A escola de samba que no domingo de Carnaval apresentou-se com o enredo focado na trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva, gerou uma polarização imediata que transcendeu o Sambódromo.
A narrativa foi vista por críticos como uma peça de propaganda política fora de época, focada na exaltação da figura do “operário” em detrimento da complexidade histórica.
A ala dos “Neoconservadores em conserva” foi o ponto de maior atrito. Ao associar símbolos cristãos e evangélicos a uma estética de “atraso” ou “enlatamento ideológico”, a escola foi acusada por lideranças religiosas de promover intolerância religiosa sob o manto da liberdade artística.
Especialistas em Carnaval apontam que a agremiação carnavalesca optou pelo confronto direto, abandonando as metáforas sutis que marcaram enredos críticos do passado para adotar uma linguagem de militância explícita.
Essa abordagem reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão nas escolas de samba e se o Carnaval deve atuar como cronista da história ou como ferramenta de engajamento partidário.
A disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União entrou no radar da crise política em Brasília e pode romper um acordo articulado nos bastidores da Câmara. O compromisso firmado em 2024 previa que o Partido dos Trabalhadores indicaria um nome para substituir o ministro Aroldo Cedraz, mas a crescente polarização entre aliados de Luiz Inácio Lula da Silva e do bolsonarismo passou a ameaçar o entendimento.
O acerto teria sido costurado durante as negociações que garantiram a eleição de Hugo Motta para o comando da Câmara. O favorito do PT é o deputado Odair Cunha (PT-MG), considerado um nome moderado dentro da sigla. Porém, a entrada de candidatos como Danilo Forte (União-CE) e Hugo Leal (PSD-RJ) embaralhou o cenário e abriu espaço para uma disputa que pode deixar o acordo inicial pelo caminho.
Nos bastidores, o argumento dos adversários é que a indicação de um petista foi combinada sem aval das demais bancadas, o que teria gerado insatisfação. Além disso, o clima eleitoral pesa: parlamentares avaliam que o antipetismo pode fortalecer uma candidatura considerada “independente”, especialmente com o possível apoio da bancada do PL, principal partido de oposição na Casa.
Danilo Forte já se posicionou publicamente, afirmando que sua candidatura busca defender a autonomia da Câmara e criticando a concentração de indicações ligadas ao governo federal. Enquanto isso, lideranças tentam evitar o lançamento de múltiplos candidatos contra o nome do PT, já que a eleição ocorre em turno único e a divisão de votos pode acabar favorecendo Odair Cunha.
Com previsão de anúncio da disputa após o Carnaval, a eleição pode ocorrer ainda em março. O resultado será estratégico: o TCU é responsável por fiscalizar gastos públicos e analisar as contas do presidente da República, além de realizar auditorias no Congresso — o que transforma a escolha do novo ministro em uma batalha política de peso em pleno ano eleitoral.
O senador Sergio Moro criticou duramente o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio. Em publicação nas redes sociais, Moro classificou a apresentação como um “deprimente espetáculo de abuso do poder”, afirmando que o enredo exaltou Lula sem abordar escândalos de corrupção e ainda trouxe ataques a adversários políticos.
Na postagem, o senador ironizou o desfile ao afirmar que “faltou o carro da Odebrecht e do sítio de Atibaia”, em referência a episódios que marcaram investigações da Operação Lava Jato. Moro também voltou a defender que a homenagem poderia ser interpretada como propaganda eleitoral antecipada, argumento que já vinha sendo levantado por integrantes da oposição antes da apresentação na Marquês de Sapucaí.
O desfile da Acadêmicos de Niterói, intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, marcou a estreia da escola no Grupo Especial do Carnaval carioca. O enredo percorreu a trajetória política do presidente, da infância em Pernambuco à chegada ao Palácio do Planalto, e foi acompanhado de perto por Lula, que esteve presente em camarote durante a apresentação.
A homenagem, no entanto, virou alvo de críticas e ações judiciais. Partidos e parlamentares de oposição tentaram barrar o desfile ou questionar repasses públicos à escola, mas pedidos apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Tribunal de Contas da União foram negados. A Justiça entendeu que impedir previamente o desfile poderia caracterizar censura, mantendo a apresentação na avenida.
Além da discussão política, a escola também esteve no centro de outra polêmica após a saída do presidente Wallace Palhares de um cargo na Alerj. Mesmo com o debate acirrado, o desfile seguiu normalmente e colocou a agremiação — fundada em 2018 — entre as grandes escolas do carnaval do Rio, dividindo holofotes com nomes tradicionais como Mangueira, Portela e Salgueiro.
Medidas adotadas pelo governo federal ao longo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem retirar cerca de R$ 60,8 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em um período de três anos. O volume de saques e novas destinações de recursos acende alerta entre técnicos e integrantes do conselho do fundo, que veem risco de redução na capacidade de investimento em áreas como habitação, saneamento e mobilidade urbana.
Entre as ações recentes está uma medida provisória que abriu linha de crédito para Santas Casas e entidades voltadas ao atendimento de pessoas com deficiência, com previsão de uso de R$ 40 bilhões entre 2026 e 2030. Outra medida autorizou o saque do saldo remanescente para trabalhadores demitidos que haviam aderido ao saque-aniversário, elevando o impacto inicialmente previsto de R$ 7 bilhões para R$ 8,6 bilhões. Somados a liberações anteriores, os desembolsos ampliam a pressão sobre o caixa do fundo.
As mudanças chegam em um momento em que o orçamento do FGTS já havia sido aprovado com previsão de redução gradual nos aportes em títulos públicos, usados como reserva para situações emergenciais. Integrantes do Conselho Curador afirmam que decisões têm sido tomadas via medida provisória sem debate prévio com o colegiado, o que aumenta a preocupação sobre a sustentabilidade financeira do fundo nos próximos anos.
Especialistas também divergiram sobre o uso dos recursos. Enquanto críticos defendem que o dinheiro do FGTS pertence ao trabalhador e deveria priorizar habitação popular — como o programa Minha Casa, Minha Vida —, o governo argumenta que não há risco para as contas e que os indicadores financeiros permanecem estáveis. Ainda assim, técnicos admitem que haverá redução nos recursos destinados a aplicações em títulos do Tesouro.
Nos bastidores, a principal preocupação é equilibrar o uso social do FGTS com a manutenção de sua função original: servir de poupança do trabalhador e financiar políticas estruturantes. Para representantes da construção civil e entidades ligadas ao fundo, o desafio agora será evitar que sucessivos saques enfraqueçam a capacidade de investimentos futuros e comprometam a segurança financeira do sistema.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se manifestou nas redes sociais após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio. O ponto que gerou reação foi a forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro apareceu em uma alegoria, representado como um palhaço atrás das grades e usando tornozeleira eletrônica.
Em publicação no Instagram, Michelle criticou a representação e afirmou que o registro histórico deveria lembrar a prisão de Lula no passado. “Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, escreveu a ex-primeira-dama, em tom de resposta direta ao enredo apresentado na Sapucaí.
Com o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola retratou momentos marcantes da trajetória política do presidente, desde a infância até o retorno ao Planalto. O desfile contou com o ator e humorista Paulo Vieira interpretando Lula na avenida, enquanto o presidente acompanhou a apresentação da área reservada, ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes.
A participação da escola no Carnaval já vinha provocando reações políticas antes mesmo do desfile. Integrantes da oposição criticaram a homenagem, acusando o evento de possível promoção política em ano eleitoral e apontando o uso de recursos públicos. O governo federal destinou R$ 12 milhões para as escolas do Grupo Especial, sendo R$ 1 milhão previsto para a Acadêmicos de Niterói.
Apesar das ações na Justiça movidas por opositores, o desfile ocorreu normalmente e agora segue no centro do debate político, ampliando a polarização entre aliados e críticos do governo — especialmente após a repercussão da imagem de Bolsonaro na avenida.
Uma fraude envolvendo a troca de etiquetas de preços levou à prisão em flagrante de um funcionário de supermercado e de um cliente neste fim de semana em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte. Segundo a Polícia Civil, os dois são amigos e atuavam juntos no esquema.
De acordo com as investigações, o cliente escolhia cortes de carne, que eram pesados e etiquetados corretamente. Antes de chegar ao caixa, o funcionário substituía a etiqueta original por outra com valor mais baixo, permitindo o pagamento adulterado.
A prática foi descoberta após a gerência identificar divergências recorrentes entre estoque e faturamento. Imagens das câmeras de segurança confirmaram a fraude, e a abordagem ocorreu no momento em que o cliente finalizava a compra.
Na delegacia, os suspeitos negaram o esquema, mas não explicaram a sobreposição das etiquetas registrada nas imagens. Ambos foram autuados por estelionato, sem direito a fiança na fase policial, e encaminhados ao sistema prisional de Mossoró. A polícia apura se há outros envolvidos e há quanto tempo a fraude ocorria.
Uma proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, gerando intensos debates sobre seus impactos econômicos.
Segundo Antônio Carlos Vilela, vice-presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), a mudança pode resultar em um custo estimado de R$ 180 bilhões anuais para a economia brasileira.
Em entrevista à CNN Brasil, Vilela contextualizou que, embora a redução da jornada de trabalho seja uma tendência natural em países desenvolvidos, é questionável se o Brasil está preparado para implementar essa mudança no momento atual.
“Em todo o país desenvolvido, bem-sucedido, é natural que se reduza a jornada de trabalho com o decorrer dos anos. O que nós, na Federação da Indústria, em todo o sistema da indústria, estamos questionando é se o Brasil chegou neste momento”, afirmou.
O representante da Firjan apontou diversos fatores que tornam o cenário brasileiro desfavorável para essa discussão: o ano eleitoral que favorece propostas populistas, a crise fiscal iminente, a baixa produtividade da indústria brasileira em comparação com outros países, os juros elevados e a escassez de mão de obra qualificada. “Como nós podemos distribuir vantagens ou reduzir carga de trabalho em um país que é considerado de baixa produtividade?”, questionou.
O prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, destacou neste sábado de Carnaval a grandiosidade da festa e o resultado das parcerias firmadas para a realização do evento, que tem reunido uma multidão no corredor da folia. Segundo o gestor, o crescimento do Carnaval é reflexo da ampla cobertura da imprensa e da união entre poder público, iniciativa privada e representantes políticos.
De acordo com o prefeito, a realização do Carnaval só é possível graças à soma de esforços entre a Prefeitura, o Governo do Estado, a iniciativa privada por meio da Lei Câmara Cascudo e o apoio de parlamentares, entre eles o deputado federal João Maia, que viabilizou, junto ao Ministério do Turismo, o apoio para atrações nacionais que integram a programação. Dr. Tadeu ressaltou ainda o trabalho da segurança pública e da logística municipal para garantir a estrutura da festa, afirmando que cerca de 80 mil pessoas estiveram no corredor da folia em pleno sábado de Carnaval.
O prefeito destacou que, apesar da importância dos artistas nacionais para atrair público, o grande diferencial do Carnaval de Caicó continua sendo os blocos de rua e a receptividade do povo caicoense. Segundo ele, o calor humano, a culinária e a forma de acolher os visitantes são fatores determinantes para o sucesso do evento e para o fortalecimento do turismo local.
Durante a entrevista, Dr. Tadeu também enfatizou a importância das parcerias políticas para o desenvolvimento do município, citando o apoio do deputado João Maia em obras estruturantes e na destinação de recursos para áreas como infraestrutura e saúde, incluindo o suporte ao funcionamento do Hospital do Seridó. O prefeito afirmou que investimentos recentes possibilitaram obras como a revitalização do Mercado da Carne, da Praça de Sant’Ana, da Praça do Coreto, além da pavimentação de ruas e novas obras em andamento na cidade.
Ao final, o gestor avaliou que o atual momento do Carnaval representa o resgate do potencial turístico, econômico e social da festa, destacando que o resultado é fruto de planejamento, parcerias e do envolvimento da população.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite desse domingo (15/2), na Marquês de Sapucaí, no Rio.
O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o que chamou de “ataques pessoais” ao ex-mandatário e à instituição “família”, em referência a alegorias presentes na apresentação da Acadêmicos de Niterói.
“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE! Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a família! Vamos vencer o mal com o bem!”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.
O desfile da agremiação de Niterói retratou os ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro, adversários políticos de Lula. Bolsonaro é referenciado em dois momentos: na comissão de frente, vestido como palhaço usando uma faixa presidencial, e ao final da apresentação, como palhaço Bozo, preso e utilizando uma tornozeleira eletrônica danificada.
Outro elemento do desfile que causou polêmica foi a ala “neoconservadores em conserva”, cuja fantasia trazia uma lata de conserva com o desenho de uma família formada por um homem, uma mulher e dois filhos. Segundo a escola, a alegoria simboliza o grupo que atua em oposição a Lula.
A fantasia também trouxe variações de elementos para representar grupos que “levantam a bandeira do neoconservadorismo”, de acordo com a agremiação. “São eles: os representantes do agronegócio (na figura de um fazendeiro), uma mulher de classe alta (perua), os defensores da ditadura militar e os grupos religiosos evangélicos”, diz a escola no livro abre-alas.
O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, relativo ao ano-base 2024, tem início nesta segunda-feira (16). Nesta etapa inicial, recebem os trabalhadores nascidos em janeiro.
O benefício pode chegar ao valor de um salário mínimo e é destinado tanto a empregados da iniciativa privada (PIS) quanto a servidores públicos (Pasep) que cumpram os critérios do programa. Para ter direito, é necessário ter recebido, em 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, cerca de 2 milhões de pessoas nascidas em janeiro serão contempladas neste primeiro lote, que movimentará aproximadamente R$ 2,5 bilhões.
A previsão total para 2026 é de 26,9 milhões de trabalhadores beneficiados, somando R$ 33,5 bilhões em pagamentos.
Quem possui conta na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil terá o crédito feito automaticamente.
Já os demais poderão sacar o valor nas agências a partir da quarta-feira (18). Informações sobre banco de pagamento, valores e eventuais parcelas de anos anteriores podem ser consultadas pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou no portal gov.br.
Os recursos ficarão disponíveis até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro de 2026. A partir deste ano, o cronograma passa a seguir datas fixas: o pagamento ocorrerá sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento do trabalhador, ou no primeiro dia útil seguinte quando houver fim de semana ou feriado.
O prazo final para saque será o último dia útil bancário do ano, conforme as normas do Banco Central.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia uma possível propaganda irregular no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
O samba-enredo, que destaca a trajetória política e pessoal de Lula, foi alvo de ações movidas por parlamentares como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e Kim Kataguiri. O assunto também foi avaliado pelo próprio TSE que, na semana passada, rejeitou um pedido para impedir a realização do desfile. A alegação era de que o impedimento configuraria uma censura prévia.
Contudo, o processo foi mantido em aberto, já que os ministros entenderam que havia um potencial ilegal relacionado ao desfile. Dessa forma, o TSE poderia analisar irregularidades que viessem a ocorrer.
Com o desfile encerrado, os partidos que moveram a ação podem pedir à relatora a inclusão de novas provas contra Lula, o PT e a Acadêmicos de Niterói no processo.
A propaganda eleitoral é caracterizada por manifestações que buscam influenciar a vontade do eleitor e angariar votos para determinado candidato.
Pela legislação, ela só é permitida a partir de 5 de julho do ano eleitoral.A propaganda eleitoral antecipada, portanto, é aquela realizada antes dessa data e é considerada uma ilegalidade. A regra busca garantir isonomia entre candidatos e evitar desequilíbrio na disputa.
Não há, porém, uma definição totalmente objetiva sobre o que configura a propaganda antecipada. A análise é feita caso a caso, com base na interpretação dos juízes e em precedentes da Justiça Eleitoral. Mas um consenso é: não pode haver pedido de voto.
Um dos eventos tradicionais do Carnaval de Natal voltou a ocupar o Centro Histórico neste domingo (15). O Bloco das Kengas, criado em 1983 por um grupo de amigos na Rua Felipe Camarão, reafirmou seu lugar na programação carnavalesca da cidade ao longo de mais de quatro décadas de realização.
A concentração teve início às 15h, no Bardallo’s Comida & Arte, ao som da Orquestra do Papão. O cortejo seguiu pelas ruas do Centro Histórico até a Praça Sete de Setembro, em frente à Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte, reunindo moradores, turistas, artistas e famílias.
Em 2026, o desfile trouxe como tema a homenagem às Divas, mantendo a característica estética irreverente e criativa do bloco. A edição também celebrou os 43 anos do Baile das Kengas, com fantasias, performances e participação expressiva do público.
O Rei Momo Ottis Ferreira e a Rainha do Carnaval, Lorena Bulhões, participaram da programação com figurinos em referência ao bloco. A atração principal da noite foi a rapper Karol Conká, madrinha nacional desta edição, que se apresentou no palco montado na Praça Sete de Setembro.
A programação incluiu ainda o concurso que elegeu a Kenga 2026 da Grande Natal. A vencedora foi Ellen Kimberly, de Macaíba, conhecida como “A Coelhinha”.
Além da manifestação cultural, o evento movimentou o comércio informal no entorno do percurso, com atuação de ambulantes e pequenos empreendedores durante a festa.
A Prefeitura organizou a estrutura de apoio com segurança, ordenamento do trânsito, instalação de banheiros químicos e atuação das equipes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), garantindo a realização do evento sem registros de ocorrências que comprometessem a circulação na região.
Segundo a secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, a participação do público confirma a presença do evento no calendário cultural da cidade. “Recebemos cerca de 5 mil pessoas. O Baile das Kengas é uma manifestação importante da nossa cultura e segue integrado à programação oficial do Carnaval”, afirmou.
O Baile e o Desfile das Kengas integram a agenda do Carnaval de Natal 2026, que reúne manifestações tradicionais e contemporâneas em diferentes polos da cidade.
A cientista Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolveu uma molécula denominada como “polilaminina”, que atua como uma cola biológica para reconectar neurônios rompidos na medula espinhal.
A pesquisadora aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para elevar o alcance dos testes. Pelo menos 15,4 milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas por lesões na medula espinhal. A condição é considerada extremamente complexa pela ciência moderna.
A pesquisa, que foi realizada ao longo de 25 anos, pode ajudar a devolver os movimentos de pessoas que sofrem com paralisia.
Entre os pacientes submetidos ao uso da molécula, seis com lesões graves recuperaram os movimentos. Bruno Drummond, paciente que também recebeu o tratamento, voltou a dançar e andar.
O Carnaval de Natal se encaminha para a sua reta final, mas segue oferecendo atrações de variados estilos e ritmos nos principais polos da capital potiguar.
Nesta segunda-feira (16), o público poderá acompanhar atrações como Léo Foguete, Ricardo Chaves e Tony Salles.
Mesmo após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito no STF, o escândalo envolvendo o Banco Master continua no centro das atenções do Congresso Nacional. Parlamentares articulam diferentes caminhos para manter o caso em evidência, com foco na abertura de novas investigações, acesso a informações sigilosas e convocação de pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Duas comissões parlamentares de inquérito ainda aguardam instalação. Na Câmara, o pedido enfrenta fila de requerimentos, enquanto a CPMI depende da leitura do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Paralelamente, deputados e senadores decidiram acelerar ações dentro de colegiados que já funcionam, como a CPMI do INSS, a CPI do Crime Organizado e o grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Desde que o caso veio à tona, em novembro do ano passado, parlamentares passaram a apresentar uma série de requerimentos ligados ao banco. Até agora, o grupo de trabalho da CAE, comandado por Renan Calheiros, foi o que mais avançou, realizando reuniões com autoridades e tentando acesso a documentos sob sigilo para aprofundar as apurações.
Na CPMI do INSS, parte dos pedidos relacionados ao Master acabou retirada da pauta, enquanto a CPI do Crime Organizado deve retomar o tema apenas depois do Carnaval. Já o senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, informou que solicitou ao ministro André Mendonça a devolução dos documentos referentes às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Vorcaro.
A expectativa agora gira em torno dos depoimentos marcados para o fim do mês. A oitiva do banqueiro está prevista para 26 de fevereiro na CPMI do INSS, e o grupo da CAE também pretende ouvi-lo na mesma semana — sinal de que, mesmo sem uma CPI formal instalada, o Congresso deve manter o caso Master sob forte pressão política nas próximas semanas.
Prefeita já definiu alianças para estadual, federal e Senado enquanto adia escolha majoritária
Ainda em dúvida sobre quem apoiará para o Governo do Estado, a prefeita Nilda Cruz segue mantendo suspense sobre sua posição na disputa majoritária.
Algumas definições, no entanto, já foram tomadas. Nilda reafirmou a aliança com Kleber Rodrigues para deputado estadual, declarou apoio a Kelps Lima para deputado federal e confirmou voto em Zenaide Maia para o Senado.
Enquanto consolida apoios proporcionais, a prefeita prefere adiar a decisão sobre o Governo, mantendo abertas as conversas políticas e o suspense no cenário eleitoral.
A visita do prefeito de Natal, Paulinho Freire, e da secretária de Assistência Social da Semtas, Nina Souza, às áreas atingidas pelas fortes chuvas foi marcada por forte clima de revolta e cobrança popular. Moradores que enfrentam alagamentos, perdas materiais e insegurança reagiram com protestos, gritos e duras críticas à gestão municipal, apontando demora e falhas na assistência aos atingidos.
Conhecida nos bastidores políticos como “dama de ferro” e pré-candidata a deputada federal, Nina Souza tentou dialogar com a população e apresentar ações da prefeitura, mas encontrou forte resistência. Parte dos moradores interpretou a presença da secretária como tentativa de transformar a agenda em vitrine política, com discurso assistencialista que, segundo os próprios populares, não convenceu quem vive o drama das enchentes. As vaias e reclamações dominaram o cenário durante a passagem da comitiva.
Relatos de moradores indicam que a visita terminou sob clima de grande hostilidade, reflexo da indignação de famílias que cobram ações mais rápidas, efetivas e permanentes do poder público. A percepção entre muitos atingidos é de abandono diante da gravidade da situação.
A prefeitura afirma manter equipes em campo, com ações emergenciais, distribuição de ajuda e monitoramento de áreas de risco. Ainda assim, a reação registrada durante a visita evidencia o nível de desgaste político e a crescente pressão popular por soluções concretas diante da crise provocada pelas chuvas.
Fundo ligado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, movimentou R$ 35 milhões na compra de parte da participação do ministro do STF Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná, segundo extratos obtidos pelo Estadão. Os aportes ocorreram em datas coincidentes com a formalização da sociedade entre o fundo e a empresa da família do ministro.
Os recursos foram realizados por meio de uma estrutura de fundos controlada pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram cobranças por esses repasses e ordens diretas para a liberação dos valores. Documentos apontam que o fundo Arleen, abastecido pelo fundo Leal, adquiriu participação relevante no empreendimento avaliado em mais de R$ 200 milhões.
As informações integram relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que também detalha a venda posterior da participação remanescente da empresa Maridt, ligada a Toffoli. Após a divulgação do material, o ministro deixou a relatoria do inquérito do Banco Master, que passou ao ministro André Mendonça. Toffoli admite ter recebido dividendos da empresa familiar, mas nega ter recebido pagamentos de Vorcaro.