A espera acabou e hoje a Rua dos Antúrios vira o ponto de encontro oficial de São Gonçalo do Amarante. A estrutura está pronta, o clima é de festa e só falta você para darmos o pontapé inicial no nosso São Gonçalo Junino.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora no quadro de saúde e teve o tratamento reformulado, informou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nesta quarta-feira (10). Ele estava há três dias em processo de redução gradual das medicações quando o quadro se agravou. A informação é do Poder 360.
A tentativa de desmame dos medicamentos foi interrompida após uma crise registrada na terça-feira (9). Bolsonaro apresentou melhora temporária na tarde do mesmo dia, mas voltou a piorar na sequência.
O médico Brasil Caiado reassumiu o acompanhamento do ex-presidente e novos exames foram solicitados. As medicações foram reformuladas após a interrupção do processo de redução.
O boletim médico divulgado na sexta-feira (5) já havia apontado aumento nas crises de soluço nos sete dias anteriores. Bolsonaro passa por acompanhamento domiciliar desde que foi submetido a uma cirurgia no ombro direito em maio.
Michelle deu as informações durante evento do PL no Distrito Federal, que lançou a pré-candidatura de Luiza do Clezão a deputada distrital. A ex-primeira-dama não detalhou a natureza dos exames que serão realizados.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Ele está em prisão domiciliar temporária em razão dos problemas de saúde.

A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) com duas partidas válidas pelo Grupo A. O jogo de abertura será entre México e África do Sul, às 16h, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Já às 23h, Coreia do Sul e República Tcheca se enfrentam no Estádio Akron, em Guadalajara.
O México chega como favorito do grupo por disputar a primeira fase diante de sua torcida. A equipe aposta na posse de bola e no jogo ofensivo. Já a África do Sul tem como características a velocidade e a intensidade física.
No outro confronto, a Coreia do Sul busca utilizar sua organização tática e os contra-ataques rápidos para superar a República Tcheca, seleção que aposta na força física, no jogo aéreo e nas bolas paradas.
Foto: Jia Haocheng / POOL / AFP
O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (10) que seu governo está trabalhando para garantir que “as pessoas certas” entrem nos Estados Unidos para a Copa do Mundo.
Um repórter afirmou ao republicano que algumas pessoas temem que seja cada vez mais difícil conseguir vistos para ir aos EUA para ver a competição.
“Estamos trabalhando nisso em estreita colaboração para garantir que as pessoas certas entrem em nosso país”, respondeu Trump.
Em seguida, o presidente foi questionado se vai assistir aos jogos, afirmando que sim.
“Esta foi a Copa do Mundo mais bem-sucedida de todos os tempos. Nunca venderam tantos ingressos tão rápido. É incrível, porque a gente não pensa em futebol, a gente usa a palavra futebol, futebol americano, certo? Mas você não pensa em futebol neste país. É o maior sucesso”, comentou em outro momento.
CNN

Foto: Reprodução/NDMais
Um funcionário do IML (Instituto Médico Legal) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso sob suspeita de ter feito um Pix de R$ 7 mil usando o celular de uma pessoa morta. A prisão preventiva, ou seja, sem prazo determinado, foi cumprida pela Corregedoria da Polícia Civil na manhã da última segunda-feira (8).
Segundo o NDMais, o caso ocorreu em maio, quando a vítima, que teve o celular violado, morreu em um acidente de moto. A família registrou um boletim de ocorrência após perceber a falta do dinheiro. Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), o investigado danificou o aparelho depois de realizar a transferência bancária.
O valor transferido, de R$ 7 mil, é pouco superior ao salário do funcionário do IML, de R$ 6,8 mil, conforme dados do Portal da Transparência.
Daniel Nathan Ribeiro de Andrade, de 36 anos, é investigado pelos crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.
Em nota, a Corregedoria da Polícia Civil afirmou que “não compactua com desvios de conduta” e que “adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis”.
Já o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) informou ao jornal que o funcionário do IML passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida, uma vez que não foram constatadas irregularidades no procedimento. O tribunal não divulgou mais detalhes do caso, que tramita sob sigilo.
Foto: Getty
Os EUA iniciaram ataques contra múltiplos alvos no Irã pelo segundo dia consecutivo, informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA) nesta quarta-feira (10).
O CENTCOM justificou os ataques como uma resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”.
“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques adicionais de autodefesa hoje, às 17h15 (horário do leste dos EUA), contra múltiplos alvos no Irã, sob ordens do Comandante-em-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”.
Trump afirmou que o Exército americano faria novos ataques contra o Irã nesta quarta-feira.
“Vamos atacá-los, atacá-los com muita força”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, citando a derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã no Estreito de Ormuz.
“Com base no helicóptero, acho que temos o direito de fazer isso”, disse ele a repórteres.
Questionado se isso significa a retomada dos bombardeios, o presidente dos EUA afirmou que sim.
Ele se recusou a descartar ataques à infraestrutura civil, incluindo usinas de energia e pontes, demonstrando frustração com o fato de o Irã ainda não ter assinado um acordo.
Assim, o republicano lamentou a lentidão das negociações para encerrar a guerra, que, segundo ele, ainda estão em andamento.
“Estou trabalhando com o Irã há vários meses. Eles deveriam assinar o acordo. É um bom acordo”, comentou, destacando que os iranianos já concordaram em não obter uma arma nuclear.
“Queremos um acordo que seja significativo, queremos um acordo que funcione”, pontuou Trump.
CNN
A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) pediu ao Senado, em pronunciamento na sessão plenária desta quarta-feira (10), para acelerar a votação da proposta de autoria da parlamentar que reduz o alto endividamento das famílias brasileiras, além de barrar a cobrança de juros de até 400% ao ano por parte de empresas e instituições financeiras no cartão de crédito e no cheque especial.
“O escândalo que quero novamente denunciar é a relação dos juros extorsivos e o comprometimento do salário dos brasileiros e brasileiras. As taxas de juro cobradas por bancos e cartões de crédito estão engolindo o orçamento e a renda das pessoas. Com juros de mais de 400% ao ano, ninguém consegue ter capacidade de pagamento de despesas básicas, gente! Ninguém é culpado por contrair dívidas quando precisa se alimentar, pagar aluguel, comprar remédio, cuidar de crianças e idosos”, criticou a senadora.
Nesse sentido, Zenaide voltou a apelar pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 79/2019, de sua autoria e subscrita por mais de 30 dos 81 senadores, que limita os juros do cartão de crédito e do cheque especial a até três vezes a taxa Selic, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central do Brasil. O texto aguarda definição de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
Presidente da sessão, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) manifestou interesse em relatar a proposta de Zenaide e endossou o posicionamento da parlamentar, a quem disse admirar por não temer “entrar em vespeiros” como o mercado privado de cartão de crédito.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou em caráter terminativo o projeto de lei 1.365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e relatoria de Fernando Dueire (PSD-PE), que prevê a elevação do piso salarial nacional de médicos e cirurgiões dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 em jornadas de 20 horas semanais.
A proposta, informou o Congresso em Foco, também aumenta de 20% para 50% os adicionais de trabalho noturno e de horas extras, assegura intervalo de descanso de dez minutos a cada 90 minutos trabalhados, determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos seja exercida exclusivamente por profissionais das respectivas áreas e estabelece correção anual do piso conforme a inflação.
Se transformada em lei, a nova remuneração mínima valerá para profissionais dos setores público e privado. Para servidores estaduais, distritais e municipais, o reajuste poderá seguir índice definido em legislação local. O projeto também prevê que o aumento das despesas de estados e municípios seja financiado por transferências do Fundo Nacional de Saúde.
Parecer do relator
Ao defender a aprovação da proposta, Fernando Dueire argumentou que o novo piso é necessário não apenas por falta de reajuste nacional dos valores, mas na falta de efetividade da legislação atualmente em vigor. Segundo o relator, “Uma lei que é descumprida em escala nacional, de forma sistemática e impune, deixa de ser direito e torna-se promessa vazia”.
O senador também sustenta que a “a inexistência de patamar remuneratório mínimo claro e dotado de mecanismo de sanção cria incentivo estrutural para que empregadores comprimam custos por meio de arranjos contratuais atípicos”, abrindo terreno para a precarização.
Para Dueire, a valorização da categoria também está associada à ampliação do acesso à saúde em regiões afastadas dos grandes centros urbanos ao viabilizar o exercício da medicina nesses locais.
Sobre o aumento do adicional noturno, o parlamentar avalia que o percentual atual não considera as características da atividade desempenhada por médicos e dentistas durante a noite, frequentemente ligada a atendimentos de urgência e emergência de maior complexidade.
No seu entendimento, o projeto cria condições para que o direito à saúde “deixe de depender da boa vontade dos empregadores e passe a contar com um marco legal efetivo”.
Próximos passos
O projeto foi aprovado no Senado em rito terminativo, que dispensa a necessidade de votação em Plenário, salvo recurso contrário. Na Câmara, deverá avançar no rito equivalente, a tramitação conclusiva. Nela, também é dispensada a votação em Plenário contanto que haja concordância entre todas as comissões ao longo do percurso.
Caso a Câmara mantenha o texto conforme definido pelo Senado, a matéria segue diretamente à sanção presidencial. Se houver mudança, retorna à Casa para revisão.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostrou que 60% dos brasileiros defendem que facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas pelo governo brasileiro. Outros 29% discordam da medida, enquanto 11% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento também avaliou a percepção dos entrevistados sobre a decisão do governo dos Estados Unidos, que passou a classificar as duas facções como organizações terroristas em junho deste ano. Nesse caso, 45% concordam com a medida adotada pelos norte-americanos, enquanto outros 45% discordam. Já 10% não opinaram.
A pesquisa ainda investigou a influência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na decisão do governo do presidente Donald Trump. Para 47% dos entrevistados, o parlamentar teve participação no processo. Outros 37% afirmaram que ele não exerceu influência, enquanto 16% não souberam responder.
O anúncio da classificação das facções ocorreu após um encontro entre Flávio Bolsonaro e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. A decisão tem dividido especialistas. Enquanto parte dos analistas em segurança pública avalia que a medida pode representar riscos à soberania nacional, defensores da iniciativa argumentam que ela pode ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (10) as contas do governo federal referentes ao exercício de 2025, mas fez uma série de ressalvas sobre a condução fiscal da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parecer, aprovado por unanimidade, será encaminhado ao Congresso Nacional, responsável pelo julgamento definitivo das contas.
Relator do processo, o ministro Benjamin Zymler recomendou a aprovação da execução orçamentária e financeira do governo, mas destacou a existência de inconformidades que, segundo ele, exigem correções por parte da gestão federal.
“Nós opinamos pela aprovação da execução orçamentária no exercício de 2025, mas apontamos várias inconformidades que precisam ser corrigidas”, afirmou o ministro durante a sessão.
A análise foi acompanhada por representantes do governo, entre eles integrantes dos ministérios do Planejamento, da Controladoria-Geral da União e da Casa Civil.
Entre os principais pontos de preocupação levantados pelo tribunal está a concessão de garantia da União para um empréstimo de R$ 12 bilhões destinado aos Correios. De acordo com o TCU, a operação foi autorizada sem estudos técnicos considerados suficientes para embasar a decisão.
Os ministros avaliaram que a concessão do aval exigia análises mais robustas sobre os riscos envolvidos e os possíveis impactos para as contas públicas.
O relatório também apontou o uso crescente de fundos voltados à ampliação da oferta de crédito como alternativa para contornar limitações impostas pelo Orçamento da União.
Segundo o tribunal, embora esses mecanismos não afetem diretamente as regras fiscais vigentes, eles podem gerar efeitos relevantes sobre a dívida pública e reduzir a transparência da política fiscal.
Outro aspecto destacado foi o cumprimento da meta fiscal de 2025. O TCU observou que o resultado só foi alcançado após a exclusão de R$ 48,7 bilhões em despesas do cálculo oficial, medida viabilizada por leis e medidas provisórias aprovadas ao longo do exercício.
Na avaliação dos técnicos, o recurso a esse tipo de mecanismo pode afetar a credibilidade da política fiscal e contribuir para o aumento dos custos de financiamento da dívida pública.
O parecer também trouxe ressalvas relacionadas à Petróleo Pré-Sal S.A. (PPSA). O tribunal questionou uma mudança legal que autorizou a estatal a descontar despesas operacionais dos valores destinados à União.
Para a área técnica do TCU, a medida pode representar uma forma de realizar gastos públicos sem o devido registro e controle no Orçamento federal.
Os ministros ainda criticaram a criação e ampliação de benefícios tributários sem a apresentação completa das estimativas de impacto fiscal e das medidas compensatórias exigidas pela legislação.
Segundo o relatório, a ausência dessas informações dificulta a avaliação dos efeitos das renúncias sobre as contas públicas e compromete a transparência da gestão fiscal.
Apesar das ressalvas, o TCU concluiu que as irregularidades identificadas não impedem a aprovação das contas de 2025. O tribunal, no entanto, recomendou ajustes para fortalecer o controle fiscal, a transparência orçamentária e a sustentabilidade das finanças públicas.
Outro ponto de atenção envolve a situação financeira da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios). O TCU manifestou preocupação com garantias concedidas pela União a operações financeiras da estatal e recomendou análises mais rigorosas sobre os riscos associados a essas operações.
O tema já vinha sendo acompanhado pelo tribunal em razão das dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa e da possibilidade de impactos sobre o Tesouro Nacional em caso de agravamento do quadro econômico da estatal.
O parecer também registra questionamentos sobre projeções de receitas consideradas otimistas na elaboração do Orçamento e sobre a expansão de políticas de crédito com subsídios implícitos que, segundo os ministros, nem sempre são registrados de forma suficientemente transparente.
Para o TCU, o conjunto desses fatores reforça a necessidade de maior rigor na gestão fiscal e no planejamento orçamentário da União.
A aprovação das contas com ressalvas segue uma prática recorrente na Corte, que historicamente apresenta recomendações e apontamentos mesmo quando não identifica irregularidades capazes de justificar a rejeição das contas presidenciais.
Com a conclusão da análise pelo TCU, o processo segue para apreciação do Congresso Nacional, que terá a decisão final sobre as contas do presidente da República referentes a 2025.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10), por 44 votos a 18, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/2015), que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A votação foi nominal e seguiu o parecer do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT).
Leia mais: CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

O Dia dos Namorados deve movimentar cerca de R$ 340,7 milhões no Rio Grande do Norte em 2026, segundo levantamento do Instituto Fecomércio RN. O valor representa um crescimento de 4,2% em relação ao ano anterior.
O aumento está ligado principalmente ao maior gasto médio dos consumidores e à compra de presentes e comemorações, o que movimenta o comércio em diferentes cidades do estado.
Em Natal, a expectativa é de movimentação de R$ 128,3 milhões, alta de 3,9% na comparação com 2025. Mais de 60% dos consumidores da capital afirmaram que pretendem comprar presentes.
O gasto médio na cidade chegou a R$ 171,49, o maior já registrado na série histórica. A maioria deve comprar um presente, mas parte dos consumidores pretende adquirir dois ou mais itens.
Em Mossoró, a movimentação estimada é de R$ 42,1 milhões, com crescimento de 5,3%. O gasto médio ficou em R$ 160,05, com destaque para perfumes, cosméticos e roupas.
Parnamirim aparece pela primeira vez na pesquisa e deve movimentar R$ 35,1 milhões. O gasto médio é de R$ 166,75, com mais da metade dos entrevistados dizendo que pretendem comprar presentes.
O levantamento mostra que o consumo no estado segue em alta moderada, com aumento no valor gasto por consumidor e maior variedade de produtos comprados.

A Polícia Militar de São Paulo publicou o despacho que oficializa a transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso acusado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana e por fraude processual. Na estrutura militar, a medida equivale à aposentadoria. Ele está preso preventivamente desde o dia 18 de março.

Embora essa decisão já tivesse sido anunciada em uma portaria, o ato que a oficializou só foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo nesta terça-feira (9), com assinatura do diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior.
No despacho, o tenente-coronel acusado de assassinato foi transferido oficialmente para a reserva da polícia. Em suas redes sociais, o advogado Miguel José da Silva Junior, que defende a família da soldado Gisele, disse que lhe causou espanto a “celeridade da PM em aposentá-lo”.
Para o advogado, essa decisão demonstra que a PM está “dando privilégios” ao tenente-coronel.
“Essa aposentadoria não vai barrar o Conselho de Justificação, que vai demiti-lo. Nós temos convicção disso. Por outro lado, não é justo que esse cidadão, que cometeu um crime tão bárbaro, continue recebendo valores à custa da população e inclusive dos pais da Gisele, que pagam seus tributos”, falou o advogado em um vídeo publicado em seu Instagram.
Gisele era casada com o tenente-coronel e foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava, na capital paulista. O tenente-coronel chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita.
Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram marcas de agressão incompatíveis com suicídio. A família da vítima contestou a versão de suicídio desde o registro da ocorrência.
Por meio de nota, a Polícia Militar informou que a transferência do oficial para a reserva “ocorreu em conformidade com a legislação vigente e não impede eventual responsabilização penal ou disciplinar”.
De acordo com a PM, atualmente o vínculo financeiro do tenente-coronel é com a São Paulo Previdência (SPPrev), gestora do Regime Próprio de Previdência do Estado de São Paulo e dos benefícios militares, e uma eventual perda do posto e patente e também de remuneração do tenente-coronel só podem ocorrer após decisão definitiva do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo.
“A Corregedoria da instituição concluiu o Inquérito Policial Militar (IPM) e encaminhou o procedimento à Justiça. A Polícia Civil também concluiu o inquérito policial, remetido ao Poder Judiciário. Além disso, foi instaurado Conselho de Justificação (CJ), publicado no Diário Oficial do Estado em 31 de março de 2026, que segue em fase de instrução e tramita de forma independente do processo criminal”, diz ainda a nota da PM.
Fonte: Agência Brasil