PESQUISA GERP: Flávio Bolsonaro tem 50% contra 43% de Lula em cenário de 2° turno

 


EPA/Shutterstock/Reuters

Um levantamento divulgado na última quinta-feira (17) pela Gerp aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança de um eventual segundo turno para as eleições presidenciais, registrando 50% das intenções de voto, frente a 43% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os eleitores que declararam votar em nenhum somam 6%, enquanto os que não sabem ou não responderam representam 1%.

A Gerp perguntou aos entrevistados: “E se a eleição de 2º turno fosse hoje e os candidatos fossem estes, em qual deles você votaria?”.

Eis como responderam:

  • Flávio (PL) – 50%;
  • Lula (PT) – 43%;
  • nenhum – 6%;
  • não sabem/não responderam – 1%.

No único cenário testado para o primeiro turno, Flávio Bolsonaro também aparece na frente, com 40% das intenções de voto, seguido por Lula, que pontua 37%. O levantamento conta ainda com os seguintes índices para os demais candidatos:

  • Augusto Cury (Avante): 7%

  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%

  • Renan Santos (Missão): 2%

  • Romeu Zema (Novo): 1%

  • Pablo Marçal (PRTB): 1%

  • Wilson Grassi (Democrata): 0%

  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0%

  • Samara Martins (UP): 0%

  • Hertz Dias (PSTU): 0%

  • Não sabe / Nenhum deles: 4% em cada categoria.

A sondagem foi realizada entre os dias 14 e 16 de setembro de 2026, com 2.400 eleitores ouvidos em todas as regiões do país. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um grau de confiança de 95,55%. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00535/2026, a pesquisa teve custo de R$ 12.000, financiada com recursos próprios.

Com informações do Poder360

[VÍDEO] Advogado de Vorcaro diz que ex-banqueiro poderia ter colaborado com delação se houvesse interesse da PF

 


Reprodução/SBT News

O advogado Sérgio Leonardo, que representa a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou nessa sexta-feira (18), em entrevista ao SBT News, que seu cliente teria plenas condições de contribuir de forma decisiva para o esclarecimento dos fatos e o restabelecimento da verdade se a Polícia Federal tivesse demonstrado “interesse” em uma possível colaboração premiada.

Segundo a defesa, até o momento não houve interesse para delação do ex-banqueiro. “Eu tenho certeza absoluta de que Daniel Vorcaro pode contribuir de forma decisiva para o esclarecimento dos fatos. Eu não tenho nenhuma dúvida disso”, comentou o advogado. 

Apesar de não ter firmado um acordo de delação, o defensor reforçou que o ex-banqueiro mantém a disposição de prestar esclarecimentos e detalhar informações nos diversos depoimentos previstos no âmbito das investigações.

Geral EDITORIAL FOLHA DE S. PAULO: Medida de Lula une pânico eleitoral e populismo gastador

 


Evaristo Sá/AFP

A 17 dias do primeiro turno da corrida presidencial, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reajusta o Bolsa Família em 15% — a primeira correção do benefício em três anos e meio. A medida custará R$ 22,7 bilhões em 2027, que não constam do projeto de Orçamento enviado pelo Executivo ao Congresso há menos de três semanas.

Os dados não deixam dúvida quanto ao propósito descaradamente eleitoreiro da medida, que une o pânico de Lula diante de uma disputa cada vez mais acirrada à sua convicção populista de que todo problema se resolve com mais gasto público — poucos dias atrás, ele qualificou de “babaquice” o controle orçamentário.

Para emprestar legalidade à benesse, o governo argumenta que se trata de mera reposição do INPC. A manutenção do poder de compra do benefício é sem dúvida correta e desejável; o problema está em postergá-la até às vésperas de uma votação, sem previsibilidade nem planejamento.

As regras existem para impedir que os ocupantes de cargos executivos usem a máquina pública para desequilibrar a eleição. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais trechos da emenda constitucional que, no pleito anterior, permitiu a Jair Bolsonaro (PL) reajustar o mesmo Bolsa Família, à época chamado de Auxílio Brasil.

O precedente pode não se aplicar automaticamente a um reajuste, mas serve de todo modo para expor a anormalidade do que se faz agora. O casuísmo é provado pela falta de previsão nos Orçamentos deste ano e do próximo. Se a medida constituísse etapa normal e previsível de uma política pública, o dinheiro estaria reservado desde antes.

Agrava-se, com isso, a já calamitosa situação das contas. A peça orçamentária de 2027 —de responsabilidade de um presidente que considera equilíbrio fiscal “babaquice”— projeta oficialmente um superávit de R$ 18,6 bilhões, sem contar juros. Já a Instituição Fiscal Independente (IFI, ligada ao Senado), partindo de cenários mais realistas, calcula déficit de R$ 86 bilhões.

Sobre esse balanço depauperado recairá uma conta adicional vultosa, sem compensação clara. O país deve completar 14 anos de desequilíbrio fiscal iniciado sob Dilma Rousseff (PT) e de novo agravado sob Lula 3.

A dívida pública chegou a históricos 82,5% do PIB; os juros se mantêm entre os maiores do mundo há décadas, o que ajuda a explicar o pífio desempenho econômico do Brasil no período.

O populismo tem preço crescente. Famílias e empresas amargam endividamento recorde, e a atividade perde fôlego. Há risco concreto de uma recessão.

Não se discute a importância do Bolsa Família em um país tão desigual. Justamente por isso, seus beneficiários não podem ser tratados à base de clientelismo oportunista. O quanto governantes podem manipular a assistência aos pobres conforme o calendário eleitoral é uma questão a ser respondida pela Justiça.

Dono de ONG que recebeu R$ 5,6 milhões do governo federal mobiliza campanha paralela de Lula com aval de Janja

 

Janja participa de live eleitoral com integrantes do Ministério da Cultura e João Paulo Mehl | Foto: Movimento Cultura Com Lula via YouTube

Uma estrutura de mobilização em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne ações presenciais e digitais em todos os Estados e tem entre seus principais articuladores João Paulo Mehl, dono de uma ONG que recebeu R$ 5,6 milhões do governo federal desde 2023, segundo reportagem do Estadão.

Mehl é fundador da ONG Coletivo Soylocoporti, que recebeu R$ 3,4 milhões do Ministério da Cultura e R$ 2,3 milhões do Ministério das Cidades. A entidade foi contratada para coordenar o Comitê de Cultura do Paraná. Segundo o Estadão, o site do Movimento Cultura com Lula utiliza a infraestrutura tecnológica da Rede Livre, coordenada por Mehl.

A legislação eleitoral proíbe propaganda eleitoral, ainda que gratuita, em sites ou perfis de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos. As regras também determinam que os endereços eletrônicos utilizados por campanhas sejam informados à Justiça Eleitoral.

Batizado de Movimento Cultura com Lula, o grupo utiliza a estrutura tecnológica da chamada Rede Livre, que reúne mais de 1,3 mil sites, blogs e influenciadores, e conta com a participação do secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, além de Roberta Malvão, coordenadora-geral dos escritórios estaduais da pasta.

O movimento afirma que a iniciativa é independente e não possui vínculo institucional com o governo ou com a campanha oficial de Lula, e diz atuar de forma voluntária. A campanha do presidente também declarou que a iniciativa não integra oficialmente sua estrutura eleitoral. O Ministério da Cultura afirmou que orientou seus servidores a cumprir a legislação e que não utiliza a estrutura da pasta em atividades político-eleitorais.

Apesar disso, o movimento divulga pedidos de voto em Lula, organiza grupos de WhatsApp, oferece materiais de campanha e promove mobilizações presenciais. Em uma transmissão virtual no dia 14, que teve mais de 21 mil visualizações, participaram Janja, a ministra Margareth Menezes, Mehl e Malvão. A primeira-dama pediu mobilização para conquistar eleitores ainda indecisos.

Com informações de Estadão

Geral Análise do celular de Vorcaro passa a ter acesso restrito em gabinetes no STF; arquivo enviado pela PF tem 500 gigabytes

 

Foto: Divulgação/Banco Master

Os ministros do STF passaram a restringir o acesso aos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em meio à crise envolvendo o Banco Master. O material, enviado pela Polícia Federal, tem cerca de 500 GB e reúne mensagens, áudios, documentos e registros de atividades do aparelho.

A análise busca identificar informações relevantes e eventuais lacunas nos relatórios produzidos pela PF. Segundo relatos, os ministros ainda não definiram quais serão os próximos passos nem estabeleceram prazo para concluir a avaliação.

A PF informou que utilizou ferramentas especializadas para copiar, recuperar e organizar os dados, inclusive informações apagadas ou protegidas por senha. As cópias foram encaminhadas a Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques. A corporação afirmou que os arquivos são idênticos à extração original, que permanece sob cadeia de custódia.

O acesso ao conteúdo ocorreu após uma disputa entre ministros pelo espelhamento integral do aparelho. Zanin e Gilmar haviam solicitado acesso a Fachin, enquanto Mendonça, relator dos casos relacionados ao Master, alertou para possíveis impactos no julgamento.

O celular de Vorcaro foi apreendido em novembro do ano passado. A extração revelou contatos com autoridades dos Três Poderes e já serviu de base para operações contra os senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner.

O conteúdo também colocou Moraes no centro da crise. Segundo relatório da PF, o ministro trocou 52 mensagens com Vorcaro e teria participado de tratativas envolvendo um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. A PF também apontou encontros entre os dois e um pedido de ajuda do banqueiro diante de ações contra o banco.

Moraes classificou as mensagens atribuídas a ele como fantasiosas e afirmou que nunca favoreceu Vorcaro ou o Banco Master.

Gastos com estatais federais dependentes de recursos do Tesouro Nacional consumirão R$ 36 bilhões do Orçamento em 2027

 


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Cerca de R$ 36 bilhões estão previstos no Orçamento de 2027 para empresas estatais federais que dependem de recursos do Tesouro Nacional. O valor representa alta de 2,2% em relação a 2026, abaixo da inflação projetada para o período.

Entre as empresas estão a Embrapa, que receberá cerca de R$ 5,9 bilhões, além de estatais menos conhecidas, como Imbel, Nuclep e Amazul, ligadas às áreas de defesa e tecnologia nuclear. Juntas, elas empregam cerca de 4,5 mil pessoas.

A maior parcela dos recursos, cerca de 55%, será destinada a estatais da área de saúde, como a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, o Grupo Hospitalar Conceição e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

A Infra S.A., responsável por projetos e planejamento no setor de transportes, terá R$ 849 milhões. Já a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) contará inicialmente com R$ 1,1 bilhão, valor que pode crescer durante a tramitação do Orçamento por meio de emendas parlamentares.

Também estão previstos R$ 90 milhões para a Ceitec, reativada pelo governo e conhecida pelo desenvolvimento do chamado “chip do boi”; R$ 2,3 bilhões para a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e R$ 1,1 bilhão para a EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

O economista Armando Castelar, do FGV Ibre, afirmou que os gastos dessas empresas disputam espaço com outras despesas do Orçamento e contribuem para o déficit e o aumento da dívida. O professor Sérgio Lazzarini, do Insper, defendeu a revisão das atribuições das estatais e a avaliação da finalidade pública de cada empresa.

O Ministério da Gestão e Inovação disse que as estatais dependentes atuam em áreas estratégicas e na execução de políticas públicas, muitas delas de forma gratuita. A pasta também diz que desde 2023 avalia formas de reduzir a dependência de empresas que tenham condições de sustentar suas próprias operações.

[VÍDEO] “Rindo da cara do povo sofrido”, comenta Flávio Bolsonaro sobre foto de Gonet com Vorcaro após o PGR negar proximidade o banqueiro

 

A divulgação de uma foto do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em Londres, bebendo uísque e fumando charuto, provocou novas críticas do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Nas redes sociais, Flávio usou a imagem para questionar a declaração feita por Gonet durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), quando o procurador-geral afirmou não ter relação de proximidade com Vorcaro e classificou como “brevíssima e banal” a única ligação que teve com o banqueiro.

“Enquanto Lula tira a esperança e a comida da mesa de milhões de brasileiros, seus coautores estão em Londres tomando uísque Macallan, fumando charuto caro e rindo da cara do povo sofrido”, escreveu Flávio.

A fotografia, revelada pelo jornal O Globo, foi encontrada pela Polícia Federal em mensagens extraídas do celular de Vorcaro. O registro, feito em abril de 2024.

A assessoria da PGR confirmou a autenticidade da imagem. Pessoas próximas a Gonet afirmam que o registro ocorreu durante um encontro com outras autoridades e não demonstraria intimidade entre os dois.

Mensagens também revelaram que Gonet teria demonstrado interesse em participar de uma viagem a Londres em 2025, escrevendo: “Oba! Tomara que tenha charuto e Macallan”. O evento acabou cancelado.

Advogada que recebeu R$ 33 milhões de Vorcaro era tratada como “sócia de Gilmar” pela cúpula do Banco Master

 

Foto: Reprodução | Antônio Augusto/STF

A cúpula do Banco Master tratava a advogada Dalide Corrêa, que recebeu R$ 33 milhões da instituição, como “sócia de Gilmar”, segundo mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Os diálogos mostram ainda pressão para que pagamentos milionários à advogada fossem liberados com prioridade.

Em dezembro de 2024, o então diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, escreveu a Vorcaro sobre um pagamento relacionado a precatórios: “Aquele pagamento é para Dalide! Aqueles precatórios! Ela é sócia do GM stf!”. Na mesma mensagem, citou uma suposta relação da advogada com o BTG Pactual.

Os precatórios tinham papel relevante nos negócios do Master. Em 2024, 47% da carteira do banco era formada por precatórios e outros direitos creditórios adquiridos pela instituição.

Meses antes, Rennó já havia cobrado de Vorcaro a liberação de uma fatura de R$ 15 milhões para Dalide, mencionando uma vitória judicial envolvendo precatórios da Usina Catende, em Pernambuco.

O nome da advogada também aparece em uma disputa envolvendo o Master e o ministro Gilmar Mendes. Em abril de 2024, Vorcaro e advogados do banco foram recebidos pelo ministro no STF para tratar de um processo relacionado a precatório da Usina Alcídia. Segundo o gabinete de Gilmar, porém, o ministro votou contra os interesses do banqueiro.

Gilmar Mendes e Dalide Corrêa negaram qualquer sociedade entre eles. O ministro classificou a associação feita pelos executivos do Master como “falsa” e afirmou não ter conhecimento da atuação da advogada em processos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro. Dalide também negou ter relação com o BTG.

Dalide foi diretora-geral do IDP, instituição fundada por Gilmar Mendes, até 2016. O gabinete do ministro afirmou que ela ocupou um cargo técnico e nunca foi sócia da faculdade.

Confira abaixo a íntegra da nota do gabinete do ministro do STF Gilmar Mendes:

Dalide Corrêa nunca foi sócia do IDP. Ocupou cargo técnico de diretora-geral e desligou-se do instituto em novembro de 2016, há quase dez anos. O Ministro Gilmar Mendes nunca teve qualquer sociedade com a advogada, nem no IDP nem em qualquer outra empresa. A afirmação atribuída a executivos do Banco Master é falsa.

O Ministro não tem conhecimento de atuação da advogada em processos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro. Dalide Corrêa nunca tratou desse assunto com o Ministro.

Como já esclarecido, o Ministro votou contra o pagamento em todos os processos do setor sucroalcooleiro que julgou, em linha com as teses defendidas pela União. No caso da Destilaria Alcídia (ARE 1.327.995), julgado em junho de 2025, votou contra o pagamento à usina e ficou vencido. No caso da Raízen que relatou (ARE 1.312.127), o pagamento foi barrado. No caso da Jalles Machado (ARE 1.392.660), votou duas vezes contra e ficou vencido nas duas. Na STP 976, votou contra a liberação do precatório de mais de R$ 5 bilhões pleiteado pelo setor. Em nenhum deles o voto foi favorável aos interesses do Banco Master.

Leia abaixo a íntegra da nota do escritório de Dalide Corrêa, o Alves Corrêa e Veríssimo:

A assessoria de imprensa do escritório Alves Correa & Veríssimo informa que a atuação do escritório restringiu-se a processos judiciais originalmente conduzidos em favor de empresas que venderam créditos ao Banco Master e que, posteriormente, foram sucedidas pelo banco nessas ações, sempre perante órgãos de primeira e segunda instâncias.

A assessoria informa que a sócia Dalide Corrêa jamais manteve sociedade com o ministro Gilmar Mendes; apenas ocupou a função de diretora-geral/administradora do IDP por cerca de nove anos. A sócia não mantém relação com o BTG.

Os processos mencionados são públicos e refletem a atuação regular da advocacia, com resultados favoráveis e desfavoráveis.

Por fim a sócia informa não ter contato com o senhor Chico Feitosa há muitos anos.

[VÍDEO] “Ele tentou comprar o voto dos mais pobres. Ele tá achando que o pobre é bem otário”, diz Flávio Bolsonaro ao criticar Lula

 

O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que o presidente Lula (PT) vê os pobres como “otários”, ao comentar a decisão do governo de aumentar o Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. As declarações ocorreram durante comício em Joinville, em Santa Catarina, neste sábado, 19.

“E ele tentou comprar o voto dos mais pobres. Mas não tem jeito. Ele tá achando que o pobre é bem otário”, disse Flávio que em seguida ouvir gritos de “Fora Lula” do público presente.

“Não é, o povo pobre é esperto. O povo pobre quer trabalhar, o pobre quer oportunidade, não quer migalha”, completou.

[VÍDEO] Lula debocha de Flávio e diz que quer ganhar as eleições para manter Jair Bolsonaro na cadeia

 

O presidente Lula (PT) afirmou neste sábado (19) que quer ganhar as eleições para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro na cadeia. “A ideia do outro [Flávio Bolsonaro]: ‘Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia’, disse Lula em tom de deboche. “E eu quero ganhar para manter ele na cadeia”, completou, esbravejando.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente cumpre pena domiciliar por tempo indeterminado levando em consideração suas condições de saúde.

Flávio já afirmou que tem como projeto, caso seja eleito, anistiar os condenados envolvidos no processo da chamada trama golpista, julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

[VÍDEO] Em Santa Catarina, Lula diz que agro deveria “se ajoelhar” a ele

 

Durante agenda em Florianópolis neste sábado (19), o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, afirmou que o agronegócio deveria “se ajoelhar” diante dos recursos destinados pelo governo ao setor. No palanque, Lula chamou Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina, e sugeriu que ele reúna “o pessoal do agronegócio” no estado para perguntar “por que eles não gostam” deles.

“Por que eles [agro] não gostam de nós? Porque o problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque sou nordestino ou porque eu sou pobre. Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles tinham que não só votar, mas se ajoelhar para mim, porque nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora”, disse o petista.

Presidente do PT cobra nome de Lula em materiais de campanha e ameaça pedir devolução do fundo eleitoral a candidatos a deputado

 

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, determinou que candidatos a deputado pelo partido incluam Lula e os demais candidatos majoritários apoiados pela legenda em seus materiais de campanha. Em caso de descumprimento, ele defendeu até ações por infidelidade partidária e a devolução de recursos do fundo eleitoral.

Edinho tomou conhecimento da circulação em grupos petistas de materiais de campanha sem o nome ou o número de Lula e, em alguns casos, sem candidatos a governador e ao Senado apoiados pelo partido.

Em áudio enviado à Executiva Nacional, Edinho afirmou que a eleição de Lula deve ser prioridade e que os materiais precisam refletir as decisões coletivas do PT. A Executiva aprovou resolução orientando que as candidaturas proporcionais incluam Lula e os candidatos majoritários nas peças impressas e digitais, além de ações de rua e redes sociais.

“Se a nossa militância informar a direção do PT sobre a existência de materiais que não traduzam a nossa tática eleitoral, eu penso que temos […] que encaminhar ações por infidelidade partidária, pedindo a devolução do Fundo Eleitoral”, afirmou Edinho.

BG

Gasolina chega a R$ 7,19 em Natal

 

O preço da gasolina comum chegou a R$ 7,19 por litro em postos de Natal na semana de 13 a 19 de setembro. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o combustível foi vendido, em média, a R$ 6,95 na capital potiguar, a terceira maior média entre as capitais do Nordeste.

Na pesquisa, os preços encontrados em Natal oscilaram entre R$ 6,84 e R$ 7,19. Apenas Aracaju, com média de R$ 7,01, e Fortaleza, com R$ 6,99, apresentaram valores médios superiores.

No Rio Grande do Norte, a gasolina comum custou, em média, R$ 6,88 por litro, considerando os 44 postos pesquisados pela ANP. Entre os municípios potiguares incluídos no levantamento, Mossoró teve a menor média, de R$ 6,66. Parnamirim registrou R$ 6,94 e Caicó, R$ 6,99.

No ranking das capitais nordestinas, depois de Aracaju, Fortaleza e Natal aparecem Teresina (R$ 6,84), Recife (R$ 6,77), Maceió (R$ 6,59), Salvador e São Luís (R$ 6,50) e João Pessoa (R$ 6,32).

Etanol passa de R$ 6 em Caicó

A ANP também pesquisou outros combustíveis. O etanol hidratado teve média de R$ 5,37 no estado e de R$ 5,46 em Natal. Mossoró apresentou o menor valor médio, de R$ 4,99, enquanto Caicó chegou a R$ 6,03.

Já a gasolina aditivada ficou em R$ 6,96, em média, no Rio Grande do Norte. Na capital, o valor foi de R$ 6,97. Em Caicó, chegou a R$ 7,03.

O diesel comum apresentou média estadual de R$ 7,10, enquanto Natal registrou R$ 7,25. Entre as cidades pesquisadas, os valores foram de R$ 6,95 em Mossoró e R$ 7,57 em Caicó.

No diesel S10, a média do RN chegou a R$ 7,26. Natal registrou R$ 7,33, Mossoró R$ 7,14, Parnamirim R$ 7,49 e Caicó R$ 7,70.

O GNV, por sua vez, teve média de R$ 5,13 por metro cúbico tanto no estado quanto em Natal. Em Mossoró, o valor médio encontrado foi de R$ 5,09.

Botijão chega a R$ 130 em Natal

O levantamento também acompanhou os preços do gás de cozinha. O botijão de 13 quilos teve média de R$ 115,06 no Rio Grande do Norte.

Em Natal, o preço médio ficou em R$ 115,93, mas a ANP encontrou valores entre R$ 97 e R$ 130. Parnamirim apresentou a menor média entre as cidades pesquisadas, de R$ 107,71, enquanto Caicó registrou a maior, de R$ 117,49.

Os dados fazem parte da pesquisa semanal de preços da ANP referente ao período de 13 a 19 de setembro de 2026.

Com informações do Portal bnewsrn

Prefeitura de São Gonçalo promove capacitação sobre liderança para servidores da Tributação em parceria com o IEL

 

Durante esta sexta-feira (18), a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria de Tributação, promoveu uma formação em liderança para servidores da pasta, em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Ao todo, 25 servidores participaram da “Jornada do Líder Estratégico”, uma imersão com atividades práticas sobre liderança, trabalho em grupo e comunicação.

A iniciativa integra um convênio entre a Secretaria de Tributação e o IEL, iniciado no ano passado. Em 2025, foram realizados dois cursos e, para este ano, estão previstas quatro formações.

O secretário municipal de Tributação, Valério França, explicou que a parceria faz parte de um programa contínuo de desenvolvimento dos funcionários e destacou o compromisso da gestão com a qualificação dos servidores. “Esse processo faz parte de um programa de capacitação que a gente tem na Secretaria de Tributação. Desde o ano passado, temos um convênio com o IEL. No ano passado, foram dois cursos e, neste ano, serão quatro. Isso é uma preocupação da gestão do doutor Jaime, que, além da infraestrutura e da estrutura da secretaria, também zela pela capacitação dos funcionários”, afirmou.

O superintendente do IEL-RN, Jaime Mariz, ressaltou a iniciativa do município em investir no desenvolvimento profissional dos colaboradores. “A Prefeitura de São Gonçalo se destaca, na visão do IEL, pela preocupação de treinar seus colaboradores. O IEL trabalha nessa linha: queremos aprimorar as pessoas, trazer conhecimento e aperfeiçoamento para que a gestão pública, assim como a privada, seja cada dia melhor”, afirmou.

O prefeito Jaime Calado destacou a necessidade de preparar os servidores para as transformações provocadas pela digitalização e pelo avanço da inteligência artificial. “Queremos que os nossos servidores estejam aptos para a era da digitalização, a manusearem a inteligência artificial. E não apenas isso: estamos ampliando cursos para a população. O município é porta de entrada do Rio Grande do Norte e precisa ter mão de obra qualificada”, destacou.


Multidão toma as ruas de Caraúbas em caminhada de apoio à reeleição de Zenaide Maia

 


As ruas de Caraúbas foram tomadas nesta sexta-feira (18) por uma grande multidão durante uma caminhada de campanha em apoio à candidatura da senadora Zenaide Maia à reeleição ao Senado Federal.

Ao lado de Zenaide, participaram da mobilização o prefeito Givago Barreto, a vice-prefeita Kátia Linhares, o presidente da Câmara Municipal, Arthur Barreto, além de vereadores e diversas lideranças políticas locais que manifestaram publicamente apoio à candidatura da senadora.

Com bandeiras, faixas e a presença de moradores ao longo do percurso, a caminhada movimentou diferentes pontos da cidade e marcou a agenda de campanha de Zenaide.

A senadora tem concentrado sua agenda de campanha no contato direto com a população e com lideranças municipais, percorrendo diferentes regiões do Rio Grande do Norte.

Justiça mantém condenação de Flordelis a 50 anos de prisão

 


A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação de Flordelis dos Santos de Souza a 50 anos e 28 dias de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo. Os ministros analisaram os recursos da defesa nesta sexta-feira (18).

Por unanimidade, o colegiado rejeitou os argumentos apresentados pela defesa. Dessa forma, a decisão preserva a condenação definida pelo Tribunal do Júri de Niterói, no Rio de Janeiro, em 2022.

Condenação de Flordelis

O júri condenou Flordelis por crimes relacionados à morte de Anderson do Carmo e por outros fatos investigados durante o processo. A sentença estabeleceu pena de 50 anos e 28 dias de prisão, em regime inicialmente fechado.

Além disso, a defesa questionou aspectos do processo e pediu a anulação da condenação. No entanto, os ministros entenderam que os argumentos apresentados não demonstraram prejuízo concreto capaz de anular os atos processuais.

Assim, o STJ manteve a decisão que condenou Flordelis pelos crimes reconhecidos pelo Tribunal do Júri.

STJ confirma novo júri

Na mesma sessão, a Sexta Turma também manteve a realização de um novo julgamento para três réus que o júri havia absolvido em 2022.

São eles Rayane dos Santos Oliveira, neta biológica de Flordelis, e os filhos adotivos Marzy Teixeira da Silva e André Luiz de Oliveira.

Anteriormente, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia anulado as absolvições e determinado a realização de um novo júri. A defesa recorreu ao STJ, mas os ministros mantiveram a decisão.

Segundo o entendimento analisado pela Corte, as respostas apresentadas pelos jurados entraram em contradição com outros elementos considerados no processo.

Entre esses elementos estão laudos periciais, depoimentos, mensagens extraídas de celulares e interrogatórios. Portanto, o tribunal estadual considerou necessário submeter os três réus a uma nova análise pelo Tribunal do Júri.

Morte de Anderson do Carmo

Anderson do Carmo morreu em junho de 2019, após ser baleado na residência da família, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A investigação envolveu integrantes da família e resultou em diferentes processos. Posteriormente, o Tribunal do Júri realizou julgamentos envolvendo os acusados.

Em 2022, os jurados condenaram Flordelis pelos crimes relacionados à morte do pastor e pelas tentativas anteriores de assassinato. Na ocasião, porém, André Luiz de Oliveira, Marzy Teixeira da Silva e Rayane dos Santos Oliveira receberam absolvição.

Agora, com a decisão do STJ, a condenação de Flordelis continua válida. Além disso, os três réus deverão passar por um novo julgamento perante o Tribunal do Júri.

A realização do novo júri, no entanto, não representa uma nova condenação. O julgamento ainda deverá analisar a responsabilidade dos três réus pelos fatos que constam no processo.