A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária de agosto vai continuar amarela, mantendo o mesmo padrão adotado nos meses de maio, junho e julho.
A decisão foi motivada pelas condições menos favoráveis para a geração de energia durante o período seco, quando a redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo de produção mais elevado.
Com a bandeira amarela, os consumidores pagarão um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de energia.
A ANEEL destaca que o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente as condições de geração de energia e seus impactos no custo do fornecimento. Diante do cenário, a agência recomenda o uso consciente da eletricidade para reduzir o consumo e minimizar o impacto da cobrança adicional na conta de luz.
A propaganda eleitoral das Eleições 2026 começa oficialmente no dia 16 de agosto. A partir desta data, candidatos, partidos, federações e coligações poderão divulgar suas campanhas em diferentes canais, incluindo internet, redes sociais, aplicativos de mensagens e outros meios previstos pela legislação eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou as regras da propaganda para o próximo pleito, com mudanças relacionadas ao combate à desinformação, ao uso de inteligência artificial e à transparência das campanhas.
Quando começa a propaganda eleitoral?
A legislação eleitoral permite a propaganda a partir de 16 de agosto do ano da eleição. Antes desse período, os pré-candidatos podem divulgar suas ideias, propostas e projetos, participar de entrevistas, debates e encontros políticos.
No entanto, a legislação proíbe o pedido explícito de voto antes do início oficial da campanha. A prática pode ser considerada propaganda eleitoral antecipada e gerar punições.
O que pode ser feito na pré-campanha?
Durante a fase de pré-campanha, os políticos podem anunciar que são pré-candidatos, apresentar propostas e buscar apoio político. Também são permitidas participações em eventos, entrevistas e transmissões ao vivo pelas redes sociais.
A divulgação de projetos e posicionamentos políticos, por si só, não é considerada irregular, desde que não haja pedido direto de voto ou uso de estratégias proibidas pela Justiça Eleitoral.
Como funciona a propaganda na internet?
Com o início da campanha, candidatos e partidos poderão utilizar sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais para divulgar suas propostas.
Os endereços eletrônicos usados durante a campanha devem ser informados à Justiça Eleitoral. Caso sejam criados após o registro da candidatura, a comunicação deve ser feita em até 24 horas.
Quando começa o horário eleitoral gratuito?
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será exibida nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno.
O tempo de exibição será dividido entre candidatos aos cargos de presidente, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais, conforme as regras definidas pelo TSE.
Além dos programas em rede, as emissoras deverão reservar espaço para inserções de 30 e 60 segundos ao longo da programação.
Quais são as regras para inteligência artificial?
O TSE estabeleceu novas regras para o uso de inteligência artificial durante a campanha eleitoral. A regulamentação prevê medidas para identificar conteúdos produzidos com IA e proíbe o uso de deepfakes, que são materiais manipulados para alterar imagens, vídeos ou áudios de pessoas.
A norma também busca impedir a circulação de informações falsas ou gravemente descontextualizadas que possam afetar a disputa eleitoral.
Mensagens de campanha e carreatas têm novas regras
As mensagens eletrônicas enviadas por campanhas deverão identificar o remetente e oferecer uma opção para que o eleitor solicite o descadastramento.
Após o pedido, a exclusão do contato deverá ocorrer em até 48 horas.
Já carreatas e atos de campanha que envolvam gastos com combustível precisam ser comunicados à Justiça Eleitoral com antecedência mínima de 24 horas. A medida tem como objetivo ampliar o controle sobre despesas eleitorais.
As regras da propaganda eleitoral estão previstas na Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada pelas Resoluções nº 23.732/2024 e nº 23.755/2026.
O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) se manifestou nesta sexta-feira (31) após a fuga de 13 detentos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, no Complexo Penal de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal. Em publicação nas redes sociais, a entidade alertou que alguns dos foragidos são apontados como lideranças da facção criminosa Comando Vermelho.
Para a presidente do Sindppen-RN, Vilma Batista, a fuga representa um risco para a segurança pública. “Onze presos fugiram pelo Antunes, alguns deles considerados lideranças do Comando Vermelho. Muito preocupante, não só para a área de segurança, como também para a sociedade”, afirmou a presidente.
Segundo a Polícia Penal do Rio Grande do Norte, a ocorrência foi registrada por volta das 5h30. Ao todo, 13 internos deixaram a cela. Dois foram recapturados ainda na área interna da unidade, enquanto outros 11 conseguiram fugir do estabelecimento prisional e seguem foragidos.
Em nota, a Polícia Penal informou que a fuga foi identificada por policiais penais de plantão durante o monitoramento das câmeras de vigilância. No entanto, a presidente do sindicato afirmou que o sistema de videomonitoramento da unidade opera com falhas.
“As câmeras estão sem o devido funcionamento, sem condições de monitoramento”, declarou Vilma.
A Polícia Penal informou que as circunstâncias da fuga serão apuradas por meio de procedimento administrativo e que as forças de segurança seguem empenhadas em localizar e recapturar os detentos.
O primeiro levantamento do Instituto Perfil, em parceria com o Blog do BG, aponta que Allyson Bezerra (União Brasil) lidera no voto espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, a disputa pelo Governo do Estado.
Neste cenário, Allyson aparece com 19,25%, seguido de Álvaro Dias (PL) com 7,44% e Cadu Xavier (PT) com 6,81%. Já Dário Barbosa (PSTU) pontuou apenas 0,06%. Robério Paulino (PSOL) não foi citado.
Indecisos somam 59,43% dos entrevistados, enquanto branco/nulo são 5,19%. Foram citados também outros nomes que não disputarão o Governo do estado: Fátima Bezerra (1,13%), Styvenson Valentim (0,44%), Galeno Torquato (0,19%) e Sargento Gonçalves (0,06%).
DADOS DA PESQUISA
Registro: TSE BR-05225/2026 / TRE RN-00337/2026 Período: 23/07 a 26/07 Margem de erro: 2,45 pontos percentuais Intervalo de confiança: 95% Abrangência: Rio Grande do Norte Amostra: 1.600 eleitores Realização: BG/Instituto Perfil
O levantamento do Instituto Perfil, realizado em parceria com o Blog do BG, também mediu a avaliação da administração da governadora Fátima Bezerra (PT) entre os eleitores potiguares.
De acordo com a pesquisa, 59,56% desaprovam o governo Fátima. Já 31,94% afirmam aprovar a gestão da petista, enquanto 8,50% não souberam ou preferiram não responder.
DADOS DA PESQUISA
Registro: TSE BR-05225/2026 / TRE RN-00337/2026 Período: 23/07 a 26/07 Margem de erro: 2,45 pontos percentuais Intervalo de confiança: 95% Abrangência: Rio Grande do Norte Amostra: 1.600 eleitores Realização: BG/Instituto Perfil
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de solicitar explicações sobre o uso de um vídeo com inteligência artificial (IA) de Jair Bolsonaro (PL) durante o evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência provocou reação nos bastidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo informações da CNN, ministros do TSE avaliam que eventuais irregularidades envolvendo inteligência artificial em campanhas eleitorais devem ser analisadas pela Justiça Eleitoral. A avaliação é de que o tema faz parte da competência do tribunal responsável por fiscalizar o processo eleitoral.
Na decisão, Moraes afirmou que os esclarecimentos da defesa do ex-presidente são necessários para verificar se houve eventual desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do Partido Liberal (PL).
O caso ampliou o debate sobre os limites de atuação entre STF e TSE em assuntos relacionados às eleições de 2026. Conforme a reportagem, integrantes da Corte Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral veem uma crescente atuação do Supremo em temas eleitorais, o que tem gerado desconforto nos bastidores.
A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro também avalia que o STF poderá intervir no caso, mesmo que o TSE adote um entendimento favorável ao senador.
Além do vídeo com inteligência artificial, Alexandre de Moraes determinou recentemente que a Procuradoria-Geral Eleitoral analise uma carta escrita por Jair Bolsonaro e lida por Flávio Bolsonaro durante o evento político, por possível propaganda eleitoral antecipada.
Nos bastidores do Judiciário, a expectativa é de que as discussões sobre a competência entre STF e TSE ganhem força ao longo da campanha eleitoral, especialmente em casos envolvendo inteligência artificial, propaganda eleitoral e outras controvérsias relacionadas às eleições de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) em simulações de segundo turno para a eleição presidencial, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (30).
No cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador tem 43%. Outros 9% afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 2% não souberam responder.
Na pesquisa anterior, realizada em 15 de julho, Lula tinha 45%, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 43%. Com isso, o petista oscilou um ponto percentual para cima, enquanto o senador manteve o mesmo percentual.
Em um eventual segundo turno entre Lula e Romeu Zema, o presidente aparece com 44%, contra 42% do governador de Minas Gerais. Os que declararam voto em branco ou nulo somam 10%, enquanto 3% não souberam responder.
Na rodada anterior, Lula tinha 44% e Zema, 41%. O petista manteve o percentual, enquanto o governador oscilou um ponto para cima.
Já no cenário entre Lula e Ronaldo Caiado, o presidente também aparece com 44%, enquanto o governador de Goiás tem 43%. O percentual de branco ou nulo é de 10%, e 3% não souberam responder.
Em 15 de julho, Lula registrava 44% nesse cenário, enquanto Caiado tinha 43%. Os dois, portanto, mantiveram os mesmos percentuais na rodada atual.
A pesquisa também simulou um segundo turno entre Lula e Renan Santos (Missão). Nesse cenário, o petista aparece à frente, com 45% das intenções de voto, contra 37% de Renan Santos.
Outros 15% afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 4% não souberam responder.
Metodologia
Foram ouvidas 2.400 pessoas em 147 municípios das 27 unidades da Federação entre os dias 26 e 29 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.
A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07845/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (30/7), que não usará o cargo para proteger o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de inquérito da Polícia Federal. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o petista afirmou que “não haverá nenhum privilégio” no julgamento do filho.
“Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou o presidente. “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido não. Não vou utilizar o cargo para proteger”, disse.
Nesta quinta, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde. A suspeita estaria relacionada a negócios de cannabis medicinal.
Conforme mostrou o Metrópoles, na coluna Tácio Lorran, o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, fez lobby no Ministério da Saúde junto à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Eles estiveram no mesmo dia e no mesmo horário na secretaria-executiva da pasta, então comandada por Swedenberger Barbosa, o Berger, que atualmente é chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do Presidente da República.
A Polícia Federal também identificou pagamentos do Careca do INSS para Roberta Luchsinger que somam R$ 1,5 milhão. Em uma das transferências, o lobista descreveu a um interlocutor que o repasse tinha como destinatário o “filho do rapaz”, possivelmente se referindo ao filho do presidente Lula.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fez uma piada considerada xenofóbica envolvendo japoneses enquanto falava sobre a estatal Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA). Na ocasião, ele defendia tratamento igualitário na relação com agentes econômicos que recorrem à empresa para comprar gás natural.
Em determinado momento de sua fala, ele sugeriu que os japoneses são “todos iguais”.
– Os agentes econômicos, quando procuram um gestor, eles têm que ser tratados como um caminhão de japonês (sic). São todos iguais. Você não tem um agente de estimação. Pelo menos é o certo para quem está servindo ao país do lado de cá da mesa – declarou ele.
A fala ocorreu durante evento sobre as novas regras do Conselho Nacional de Política Energética para a venda de gás natural. Entre as novas medidas, estão a permissão da venda direta do produto ao mercado livre por meio de leilões a serem realizados pela PPSA.
O uso de um vídeo de inteligência artificial com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência gerou divergências entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Segundo a Folha de S.Paulo, integrantes do TSE avaliam que a cobrança feita por Moraes sobre o caso representa uma interferência em um tema que consideram de competência da Justiça Eleitoral.
Nos bastidores, ministros divergem sobre a punição ao PL. Parte defende apenas medidas como multa, retirada do vídeo das redes sociais e uma advertência contra o uso de inteligência artificial. Outros entendem que o episódio não justifica sanções mais severas, como inelegibilidade ou cassação da candidatura.
Na terça-feira (28), Moraes deu prazo de 48 horas para Jair Bolsonaro informar se autorizou a exibição do vídeo. A defesa do ex-presidente negou qualquer autorização, alegando que ele sequer teria meios de fazê-lo diante das restrições impostas pela prisão domiciliar.
O caso também é analisado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, relator da ação sobre o uso do vídeo de IA, que ainda não definiu quando tomará uma decisão.
A advogada Dayana Karol Moreira, apontada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) como uma das principais responsáveis por dar aparência legal ao patrimônio milionário do Comando Vermelho (CV) no estado, foi presa nesta quinta-feira (30/7) durante a Operação Replay. Segundo as investigações, ela integrava o núcleo financeiro da facção e teria papel estratégico na lavagem de dinheiro obtido com o tráfico de drogas, movimentando recursos por meio de empresas, contas bancárias de terceiros e aquisição de bens de alto valor.
Além da advogada, foram presos os jogadores de futebol amador Alex Júnior, conhecido como “Soldado”, e Brunno Passos, o “Brunninho”, investigados por atuarem como operadores do esquema financeiro da organização criminosa. Para a Polícia Civil, o trio prestava suporte direto à estrutura comandada pelo faccionado Paulo Witter Farias, o “WT”, considerado uma das principais lideranças da facção em Mato Grosso.
As investigações revelaram que o grupo era responsável por ocultar a origem ilícita de grandes quantias de dinheiro provenientes do tráfico. Conforme a polícia, a organização utilizava uma complexa rede de movimentações financeiras, incluindo contas em nome de terceiros, aquisição de imóveis, veículos e outros patrimônios registrados em pessoas sem capacidade financeira compatível com os bens adquiridos.
O presidente da Argentina, Javier Milei, alterou por decreto a Lei de Migrações do país para permitir a expulsão ou a proibição de entrada de estrangeiros que tenham divulgado mensagens de ódio contra argentinos, a cultura nacional ou símbolos do país.
A medida foi anunciada após uma onda de críticas e manifestações contra a Argentina durante a Copa do Mundo. Segundo o governo, a mudança busca combater discursos que incentivem a violência ou ataques motivados pela nacionalidade.
Com a alteração, o artigo 29 da Lei de Migrações passa a incluir como motivo para impedir a entrada no país casos de pessoas que tenham feito discursos de ódio, incitado violência contra argentinos ou participado de atos de profanação de símbolos nacionais.
O decreto também estabelece que críticas políticas, acadêmicas ou manifestações de opinião que estejam dentro do exercício da liberdade de expressão não serão enquadradas na nova regra.
A medida começa a valer nesta sexta-feira (31), após publicação no Diário Oficial, mas ainda será analisada pelo Congresso argentino.
A decisão gerou reações entre integrantes da oposição, que questionaram a iniciativa e afirmaram que o governo de Milei tem adotado medidas de restrição ao discurso em nome do combate ao ódio.
Arte CNN: Foto 1 – Reprodução | Foto 2: Carlos Moura/Agência Senado
A PF (Polícia Federal) encontrou no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro mensagens em que ele pede discrição em um voo possivelmente usado para o transporte do senador Jaques Wagner (PT-BA).
Na troca de mensagens, Vorcaro teria pedido o uso de uma aeronave “que ninguém conheça” e que a mesma fosse retirada rapidamente da Bahia.
“Nem apaga o motor”, disse o ex-banqueiro, segundo a PF.
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), publicada em 30 de julho de 2026, revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) criaram uma rede de fraudes digitais utilizando programas sociais do governo, como o Desenrola Brasil, para enganar vítimas. Entre 10 e 21 de janeiro de 2025, foram identificados 1,7 mil anúncios fraudulentos que exploravam a vulnerabilidade financeira das pessoas.
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estruturaram uma rede de fraudes digitais. Segundo o relatório, as organizações utilizaram programas sociais do governo federal, como o Desenrola Brasil, para atrair vítimas.
Os auditores identificaram 1,7 mil anúncios fraudulentos entre 10 e 21 de janeiro de 2025. O esquema explorou a vulnerabilidade financeira das vítimas e as mudanças nas regras de envio de dados de transações Pix à Receita Federal para criar sensação de urgência.
A auditoria do TCU mostrou que 83,2% dos anúncios nas redes sociais usavam logotipos oficiais, cores do governo federal e artes institucionais de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal.
Os criminosos utilizaram inteligência artificial para manipular a imagem e a voz de lideranças políticas. As peças simulavam anúncios de benefícios públicos e exibiam fotos de pessoas em filas de bancos para atrair vítimas.
As fraudes ligadas ao Desenrola Brasil começaram a circular em 7 de julho de 2024. Os anúncios prometiam “limpar o nome” de inadimplentes e exigiam dados pessoais e pagamento de taxas via Pix.
No Voa Brasil, alvo de golpes desde 25 de julho de 2024, os criminosos direcionavam anúncios a aposentados do INSS. O grupo também divulgou anúncios falsos sobre valores a receber e serviços do Banco Central.
O TCU ressaltou que a modalidade criminosa atinge principalmente aposentados e famílias de baixa renda. As vítimas fornecem dados pessoais, usados em clonagem de cartões e fraudes no WhatsApp. Outras pessoas chegaram a transferir dinheiro via Pix para contas controladas pelas organizações criminosas.
A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas a negócios envolvendo o setor de cannabis medicinal. A apuração é da Coluna de Tácio lorran.
O pedido foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça e tem como base informações reunidas durante as apurações da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a PF, Lulinha teria mantido relações com o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, investigado como lobista no caso. As investigações apontam que os dois tiveram envolvimento em articulações relacionadas a um projeto de cannabis medicinal.
A Polícia Federal identificou pagamentos feitos por Antunes à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que totalizariam cerca de R$ 1,5 milhão. Em uma das transferências, o lobista teria utilizado a expressão “filho do rapaz” ao mencionar o possível destinatário do recurso, segundo relatório da investigação.
As apurações também apontaram registros de viagens internacionais realizadas por Lulinha e pelo Careca do INSS em períodos semelhantes, além de despesas relacionadas a deslocamentos e reuniões envolvendo pessoas ligadas ao projeto empresarial.
A PF investiga ainda encontros de integrantes do grupo no Ministério da Saúde e possíveis articulações para negócios na área de fitoterapia e cannabis medicinal.
Procurada, a defesa de Lulinha informou que ainda não teve acesso ao pedido de investigação.
O caso será analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que decidirá sobre os próximos passos da apuração.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) manteve, nesta quinta-feira (30), a sentença que cassou os mandatos do prefeito de Equador, Cletson Rivaldo Queiroz (MDB), e do vice-prefeito, Caio Ferreira de Oliveira (PODE), além de declarar a inelegibilidade de ambos pelo prazo de oito anos.
A decisão confirma a procedência da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ajuizada pelo Diretório Municipal do Solidariedade.
De acordo com o julgamento, a Corte reconheceu a prática de abuso de poder político decorrente da instrumentalização de cooperativas durante o ano eleitoral. Os desembargadores destacaram um incremento de aproximadamente R$ 3,5 milhões nos repasses destinados às cooperativas em comparação com o exercício financeiro anterior, circunstância considerada suficiente para comprometer a normalidade e a legitimidade do pleito.
O Diretório Municipal do Solidariedade foi representado no TRE-RN pelos advogados Artur Carvalho, Marcus Barros e André Gambarra.
O advogado Rafael Durand participou do programa Pleno Time e comentou a repercussão da notícia sobre o convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para um café no Palácio do Planalto após um evento oficial, nesta quarta-feira (29).
Durand afirmou ver com preocupação a proximidade entre integrantes do governo federal e do Supremo, citando “relações obscuras” e “promiscuidade”.
– O nome completo do Brasil é República Federativa do Brasil. Quando falamos república significa que a coisa é do povo, ou seja, o povo deve retomar o poder. E quando a gente vê certas relações um tanto obscuras entre figuras do cenário politico, a gente vê com uma certa preocupação. A gente vê uma promiscuidade no sistema de separação de poderes – disse nesta quinta-feira (30).
– Ora, não é que eles não possam conversar, não possam tratar de assuntos de maneira particular. Mas a gente sabe muito o que por vezes está debaixo do tapete em situações como essa – continuou.
Diante do vídeo da interação entre Lula e Moraes, o advogado teve a leitura de que o petista parecia “estar conversando com um subordinado seu”.
– Parece que a gente tem um ministro da suprema corte atuando em prol do governo. Governo esse que, como as pesquisas e a opinião publica afirmam categoricamente, está amplamente desgastado e vai fazer de tudo pra vender algum tipo de narrativa – declarou.