EM SÃO GONÇALO GERSON BEZERRA É 555 , ZENAIDE MAIA A SENADORA DO RN.
Detran-RN realiza leilão nesta quinta-feira (20) com 72 lotes
O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN) realiza na próxima quinta-feira (20) um novo leilão de veículos, com 72 lotes disponíveis. Entre os bens estão motocicletas com lances iniciais de R$ 1,6 mil e automóveis a partir de R$ 4 mil. Os valores, no entanto, podem sofrer alterações até o encerramento do certame, já que os lances permanecem abertos.
Do total de lotes, 37 são de veículos que poderão voltar a circular após a realização das regularizações necessárias. Outros 35 lotes são classificados como sucata e podem ser adquiridos exclusivamente por empresas de desmontagem devidamente credenciadas junto ao Detran.
Embora o leilão esteja marcado para quinta-feira, os interessados já podem registrar seus lances de forma online. A participação ocorre exclusivamente pela plataforma Lance Certo Leilões, e é aberta a pessoas maiores de 18 anos e empresas devidamente cadastradas e autorizadas.
O cadastro deve ser realizado e confirmado dentro do prazo estabelecido para o certame. A participação pode ocorrer de qualquer estado do país.
Visitação ocorre até quarta-feira
Quem quiser verificar os veículos presencialmente antes de fazer uma oferta poderá visitar os pátios até esta quarta-feira (19), das 8h às 16h.
A visitação é exclusivamente para inspeção visual. Durante o período, não é permitido tocar nos veículos, retirar peças ou componentes, realizar testes mecânicos, fotografar ou fazer gravações.
Os veículos poderão ser vistoriados nos seguintes endereços:
São Gonçalo do Amarante: Avenida Ruy Pereira dos Santos, nº 2.565, bairro Olho D’Água;
Mossoró: Avenida Centenária, nº 1.000, bairro Aeroporto 1;
Caicó: Rodovia RN-288, km 1,1, Zona Rural.
Proprietário ainda pode tentar recuperar veículo
Proprietários de veículos apreendidos há mais de 60 dias ainda podem regularizar a situação e tentar recuperar o bem antes que ele seja levado a leilão.
Para isso, é necessário entrar em contato com a Comissão de Leilão do Detran-RN, localizada na sede do órgão, em Natal. O atendimento deve ser previamente agendado pelo Portal de Serviços do Detran.
A relação completa dos 72 lotes, as regras do certame e as orientações para cadastro estão disponíveis na plataforma Lance Certo Leilões.
São Gonçalo do Amarante realiza 10ª edição do Festival de Folclore Mestre Pedro Guajiru
São Gonçalo do Amarante será palco, nesta sexta-feira (21) e sábado (22), da 10ª edição do Festival de Folclore Mestre Pedro Guajiru. O evento reunirá grupos, mestres, brincantes e admiradores das manifestações tradicionais em dois dias de programação no Patamar da Igreja Matriz, sempre a partir das 19h.
Consolidado no calendário cultural do município, o festival chega à décima edição valorizando a diversidade da cultura popular e promovendo o encontro entre grupos de São Gonçalo do Amarante e de diferentes municípios do Rio Grande do Norte.
Neste ano, o evento presta uma homenagem especial ao centenário de nascimento de Deífilo Gurgel, um dos principais pesquisadores e estudiosos da cultura popular potiguar. A homenagem destaca sua contribuição para a pesquisa, preservação da memória e valorização das manifestações folclóricas do Rio Grande do Norte.
Entre os destaques desta edição está a Mostra Sesc Cultural, integrada à programação do festival e às apresentações dos grupos locais. A iniciativa amplia o espaço de circulação e intercâmbio entre os artistas e fortalece o protagonismo dos fazedores de cultura de São Gonçalo do Amarante. Outro ponto alto será o SONGART Ivani Machado, uma grande mostra competitiva estadual, reunindo grupos e talentos de vários municípios do Rio Grande do Norte!
A programação reúne manifestações como coco, pastoril, boi, congos, bambelô, dança popular e apresentações musicais, proporcionando ao público um panorama da riqueza e da diversidade das tradições culturais do município e do estado.
O 10º Festival de Folclore Mestre Pedro Guajiru é promovido pela D’Melo Produções, com patrocínio do Sesc e parceria da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. O evento conta ainda com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por intermédio do Ministério da Cultura.
PROGRAMAÇÃO
Sexta-feira – 21 de agosto
A partir das 19h | Patamar da Igreja Matriz
- Abertura oficial, com autoridades e apresentação da Banda Municipal de São Gonçalo do Amarante;
- Sanfoneiro Mirim José William – São Gonçalo do Amarante/RN;
- Projeto Folguedinhos – São Gonçalo do Amarante/RN;
- Grupo Parafolclórico CEDB – Natal/RN;
- Pastoril das Flores – São Gonçalo do Amarante/RN;
- Grupo de Dança Parafolclórico da UFRN – Natal/RN;
- Coco do Calemba – São Gonçalo do Amarante/RN;
- Cia de Danças Remix – Natal/RN;
- Bambelô da Alegria – São Gonçalo do Amarante/RN;
- Projeto JMO In Concerto – São Gonçalo do Amarante/RN.
Sábado – 22 de agosto
A partir das 19h | Patamar da Igreja Matriz
- Congos de Combate – São Gonçalo do Amarante/RN;
- Grupo Cultural Semeando Amor – Nova Cruz/RN;
- Boi Pintadinho – São Gonçalo do Amarante/RN;
- Cia Danc'Art – Parnamirim/RN;
- Pastoril Dona Joaquina – São Gonçalo do Amarante/RN;
- Balé Popular Terras Potiguares – Passa e Fica/RN;
- Coco do Calemba – São Gonçalo do Amarante/RN;
- Dança de São Gonçalo – Portalegre/RN;
- Cia Cultural Raízes do Brasil – Touros/RN.
DECISÃO JUDICIAL
R$ 389 milhões entraram na mira da Justiça. O ministro André Mendonça, do STF, determinou o sequestro de bens e valores do Sindnapi e de dirigentes da entidade, investigada no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Dino e Moraes sugerem que STF volte a discutir exigência de diploma para jornalistas

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam nesta terça-feira (18) uma nova discussão sobre a dispensa do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão no Brasil. As manifestações ocorreram durante julgamento na Primeira Turma da Corte sobre direito de resposta relacionado a uma reportagem da TV Globo.
Dino levantou o tema ao tratar das garantias constitucionais destinadas à imprensa e das dificuldades provocadas pela expansão das redes sociais para definir quem exerce profissionalmente a atividade jornalística.
“Há uma decisão do Supremo, a qual respeito, obviamente, e quem sabe um dia será debatida novamente, quanto à dispensa do diploma de jornalista para o exercício da profissão”, afirmou.
Na sequência, Moraes concordou que o assunto merece nova reflexão e mencionou a possibilidade de regulamentação da atividade, preservando a situação de profissionais que já atuam no mercado.
“Talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, [sobre] uma regulamentação”, declarou.
Para Moraes, a disseminação de conteúdo pelas redes sociais tornou mais complexa a diferenciação entre o exercício do jornalismo e outras formas de manifestação. O ministro afirmou que a liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia, mas argumentou que a garantia não deve ser utilizada para proteger práticas de ofensa ou disseminação de desinformação.
STF derrubou exigência em 2009
Desde 2009, o diploma de curso superior em Jornalismo não é obrigatório para o exercício da profissão. Naquele ano, ao julgar o Recurso Extraordinário 511.961, o plenário do STF afastou, por 8 votos a 1, a exigência prevista no Decreto-Lei 972/1969.
O entendimento foi de que a obrigatoriedade não havia sido recepcionada pela Constituição de 1988 por impor uma restrição incompatível com as liberdades de expressão, informação e imprensa.
As manifestações desta terça-feira não alteram essa decisão. Até o momento, portanto, não houve restabelecimento da exigência do diploma nem julgamento aberto no STF especificamente para rever o entendimento de 2009.
Declarações ocorrem após controvérsia sobre sigilo da fonte
O debate ocorre dias depois de uma decisão de Alexandre de Moraes que autorizou buscas contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário municipal de São Luís. Segundo a Polícia Federal, ambos teriam atuado como fontes do jornalista Luís Pablo, responsável por publicações críticas a Dino.
A medida provocou manifestações de entidades ligadas ao jornalismo, que levantaram preocupação com a proteção constitucional ao sigilo da fonte.
Após a repercussão, o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a liberdade de imprensa e a proteção do sigilo da fonte, ressaltando que investigações devem buscar eventuais ilícitos sem atingir o exercício legítimo da atividade jornalística.
Moraes também reconheceu o sigilo da fonte como garantia constitucional, mas sustentou que a proteção não pode ser utilizada para encobrir a prática de crimes.
TRE-RN reúne partidos e emissoras para definir horário eleitoral no rádio e na TV nesta sexta (21)

O TRE-RN realiza no dia 21 de agosto, às 9h, uma audiência pública para definir a distribuição da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para as Eleições Gerais de 2026.
A reunião será realizada no Plenário Ministro Seabra Fagundes, na sede do tribunal, em Natal, e terá transmissão ao vivo pelo canal do TRE-RN no YouTube.
A definição do plano de mídia estabelece quanto tempo será destinado a partidos, federações e candidaturas durante o horário eleitoral gratuito. Também serão organizados os espaços que serão utilizados pelas candidaturas para a divulgação das propostas antes da eleição.
Participam da audiência representantes de partidos políticos, federações, emissoras de rádio e televisão e do Ministério Público Eleitoral.
A audiência ocorre poucos dias depois do início da propaganda eleitoral na internet, liberada desde 16 de agosto. A divulgação pode ser feita em sites de candidatos e partidos, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais.
No rádio e na televisão, o horário eleitoral gratuito será veiculado nos 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno, seguindo a distribuição definida pela Justiça Eleitoral.
CANNABIS: Ex-chefe de gabinete de Lula recebeu minuta de contrato de lobista
Foto: Renan Fernandes/ Reprodução
A Polícia Federal encontrou uma conversa em que o então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana, recebe da empresária Roberta Luchsinger a minuta de um contrato para a venda de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde sem a realização de licitação.
A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela CNN Brasil.
A PF (Polícia Federal) investiga suposta ajuda de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, à tentativa de Luchsinger de firmar um contrato com o governo federal em parceria com Antônio Carlos Antunes, que ficou conhecido como careca do INSS.
O contrato na mira da PF seria para venda de medicamentos à base de canabidiol, mesmo tema do modelo de contrato enviado por mensagem pela empresária ao então chefe de gabinete de Lula, conhecido como Marcola.
A polícia acredita que a empresária foi contratada por R$ 1,5 milhão por Antunes para abrir portas no governo federal.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirma que Marcola não praticou nenhum ato para beneficiar Luchsinger no governo federal e não cometeu nenhuma irregularidade.
“Não podemos comentar uma mensagem cuja autenticidade nem sequer foi atestada. Não sabemos se essas mensagens existem, não sabemos se a cadeia de custódia está íntegra, se está hígida, então fica muito complicado. A melhor resposta quem pode dar é a própria Roberta. De toda sorte a própria PF sabe que não houve nenhum encaminhamento do Marcola, não houve nenhum ato de ofício ou algo do gênero”.
Com informações da CNN
Alcolumbre assina despacho e encaminha PEC do fim da escala 6×1 para comissão do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), assinou o despacho que encaminha para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.As informações são da Coluna dde Milena Teixeira, do Metrópoles.
A PEC será analisada pela comissão presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). O despacho ainda não havia sido disponibilizado no sistema do Senado, e a atualização deve ocorrer após o fim do recesso parlamentar.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, Alcolumbre ainda não teria conversado com Otto Alencar sobre a tramitação da proposta na comissão.
O avanço da PEC ocorre em meio à retomada do diálogo entre Alcolumbre e o governo federal. Na segunda-feira (17), durante uma agenda no Amapá ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador elogiou a atuação do petista na defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial.
A proposta ainda precisa passar pela CCJ e, posteriormente, pelas demais etapas de tramitação no Senado antes de uma eventual votação em plenário.
TJRN determina que 217 magistrados devolvam penduricalhos irregulares

Após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) ordenou que 217 magistrados, entre ativos e inativos, devolvam valores pagos acima do permitido. A medida foi determinada pelo presidente do tribunal, desembargador Ibañez Monteiro, que também está entre os magistrados que deverão restituir valores.
O TJRN abriu processos administrativos individuais para cada um dos magistrados e emitiu guias para a devolução dos valores. Quem não fizer o pagamento terá a quantia descontada diretamente da folha salarial, sem necessidade de uma nova decisão.
Os magistrados terão dez dias úteis para contestar os cálculos, mas a apresentação de recurso não suspenderá a cobrança. O documento encaminhado ao STF não informa o valor total que deverá ser devolvido.
A determinação segue decisões de ministros do STF para que sete tribunais devolvam valores considerados irregulares pagos a magistrados.
TJPR contesta determinação
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) pediu ao STF a revisão da ordem que determina a devolução de valores recebidos por 73 magistrados em abril.
Segundo o TJPR, receber mais de R$ 100 mil no mês não significa, por si só, que houve pagamento irregular. O tribunal argumenta que a soma do salário, da indenização de férias e do terço constitucional pode chegar a R$ 108.187,78 sem incluir verbas consideradas proibidas.
Os 73 magistrados representam 6,03% dos 1.211 integrantes da folha de pagamento do tribunal. O TJPR também afirmou que não houve má-fé e informou ter suspendido as verbas questionadas e ajustado as folhas dos meses seguintes.
Com informações do Metrópoles
Mais de 60 candidatos ao Senado defendem impeachment no STF

Foto: Agência Senado
Dos 331 candidatos ao Senado mapeados pelo site Placar STF, 61 defendem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 23 se posicionaram contra a medida, enquanto 244 ainda não apresentaram manifestação pública identificada pela plataforma, que foi lançada nesta semana.
O levantamento reúne declarações dos candidatos e indica a origem das informações usadas para classificá-los. Entre os 61 favoráveis, 43 tiveram o posicionamento identificado por meio de declarações públicas, 17 por registros na imprensa e um confirmou a posição diretamente à iniciativa.
A discussão ganha relevância com as eleições de outubro. Neste ano, os eleitores vão escolher dois senadores por Estado. Ao todo, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, o equivalente a dois terços do Senado. A renovação pode alterar a correlação de forças da Casa em temas que envolvem diretamente o STF.
A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade. Para condenar um integrante da Corte, são necessários os votos de dois terços dos senadores, 54 dos 81 parlamentares.
Com informações da Revista Oeste
USO DE PROVAS: Justiça em Londres ignora decisão do STF e segue com Lava Jato
Foto: Rosinei Coutinho
Surgiu mais um caso relacionado à operação Lava Jato que segue sendo válido na Justiça de outro país, apesar de tudo ter sido anulado pelo Supremo Tribunal Federal no Brasil. Desta vez, um tribunal de Londres decidiu que a agência britânica SFO (Serious Fraud Office) pode continuar a usar provas obtidas no Brasil para defender o confisco de 7,3 milhões de libras esterlinas de um ex-engenheiro da Petrobras acusado de repassar propinas a ex-colegas.
O Serious Fraud Office é um órgão governamental independente do Reino Unido que investiga e processa crimes econômicos complexos de alto nível, incluindo fraudes corporativas em larga escala, suborno e corrupção. O juiz Mark Weekes, do Tribunal da Coroa Britânica em Southwark (na região central de Londres), escreveu assim num trecho de seu despacho:
“Vale observar que esta situação –na qual uma autoridade judiciária do Estado requerido [Brazil] revoga, posteriormente e de forma ostensiva, a base jurídica interna para o compartilhamento de material de assistência jurídica mútua (MLA) que, à época, havia sido legitimamente compartilhado com o órgão de acusação do Reino Unido– é, na experiência deste Tribunal, bem como na dos advogados que atuam no caso e daqueles que os instruem, no mínimo, altamente incomum”.
O despacho é de 20 de maio de 2026, mas ficou conhecido só agora depois de a organização não governamental Spotlight on Corruption ter obtido o documento, que foi compartilhado com a Global Investigations Review, que publicou uma reportagem (exclusiva para assinantes) a respeito do caso.
A decisão da Justiça britânica foi num processo em que Mario Ildeu de Miranda, ex-engenheiro da Petrobras, apresentou um recurso contra o confisco civil de suas contas bancárias, decretado em 2023 sob a acusação de lavagem de dinheiro.
O Tribunal da Coroa Britânica de Southwark começou a analisar o recurso de Miranda contra o confisco em setembro de 2025. O caso ficou parado até maio de 2026 para permitir que o Serious Fraud Office e o ex-engenheiro da Petrobras realizassem “diligências adicionais” junto às autoridades brasileiras.
A movimentação do processo em maio se deu depois de uma decisão, em março de 2026, do ministro Dias Toffoli, que anulou a decisão de enviar ao Reino Unido as provas contra o ex-funcionário da Petrobras.
As irregularidades imputadas a Mario Ildeu de Miranda foram reveladas durante a operação Lava Jato, que envolveu diversos funcionários públicos da estatal de energia Petrobras. Em um caso de grande repercussão decorrente da investigação, a empreiteira Odebrecht concordou, em 2016, em pagar mais de US$ 3 bilhões para encerrar investigações no Brasil, nos EUA e na Suíça relacionadas a propinas pagas a funcionários da Petrobras e de outras empresas e órgãos estatais.
Ao Poder360, o advogado Figueiredo Basto, que representa a defesa de Mário Ildeu de Miranda na Lava Jato, declarou que não pretende se manifestar neste momento sobre o caso que corre na Justiça inglesa.
Uma série de decisões do STF levou ao fim da Lava Jato e à anulação de provas e revogação de condenações. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um dos beneficiados das interpretações do Supremo –que basicamente considerou que o então juiz federal que comandou a investigação, Sergio Moro, não poderia, no foro de Curitiba (PR), ter conduzido os processos. Em março de 2024, a operação completaria 10 anos, só que já estava enterrada. O ministro do STF Gilmar Mendes disse na ocasião que “a Lava Jato terminou como uma organização criminosa”.
A decisão da Justiça britânica sobre Mario Ildeu de Miranda analisou o despacho de Dias Toffoli de março de 2026 em petição sob segredo de justiça. Na ocasião, o ministro anulou uma decisão de 2021 do tribunal federal de Curitiba que autorizava a transferência de uma “cópia integral” do processo criminal local contra o ex-engenheiro da Petrobras para o SFO. Toffoli entendeu que o tribunal de Curitiba –que havia condenado Miranda por lavagem de dinheiro em 2019– não tinha competência jurisdicional para autorizar a transferência, conforme consta na decisão de Londres.
Para o juiz Weekes, a decisão de Toffoli de março de 2026 não vincula os tribunais ingleses. Dessa forma, o SFO poderá continuar utilizando as provas, que foram fornecidas “de boa-fé” e em conformidade com tratados internacionais de assistência jurídica mútua. Weekes diz que as “consequências diplomáticas” da decisão seriam uma questão a ser tratada pelos governos dos respectivos países, e não pelos seus juízes.
“Embora possa haver consequências diplomáticas para o governo do Reino Unido decorrentes da atitude do SFO, trata-se –ou provavelmente trata-se– de questões de política não sujeitas à apreciação judicial, envolvendo as altas partes contratantes, sobre as quais este tribunal não pode, nem deve tentar, deliberar”, escreveu o juiz Weekes.
Com informações do Poder 360
Morre Glória Menezes, ícone da televisão brasileira, aos 91 anos

A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos. A informação foi confirmada à CNN Brasil pela assessoria da artista, que informou que ela morreu em casa.
Considerada uma das grandes referências da televisão brasileira, Glória Menezes foi pioneira ao protagonizar uma novela diária na TV e construiu uma carreira marcada por personagens de destaque desde sua estreia, no fim da década de 1950.
Glória dedicou a maior parte da vida à atuação. Durante os estudos na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP), fundou o grupo teatral Jovens Independentes. Pouco depois, deixou a instituição para se dedicar à companhia e seguir a carreira artística.
MPF processa Renan Santos e MBL por discurso de ódio contra indígenas do Pará

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta segunda-feira (17), uma ação na Justiça Federal contra o empresário e candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Antônio Ferreira dos Santos, e o Movimento Renovação Liberal, entidade responsável pelo Movimento Brasil Livre (MBL).
O MPF pede a responsabilização civil dos réus e uma indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos por publicações em redes sociais que, segundo o órgão, continham declarações discriminatórias e discurso de ódio contra povos indígenas do Baixo Tapajós, no Pará.
As publicações foram feitas no Instagram de Renan Santos e do MBL durante protestos e a ocupação do terminal da empresa Cargill, em Santarém, iniciados em janeiro de 2026. Na ocasião, lideranças indígenas protestavam contra medidas relacionadas à desestatização de hidrovias amazônicas.
Segundo o MPF, vídeos publicados nas redes sociais continham ofensas generalizadas contra indígenas, além de questionamentos sobre a identidade étnica e a legitimidade das comunidades da região. O órgão afirma que as manifestações ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram conteúdo discriminatório.
De acordo com a ação, as manifestações atingiram cerca de 22 mil indígenas de Santarém, Belterra e Aveiro. São 14 etnias representadas pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita): Arapiun, Arara Vermelha, Apiaká, Borari, Kumaruara, Jaraki, Maytapú, Munduruku, Munduruku-Cara Preta, Sateré Mawé, Tapajó, Tupaiú, Tupinambá e Tapuia.
O MPF destaca que o direito à autoidentificação indígena é garantido pela Constituição Federal e pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Pedido de retirada das publicações
Em caráter de urgência, o MPF pediu que a Justiça determine a retirada imediata das publicações consideradas ofensivas e proíba novos conteúdos que, segundo o órgão, ofendam ou deslegitimem a identidade étnica dos povos envolvidos.
O pedido prevê multa diária de R$ 3 mil em caso de descumprimento. O MPF ressalta que a medida não busca impedir críticas ou debates sobre projetos e políticas públicas.
Reparação
A ação também pede medidas de reparação simbólica, como a publicação de um vídeo de retratação com duração mínima de 2 minutos e 57 segundos, que deverá permanecer fixado nos perfis dos réus por 30 dias.
Outra medida solicitada é a realização de uma campanha educativa mensal, durante seis meses, nas redes sociais dos envolvidos, com conteúdo fornecido ou validado pelo Cita sobre a história, a cultura e os direitos dos povos indígenas da região.
Ao final do processo, o MPF pede a confirmação das medidas e a condenação solidária dos réus ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos. Segundo a ação, o valor deverá ser destinado ao Cita para financiar projetos de valorização cultural e defesa territorial das 14 etnias do Baixo Tapajós.
Flávio ataca “Marcolão” e família de Lula: “Portas abertas em vários ministérios”
Foto: Reprodução/Instagram
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira, 18, em Belo Horizonte, que integrantes da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam usado a estrutura do governo para fazer negócios. A declaração ocorreu durante agenda de campanha e teve como referência mensagens que estão em poder da Polícia Federal.
Flávio citou o ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e afirmou que ele teria facilitado o acesso de pessoas ligadas à família de Lula a ministérios.
Ao falar sobre as fraudes envolvendo descontos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o candidato prometeu responsabilizar os envolvidos.
“Vamos responsabilizar aquelas pessoas que tiveram a pachorra de roubar dinheiro de aposentado, como, ao que tudo indica, é o filho do Lula, é o Marcola do Lula.”
Segundo Flávio, Marcola teria “aberto as portas de vários ministérios” para que integrantes da família do presidente realizassem negócios com recursos públicos.
Marcola entrou no radar das investigações depois de receber R$ 249 mil da lobista Roberta Luchsinger, que também é investigada no caso do INSS e mantém relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O ex-assessor afirma que recebeu o valor como empréstimo pessoal, já quitado, e nega irregularidades.
Na mesma agenda, Flávio afirmou que incentivou candidaturas de outros nomes da direita à Presidência, mas criticou eventuais ataques de adversários.
O senador citou Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) e classificou como equivocada a estratégia de disputar espaço atacando sua candidatura.
“Se alguns optam por querer me atacar, é uma estratégia deles que eu acho equivocada”, afirmou.
Flávio defendeu ainda que os candidatos de direita atuem em conjunto para impedir a continuidade do PT no governo federal.
Com informações da Revista Oeste
VEJA: Corrupção levou primeiro ‘passaporte para o futuro’ do Brasil anunciado por Lula na Petrobras
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação
Há quase vinte anos, o presidente Lula fez um pronunciamento à Nação, em rádio e TV, num feriado de 7 de setembro, para exaltar as descobertas da Petrobras no chamado pré-sal, as reservas bilionárias de petróleo e gás encontradas em águas profundas pela estatal.
As fontes de riqueza, nas palavras do petista, seriam, para os brasileiros, um “passaporte para o futuro”, um caminho para o fim do atraso representado pelos péssimos serviços públicos na saúde e educação e pela desigualdade social.
Se futuro havia no pré-sal, em boa parte, pode-se dizer que foi roubado nos esquemas bilionários de corrupção vistos nos governos do PT que se seguiriam nos anos seguintes. O país ainda hoje espera por um futuro sem desigualdade, com saúde e educação dignas de Repúblicas petrolíferas.
Naqueles dias do anúncio feito por Lula, como revelou a Polícia Federal em diferentes investigações, um gigantesco plano para desviar recursos do pré-sal — numa engrenagem composta por políticos, burocratas, partidos e empreiteiras — já estava em pleno funcionamento nos bastidores do governo petista.
Em nome de “criar uma poderosa e sofisticada indústria petrolífera” no Brasil, Lula permitiu que partidos políticos aparelhassem diretorias da Petrobras, dando controle de orçamentos bilionários a apadrinhados do PT, do PP e do PMDB.
Obras de arte apreendidas durante a Operação Lava Jato (Divulgação/Polícia Federal/VEJA)
Esses burocratas protegidos por políticos eram encarregados de fraudar licitações e contratos para beneficiar empreiteiras do esquema. Essas construtoras, com a proteção política dos partidos, superfaturavam obras para pagar propina a caciques e repassar recursos ao caixa dois dessas mesmas siglas do esquema.
Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento, administrava as propinas devidas ao PP e ao PMDB juntamente com Nestor Cerveró, da diretoria Internacional. Já Renato Duque, diretor de Serviços, cuidava exclusivamente da propina recolhida por petistas e pelo tesoureiro do PT, o famoso pai dos “pixulecos”.
As empreiteiras, reunidas no chamado Clube do Bilhão, decidiam entre si quem ficaria com qual obra. As propinas eram tabeladas, entre 1% e 3% de cada contrato, que era sempre ampliado com aditivos para mascarar a roubalheira.
O dinheiro do pré-sal, que seria o futuro da Nação, segundo Lula, viajava em malas, amarrados sob a roupa de entregadores e até em caixas de bebidas. Era tanta propina, que até um serviço de “money delivery” foi crido pelo doleiro Alberto Youssef para dar conta da demanda, entregando o dinheiro sujo diretamente na casa dos corruptos.
Apreensões da 9ª fase da Operação Lava Jato (Polícia Federal/Divulgação)
As verbas das empreiteiras eram direcionadas a empresas de fachada desses doleiros que, a partir de notas fiscais frias, providenciavam os saques e as entregas aos políticos. Em alguns casos, a propina também era paga fora do país, em contas no exterior, e na forma de serviços, como carros de luxo, festas com garotas de programa e reformas de imóveis, como um famoso sítio em Atibaia, um triplex no Guarujá, um apartamento no ABC, um prédio em São Paulo…
Com tantos contratos no esquema, uma das empreiteiras chegou a comprar um banco para administrar exclusivamente a corrupção. A lista de políticos “correntistas” desse esquema virou história. Ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello é ainda hoje exemplo raro de político preso e pagando pelas propinas que recebeu do esquema, como senador de Alagoas e aliado do petismo.
CORRUPÇÃO - Carros apreendidos pela Lava-Jato: acusado de receber propina, o senador teve os bens confiscados pela operação – (Fotos Cristiano Mariz/.)
Nas contas da Polícia Federal, a roubalheira na Petrobras tirou do futuro dos brasileiros mais de 50 bilhões de reais.
A Operação Lava-Jato, com suas 79 fases, conseguiu recuperar pouco mais de 10% disso e quase todos os envolvidos terminaram escapando das garras da Justiça anos depois, quando vieram a público as mensagens da força-tarefa de Curitiba.
Condenado por corrupção na Lava-Jato, Lula derrubou os processos, invalidou provas e reverteu sua inelegibilidade, conseguindo voltar ao Planalto em 2022.
Agora candidato à reeleição, ele vestiu novamente o mesmo macacão de petroleiro para, novamente com uma lata de óleo nas mãos, anunciar uma nova chance, um novo “passaporte para o futuro” da Nação.
A nova fonte de sonho está materializada nas potenciais reservas de petróleo da foz do Amazonas. “Pode chamar isso (frasco de petróleo) de passaporte para o futuro desse país”, disse Lula.
Para que o país tenha futuro, é preciso que as coincidências com o passado parem no discurso.






