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Programa de Lula para segurança pública nem sequer cita a palavra ‘presídios’

 

Lula (PT) - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O tópico genérico sobre segurança pública no programa de governo para eventual novo mandato de Lula (PT) não traz compromisso de construir mais presídios e, consequentemente, aumentar o número de vagas para o encarceramento. Até o fim de 2025, dado mais recente, a taxa de ocupação de celas físicas do sobrecarregado sistema prisional estava em 143,94%, conforme apurado por esta coluna em documentos da Secretaria Nacional de Políticas Penais. São 225.726 presos excedentes.

Raio-X

Das 505.267 vagas existentes, 473.918 (93,8%) são para homens, 31.349 (6,2%) para mulheres em 1.355 estabelecimentos penais.

Direitos da bandidagem

O plano, que não cita única vez “presídio” ou “prisão”, ainda classifica como estratégica a “garantia de direitos” à gestão do sistema prisional.

Do outro lado

Nas diretrizes de Flávio Bolsonaro (PL), há previsão de 5 novos presídios de segurança máxima, no modelo linha dura de El Salvador.

Treva para bandido

O plano de Flávio prevê 500 mil novas vagas e zerar o déficit carcerário em 4 anos. Vai criar o TREVA, complexo federal de segurança máxima.

Calote do Governo Fátima faz Banco do Brasil suspender depósitos para precatórios

 

Calote do Governo Fátima faz Banco do Brasil suspender depósitos para precatórios

A crise financeira do Governo Fátima Bezerra (PT) ganhou mais um capítulo. O Banco do Brasil suspendeu novos depósitos judiciais destinados ao pagamento de precatórios do Estado porque o governo não recompôs, dentro do prazo de 48 horas, o Fundo Garantidor. A decisão foi comunicada ao presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.

O episódio se soma a uma sequência de problemas de pagamento da gestão petista. Terceirizados da saúde já paralisaram atividades por falta de salários, enquanto empresas responsáveis pela recuperação das rodovias estaduais ameaçam interromper obras devido a atrasos nos repasses do Governo do Estado.

Até quando o contribuinte potiguar vai pagar a conta da má gestão financeira do Governo Fátima? O Estado enfrenta dificuldades para honrar precatórios, fornecedores, terceirizados e obras, enquanto a administração petista segue pressionada a explicar para onde está indo o dinheiro público.


Blog ismael Souza

Lula destitui vice-líder e expõe medo de Ciro Gomes acabar reinado do PT no Ceará

 

Deputado federal Mauro Benevides Filho. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados).

Lula (PT) ouviu a diretório cearense do seu partido e determinou que Mauro Benevides Filho (União-CE) deixe o posto de vice-líder do governo na Câmara. O deputado declara abertamente apoio ao petista e até pede votos patra ele, mas coordena o programa de governo de Ciro Gomes (PSDB), que tenta se eleger governador do Ceará. Esta coluna apurou que o senador Camilo Santana (PT-CE) e o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) atuaram para destituir Benevides do posto de vice-líder. Eles estão claramente com medo do desempenho de Ciro Gomes nas urnas.

Trabalho hercúleo

Pressão maior veio de Camilo, que tem a árdua missão de reeleger o “poste” Elmano de Freitas (PT), que tem Ciro como principal adversário.

Surpresa repetida

Como apoia Lula na Câmara, Benevides não contava com a manobra. É a segunda vez que é sabotado. Perdeu o posto quando deixou o PDT.

Porteira fechada

O recado do Planalto é que não aceitará engajamento para opositores nos palanques regionais. Se fizer, a retaliação vem.

Tomando votos

Nas contas de Camilo e Guimarães, a atuação de Benevides pode até preservar votos de Lula, mas captura votos que poderiam ser de Elmano.

Lorota eleitoral: Lula promete ‘acabar com a fome’ há 37 anos

 

Lula faz uso eleitoral da fome desde 1989 (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Lula (PT) promete “acabar com a fome no Brasil” há pelo menos 37 anos. Em novembro de 1989, na sua primeira campanha presidencial, o petista disse que seu programa de governo acabaria com a fome de todos os brasileiros. Voltou a fazer a mesma promessa na campanha de 1994. Em 2003, após vencer a disputa pela primeira vez, reafirmou a lorota no seu discurso de posse e ainda chamou de “missão”.

Para se reeleger

Na disputa do segundo mandato passou a falar de “três refeições”, já que não poderia dizer que havia famintos após quatro anos de seu governo.

Para eleger Dilma

Em 2010, após os oito anos, Lula decretou que “a fome não é mais um flagelo no país”. O Brasil só saiu do Mapa da Fome em 2014.

Para voltar à cena

O papo voltou em 2020 e 2021, após deixar a prisão e virar pré-candidato a presidente, quando “denunciou” a volta da fome.

De volta para o passado

Em 2021 Lula disse que iria acabar com a fome; em 2023 chamou a promessa de obsessão e deu prazo: até 31 de dezembro de 2026.

Lula e Flávio enfrentam escândalos em meio à campanha eleitoral pela Presidência

 

Foto: Sergio Lima e Evaristo Sá

As investigações envolvendo o Banco Master, as fraudes no INSS e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, passaram a ocupar espaço importante na disputa presidencial de 2026. As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) têm buscado ajustar suas estratégias diante de apurações da Polícia Federal (PF), decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e movimentações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a Folha de São Paulo, os dois principais candidatos vêm enfrentando os efeitos políticos de investigações que atingem pessoas próximas a seus grupos. Em maio, mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, reveladas pelo Intercept Brasil, associaram o senador ao caso do Banco Master e ao filme Dark Horse, enquanto a PF passou a investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência em negociações envolvendo contratos com o governo federal.

A investigação envolvendo Lulinha também se relaciona à lobista Roberta Luchsinger, que é investigada por sua ligação com o esquema conhecido como “Careca do INSS”, relacionado a descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões. A PF ainda apura pagamentos feitos por Roberta ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

O impacto político dos episódios já é acompanhado pelas duas campanhas. O principal temor entre os aliados é que novos desdobramentos dos casos envolvendo Lulinha e Vorcaro possam influenciar o eleitorado ainda indeciso. Segundo o levantamento mais recente do Datafolha, esse grupo representa cerca de 2% dos eleitores.

STF e TSE ganham peso no cenário eleitoral

Além das investigações, decisões de ministros do STF e do TSE também passaram a influenciar o ambiente eleitoral. Um dos nomes centrais nesse cenário é o ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master e de dois dos três inquéritos que envolvem Lulinha. O terceiro processo está sob relatoria do ministro Flávio Dino.

Recentemente, Mendonça determinou a apuração de possíveis vazamentos relacionados ao inquérito sobre as fraudes no INSS, após solicitação da defesa de Lulinha. O episódio reforçou críticas de diferentes setores políticos sobre a atuação da Polícia Federal.

Na direita, aliados de Flávio Bolsonaro questionam supostos vazamentos seletivos relacionados ao caso Master. O senador chegou a abrir mão da escolta oferecida pela PF aos candidatos à Presidência e optou pela segurança da Polícia do Senado.

Inteligência artificial também entra no xadrez

Outro ponto de tensão envolve o uso de inteligência artificial nas eleições, especialmente a divulgação de vídeos produzidos com tecnologia deepfake. O tema ainda será analisado pela Justiça Eleitoral e provocou divergências entre integrantes do TSE e do STF.

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE e indicado por Jair Bolsonaro, tem sido associado a posições mais próximas às defendidas pelo grupo bolsonarista. Já Alexandre de Moraes, ministro do STF, é apontado pelo entorno de Flávio como uma das principais figuras capazes de influenciar o cenário eleitoral.

Moraes também é responsável por decisões relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo restrições de visitas feitas por Flávio ao pai. O senador já acusou o ministro de interferir no processo eleitoral e de tentar influenciar o equilíbrio da disputa presidencial.

Corrupção volta ao centro da campanha

Com os novos episódios, o combate à corrupção voltou a ganhar protagonismo no discurso eleitoral. Flávio Bolsonaro tem sido pressionado a explicar recursos recebidos de Daniel Vorcaro para a produção de Dark Horse, enquanto sua campanha tenta explorar os casos envolvendo Lulinha, INSS e Marcola para atingir Lula.

Do outro lado, integrantes do PT enfrentam dificuldades para manter a corrupção como principal argumento contra o adversário. Lula afirmou que o filho precisa provar sua inocência e declarou que não pretende interferir na Polícia Federal para protegê-lo.

O cenário também se reflete em disputas estaduais, com decisões do STF e do TSE interferindo em eleições e conflitos políticos em estados como Rio de Janeiro, Roraima e Maranhão. Dessa forma, investigações, decisões judiciais e disputas entre os Poderes devem continuar entre os principais fatores capazes de alterar os rumos da eleição de 2026.