.ª, com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal e promover, sob a estrita observância do devido processo legal, a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas.
Para isso, é fundamental assegurar ampla transparência às investigações e à sessão plenária marcada para o próximo dia 15 de setembro, que deve ocorrer de forma pública, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Estamos vivendo a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal e certamente uma das mais graves de nossa acidentada história republicana. A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia.
Entendemos, ainda, que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes.
O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumiu neste sábado (12) a relatoria da investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, que será analisada pelo plenário da Corte na próxima terça-feira (15).
Fachin também determinou que processos relacionados aos casos Banco Master e INSS sejam remetidos a ele. A medida retira de André Mendonça a relatoria da investigação envolvendo Moraes e abre a possibilidade de Fachin assumir futuramente os demais casos.
Com a transferência, ficam suspensos atos decisórios individuais no processo. Fachin, porém, ficará responsável por medidas que dependem de autorização judicial enquanto as investigações conduzidas pela Polícia Federal continuam.
Na sessão de terça-feira, marcada para as 10h, Fachin deverá apresentar o relatório e, em seguida, iniciar seu voto. O rito completo do julgamento ainda não foi divulgado.
A decisão ocorreu após Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes pedirem acesso à íntegra dos dados extraídos dos celulares de Daniel Vorcaro. Fachin determinou que a Polícia Federal informe, em até 24 horas, as condições de custódia e conservação desse material, mas ainda não decidiu sobre o compartilhamento dos dados com os ministros.
O plenário do STF analisará na terça-feira o pedido de abertura de investigação contra Moraes. Já o julgamento relacionado a André Mendonça está previsto para 23 de setembro.
Levantamento do Instituto Veritá, divulgado neste domingo (13), mostra o presidente Lula (PT) na liderança da corrida presidencial entre os eleitores do Rio Grande do Norte, com 41,9% das intenções dos votos totais no primeiro turno. Em seguida aparece Flávio Bolsonaro (PL) com 39,6%, empatado tecnicamente na margem de erro, que é de 3,0 pontos percentuais para mais ou para menos. Em votos válidos, excluindo brancos e nulos, o petista tem 44,8%, enquanto seu adversário aparece com 42,3%.
O escritor Augusto Cury (Avante) surge em terceiro lugar, com 7,5%, à frente de Renan Santos (Missão) com 2,3% e Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%. Os demais nomes, entre eles Pablo Marçal (PRTB), não ultrapassam 1% cada. Brancos e nulos somam 0,6%, enquanto 5,8% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa foi realizada por iniciativa própria do Instituto Veritá entre os dias 7 e 12 de setembro, com 1.220 entrevistas em todo o estado e está registrada no TSE sob o número BR-03460/2026.
O resultado de um tracking realizado nos últimos dias, que apontou larga vantagem sobre Lula no 2º turno, levou a campanha de Flávio Bolsonaro a apostar todas as fichas para atrair o voto útil, mirando eleitores dos outros candidatos de direita como Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado para vencer a eleição já no dia 4 de outubro.
Curiosamente, o mesmo levantamento de uso interno da campanha de Flávio Bolsonaro identificou que a maioria da população acha que Lula será reeleito. E que uma parcela maior dos eleitores considera que o presidente está fazendo a melhor campanha na TV.
Quando uma nova pesquisa eleitoral é divulgada, a atenção costuma se concentrar imediatamente em duas perguntas: quem está na frente e quem cresceu ou caiu. A 20 dias das eleições, porém, esses números contam apenas parte da história sobre o comportamento do eleitorado.
Na reta final, fatores como indecisão, rejeição, voto espontâneo e a trajetória registrada ao longo de diferentes pesquisas ajudam a revelar se as candidaturas estão se consolidando e quanto espaço ainda existe para mudanças até o dia da votação.
É nesse estágio da campanha que será realizada a nova pesquisa Metadata/Grupo Dial, com entrevistas entre 10 e 12 de setembro e divulgação nesta segunda-feira (14), durante o Repórter 98, às 18h, na 98FM Natal.
Segundo a estatística responsável pelo Instituto Metadata, Karine Symonir, a diferença em relação às primeiras rodadas começa pelo próprio eleitor.
“Nas primeiras pesquisas, ainda tínhamos pré-candidaturas, articulações partidárias, convenções e um eleitor menos exposto à campanha. Agora, as candidaturas já estão definidas, a campanha está nas ruas e a propaganda eleitoral no rádio e na televisão já começou. Isso significa que o eleitor dispõe de muito mais informação para formar sua decisão.”
Mais importante que subir ou cair é entender a trajetória
Um dos cuidados necessários na leitura dos resultados está na comparação com pesquisas anteriores.
A simples diferença entre o percentual obtido por um candidato em dois levantamentos não é suficiente para concluir que houve crescimento ou queda.
“Não basta comparar dois percentuais e dizer que alguém cresceu ou caiu. É necessário considerar a margem de erro, o desenho amostral e, principalmente, a sequência das pesquisas”, explica Karine.
Segundo ela, a repetição de um movimento ao longo das rodadas fornece elementos mais consistentes para a análise.
“Quando um movimento aparece de maneira consistente em rodadas sucessivas e também encontra correspondência em diferentes indicadores, temos evidências mais fortes de uma tendência. Por isso a série histórica é tão importante.”
A diferença está justamente entre olhar uma pesquisa isoladamente e acompanhar uma sequência de levantamentos.
“Uma pesquisa isolada mostra uma fotografia. A sequência de quatro pesquisas permite começar a enxergar o filme da eleição”, resume.
Quanto voto ainda está em disputa?
Outro indicador ganha importância à medida que 4 de outubro se aproxima: quanto do eleitorado ainda não consolidou uma escolha.
Karine afirma que olhar apenas a distância entre os candidatos pode esconder uma das principais informações disponíveis no levantamento.
“Muitas vezes, uma das informações mais relevantes não está apenas na distância entre primeiro e segundo colocados, mas em quanto voto ainda está disponível para ser disputado.”
É nesse ponto que entram dados como indecisão, votos brancos e nulos, rejeição e a comparação entre voto espontâneo, quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado, e estimulado, quando o eleitor escolhe entre uma relação de candidatos.
Quanto maior for a parcela ainda sem uma escolha consolidada, maior pode ser o espaço para alterações durante os últimos dias.
“Se houver muitos indecisos ou eleitores com escolhas pouco consolidadas, existe espaço maior para movimentação. Se as preferências estiverem mais cristalizadas, o espaço tende a ser menor.”
Propaganda eleitoral pode produzir mudanças?
A nova rodada também permitirá observar o cenário depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Segundo Karine, a exposição pode alcançar eleitores que não acompanham política cotidianamente pelas redes sociais ou pelo noticiário. A comparação, entretanto, exige cautela.
“Não podemos atribuir automaticamente qualquer mudança exclusivamente à propaganda, mas podemos observar se o cenário eleitoral se modificou depois da entrada nessa nova fase da campanha.”
A pesquisa poderá mostrar se houve alterações no conhecimento dos candidatos, na intenção de voto, na rejeição ou no nível de indecisão após o aumento da exposição das candidaturas.
Pesquisa mostra o presente, não prevê o futuro
A proximidade das urnas também aumenta a tentação de transformar pesquisas em previsões eleitorais. É justamente aí que, segundo Karine, está uma das principais diferenças entre o que o levantamento mede e a interpretação que algumas vezes é feita dele.
“Quanto mais nos aproximamos da eleição, naturalmente aumenta o interesse em saber ‘quem vai ganhar’, mas essa não é exatamente a pergunta que uma pesquisa responde.”
Entre o período das entrevistas e 4 de outubro, debates, acontecimentos políticos, estratégias de campanha, novas informações e decisões dos próprios eleitores ainda podem interferir no cenário.
“Pesquisa eleitoral é instrumento de mensuração da opinião pública, não previsão do futuro.”
Por isso, para Karine, a melhor leitura da reta final não está apenas no ranking das candidaturas.
“Pesquisa eleitoral não deve ser lida apenas como ranking. A informação mais rica está no movimento do eleitorado entre uma rodada e outra”, concluiu.