Em seu discurso, Rogério também fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e afirmou que o grupo pretende vencer as eleições de outubro. Foto: Reprodução/ Youtube
Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou, neste sábado (25), que um eventual governo do candidato representará a devolução do “Brasil aos brasileiros”. A declaração foi feita durante a convenção nacional do PL, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio à Presidência da República.
Em seu discurso, Rogério também fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e afirmou que o grupo pretende vencer as eleições de outubro.
“Meu amigo Flávio, você vai ser o nosso presidente, vai subir a rampa do Planalto, ao lado do povo brasileiro e de Jair Bolsonaro, e vamos nos sentir de novo representados. Vamos todos juntos, com o mesmo propósito, vamos vencer as eleições de outubro e devolver o Brasil aos brasileiros”, declarou.
Rogério Marinho coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e participou da convenção ao lado de lideranças do partido, familiares do candidato e do presidente da Argentina, Javier Milei.
A Convenção da Federação PT, PV e PCdoB, realizada na manhã deste sábado (25), no Ginásio do DED em Natal, que oficializou a candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado, foi um fracasso de público, como mostra o vídeo divulgado pelo jornalista Matheus Peres.
Apesar dos ônibus estacionados na Av. Prudente de Morais que levaram militantes para o evento, o público ficou abaixo das expectativas, acendendo o sinal de alerta no PT. Mesmo com a estrutura mobilizada, nem os cargos comissionados compareceram.
Participaram do evento a governadora Fátima Bezerra, a candidata a vice na chapa governista Larissa Rosado, os candidatos às duas vagas ao Senado Samanda Alves e Rafael Motta e os candidatos a deputado estadual e federal da Federação PT, PV e PCdoB e dos demais partidos aliados (PSB e PDT).
O TSE ainda não conseguiu notificar a escola de samba Acadêmicos de Niterói, alvo de uma ação movida pelo partido Novo por suposta propaganda eleitoral antecipada em favor do presidente Lula.
Quase cinco meses após o Carnaval, o processo continua sem a citação da agremiação, segundo informações de O Antagonista.
Segundo o Novo, duas tentativas de notificação pelos Correios não deram resultado. A primeira foi enviada ao endereço registrado na Receita Federal, mas voltou por destinatário desconhecido.
A segunda correspondência foi encaminhada para a quadra da escola, porém também retornou após a informação de que a agremiação não funcionava mais no local.
De acordo com o TSE, está sendo preparada uma Carta de Ordem para viabilizar a citação da escola. Enquanto isso, o partido pediu que a notificação seja feita por oficial de Justiça nos endereços já utilizados e também no barracão da Acadêmicos de Niterói, na Gamboa, no Rio de Janeiro.
A ação foi apresentada após o desfile de Carnaval deste ano, que homenageou o presidente Lula. O mérito do processo ainda será analisado pela Corte.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, criticou neste sábado (25) as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o ministro Alexandre de Moraes, feitas durante a convenção nacional do PL, em São Paulo.
Em nota, Fachin afirmou que a fala de Milei foi uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro” e ressaltou que a decisão judicial questionada foi tomada conforme a Constituição e as leis brasileiras.
O presidente do STF também declarou que a Corte “deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados” e reafirmou a autonomia do Judiciário brasileiro.
Durante o evento, Milei chamou Moraes de “lixo careca” ao comentar a decisão que negou seu pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Na última semana, Alexandre de Moraes rejeitou o pedido de visita ao informar que todas as visitas ao ex-presidente estavam suspensas por 30 dias.
Uma lei complementar publicada pelo Governo do Estado regulamenta a proposição e execução de emendas parlamentares no orçamento do Rio Grande do Norte.
De acordo com o documento, a lei obriga o Executivo a manter portal eletrônico público com dados sobre a execução das emendas, incluindo valores empenhados, liquidados e pagos, além de notas de empenho e ordens bancárias.
O portal deve permitir pesquisa de conteúdo, exportação de relatórios em formatos abertos e acesso automatizado por sistemas externos, garantindo autenticidade das informações.
Os recursos das emendas individuais precisam ser movimentados em contas bancárias específicas, vedado o uso de contas intermediárias, saques em espécie ou mecanismos que dificultem identificar fornecedores e beneficiários.
Nas transferências especiais, ao menos 70% do valor repassado por parlamentar deve ser aplicado em despesas de capital, conforme a Constituição Federal. Metade do limite de emendas individuais é destinada à saúde.
A Lei Complementar 810 lista 27 hipóteses de impedimento técnico para execução das emendas, entre elas ausência de projeto de engenharia, falta de licença ambiental e incompatibilidade com política pública do setor.
Os municípios em situação de calamidade ou emergência reconhecida pelo Estado têm prioridade na execução das transferências especiais destinadas a eles. O Executivo pode contingenciar dotações de emendas na mesma proporção aplicada a outras despesas discricionárias, respeitando prioridades definidas pela Assembleia Legislativa.
Os principais reservatórios do Rio Grande do Norte estão com 51,43% da capacidade total de armazenamento, o equivalente a 2,65 bilhões de metros cúbicos de água, segundo boletim divulgado pelo Instituto de Gestão das Águas (Igarn) nesta quinta-feira (24).
Apesar do volume ainda ser considerado confortável, o estado registra queda pelo segundo ano consecutivo. Há um ano, os reservatórios estavam com 75,33% da capacidade. Em julho de 2025, o índice caiu para 53,07% e agora chegou a 51,43%.
O maior reservatório do estado, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assú, acumula 995,6 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 41,95% da capacidade. Já a Barragem Oiticica, em Jucurutu, está com 74,32%, seguida pela Barragem Santa Cruz do Apodi, com 72,63%, e pelo Açude Umari, em Upanema, com 63,79%.
Reservatórios com maiores percentuais
Rodeador (Umarizal): 96,73%
Encanto: 96,92%
Campo Grande (São Paulo do Potengi): 96,37%
Marcelino Vieira: 92,95%
Flechas (José da Penha): 94,19%
Riacho da Cruz II: 93,96%
Passagem (Rodolfo Fernandes): 93,83%
A Lagoa de Extremoz, responsável por parte do abastecimento da Grande Natal, permanece com 100% da capacidade, segundo o Igarn.
Entre os projetos pendentes, a principal aposta do governo é a PEC que extingue a escala 6x1. Foto: Ricardo Stuckert / PR
O governo federal iniciou 2026 com a meta de aprovar oito propostas consideradas prioritárias no Congresso Nacional. No entanto, até o momento, apenas duas avançaram e foram aprovadas: a medida sobre a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a Lei Antifacção.
A relação de prioridades foi apresentada no fim de 2025 pelo então líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), hoje ministro das Relações Institucionais. As demais propostas seguem paradas ou ainda aguardam votação no Congresso.
PEC do fim da escala 6×1 segue parada
Entre os projetos pendentes, a principal aposta do governo é a PEC que extingue a escala 6×1. O texto, de autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP), passou pela Câmara, mas permanece parado no Senado desde o fim de maio.
Segundo a reportagem da CNN Brasil, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), condicionou o avanço da proposta a uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como o encontro não ocorreu, Alcolumbre informou que não pretende levar a matéria ao plenário antes das eleições.
Integrantes do governo esperam votar a PEC em agosto. Caso isso não aconteça, a proposta deverá permanecer como uma das principais bandeiras da campanha de Lula e poderá voltar à pauta após as eleições ou em 2027.
Regulamentação dos aplicativos aguarda acordo
Outra prioridade do Planalto é a regulamentação do trabalho por aplicativos. O projeto continua parado na Câmara e aguarda análise de uma comissão especial.
A proposta prevê mudanças nos direitos dos trabalhadores e estabelece novas obrigações para as plataformas digitais. No entanto, ainda não há consenso sobre a remuneração das distâncias adicionais percorridas pelos entregadores.
Enquanto associações defendem um pagamento mínimo de R$ 2,50 por quilômetro extra, as empresas do setor defendem valores menores. Por causa do impasse, a votação pode ficar para 2027.
Segurança pública avança só na Câmara
A PEC da Segurança Pública conseguiu avançar na Câmara, mas ainda depende da análise do Senado.
O texto amplia a integração entre os órgãos de segurança, dá status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e incorpora à Constituição o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Nacional Penitenciário.
Segundo o governo, a proposta também integra a estratégia eleitoral para responder às críticas da oposição sobre políticas de combate ao crime organizado.
Outras propostas seguem sem avanço
O governo também pretendia aprovar projetos sobre tarifa zero no transporte público, regulamentação da Inteligência Artificial e regras para a atuação econômica das big techs.
Até agora, as propostas da tarifa zero não avançaram nas comissões do Congresso.
Já o projeto sobre Inteligência Artificial continua em negociação na Câmara. O relator, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), busca um acordo entre os setores envolvidos, principalmente sobre direitos autorais.
Enquanto isso, o projeto que define deveres das grandes empresas de tecnologia já recebeu parecer do deputado Aliel Machado (PV-PR), mas ainda aguarda votação no plenário da Câmara.
Novas pautas ganharam prioridade
Ao longo do ano, o governo incorporou outros dois temas à lista de prioridades.
Um deles cria regras para a exploração de minerais críticos, conhecidos como terras raras. A Câmara aprovou a proposta em junho, mas o Senado ainda não definiu um relator.
O outro regulamenta a instalação de datacenters no país e cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). Embora a Câmara tenha aprovado o texto, o Senado ainda não iniciou sua análise.
CNH e Lei Antifacção foram aprovadas
Entre as prioridades definidas pelo governo, apenas duas viraram lei.
A primeira trata da renovação automática da CNH para motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) que não tenham cometido infrações nos últimos 12 meses.
A medida também prevê curso teórico on-line gratuito para quem busca a primeira habilitação nas categorias A e B, além de reduzir para 20 horas-aula a carga prática mínima exigida.
A segunda proposta aprovada foi a Lei Antifacção, enviada pelo governo após uma operação policial realizada no Rio de Janeiro em outubro de 2025.
A nova legislação cria mecanismos para ampliar o combate às facções criminosas, aumenta o tempo máximo de reclusão e estabelece instrumentos para monitorar e confiscar bens de organizações criminosas.
Durante a tramitação, o relator Guilherme Derrite (PL-SP) retirou do texto a classificação das facções como organizações terroristas, ponto que provocou divergências entre governo e oposição. Depois dessa alteração, o Congresso aprovou a proposta após cinco meses de discussão.
Faltam poucos dias para o início da campanha e o Sinte já escolheu o alvo. Não é quem deve mais. É quem está do lado errado do palanque.
Vejamos os fatos.
Prefeitura do Natal: pagou os salários neste sábado, pagou a antecipação de 40% do décimo terceiro dos professores e anunciou a primeira parcela dos retroativos de janeiro e fevereiro de 2025 e 2026 — cerca de R$ 1,3 milhão.
Resposta do Sinte: convocação de protesto e ameaça de greve para o próximo mês.
Governo do Estado: retroativos de 2023, 2024, 2025 e 2026 atrasados. Antecipação do décimo terceiro: não pagou.
Resposta do Sinte: “diálogo”. É a palavra que o próprio Instagram do sindicato usa quando o assunto é o Palácio.
Quatro anos de retroativo atrasado viram “diálogo”. Um pagamento em andamento vira greve.
Alguém vai dizer que a primeira parcela é pouca. Pode ser. Mas primeira parcela é mais do que parcela nenhuma — e é exatamente o que o Governo do Estado não colocou na mesa em quatro anos.
O Sinte tem todo o direito de cobrar a Prefeitura. O que ele não tem é o direito de fingir que o Governo do Estado não existe.
Quando um sindicato é leão de um lado e gatinho do outro, ele parou de defender professor. Passou a defender partido.
O argentino recebeu a Ordem do Ipiranga, principal honraria concedida pelo governo paulista. Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo
O presidente da Argentina, Javier Milei, visitou neste sábado (25) o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, onde foi recebido pelo governador Tarcísio de Freitas. Durante a agenda, o argentino recebeu a Ordem do Ipiranga, principal honraria concedida pelo governo paulista.
A entrega da medalha ocorre em meio à aproximação política entre Tarcísio de Freitas e Javier Milei, que defendem uma agenda liberal na economia.
A condecoração é destinada a personalidades que prestaram serviços considerados relevantes ao Estado de São Paulo e representa a mais alta distinção honorífica da administração estadual.
Homenagem reforça aproximação política
Em 2024, o governador paulista também concedeu a Ordem do Ipiranga à secretária-geral da Presidência da Argentina, Karina Milei, irmã do presidente argentino.
Milei participa de convenção do PL
A visita ao Palácio dos Bandeirantes faz parte da agenda de Javier Milei no Brasil neste fim de semana.
Além do encontro com Tarcísio, o presidente argentino participará da convenção nacional do PL (Partido Liberal), marcada para oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
O Ministério das Relações Exteriores negou os pedidos de visto dos diplomatas americanos Riley M. Barnes e Samuel Samson, que seriam enviados ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos. A informação foi confirmada por fontes do Itamaraty à CBN.
A vinda dos diplomadas dos EUA ao Brasil foi divulgada pelo jornal The Washington Post. Segundo o jornal, os diplomatas viriam a Brasília para tratar de temas relacionados à transparência e à integridade do processo eleitoral brasileiro. A viagem estava prevista para os próximos dias.
De acordo com a reportagem do jornal americano, diplomatas brasileiros ouvidos sob condição de anonimato afirmaram que havia preocupação com uma possível tentativa de interferência no processo interno e que medidas seriam adotadas para impedir a missão.
Ainda segundo o The Washington Post, o Departamento de Estado dos EUA confirmou a viagem dos representantes, mas não informou qual seria o objetivo da missão nem respondeu a questionamentos sobre eventuais preocupações com o sistema eleitoral brasileiro.
O número de brasileiros aptos a votar no exterior bateu recorde para as eleições de 2026. Segundo dados do TSE, 918,9 mil eleitores estão cadastrados para votar fora do Brasil, um crescimento de 358,5% em relação a 2010.
Há 16 anos, os Estados Unidos lideram a lista dos países com mais eleitores brasileiros. O total passou de 66 mil, em 2010, para 265 mil neste ano.
Portugal aparece em segundo lugar, com 134 mil eleitores, e Lisboa concentra a maior comunidade de brasileiros aptos a votar: 78 mil.
O Japão ocupa a terceira posição, com 88 mil eleitores. Já a Itália, que era o terceiro país com mais brasileiros aptos a votar em 2010, caiu para o sétimo lugar, com 39 mil eleitores.
Foto: Reprodução/CNN
Regras eleitorais
Pelas regras da Justiça Eleitoral, somente brasileiros com residência fixa no exterior há pelo menos três meses podem votar.
Fora do país, o eleitor participa apenas da escolha para presidente e vice-presidente da República, em votação realizada em embaixadas, consulados e outros locais definidos pela Justiça Eleitoral.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Se houver necessidade de segundo turno, a votação será realizada em 25 de outubro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja enviar dois oficiais do Departamento de Estado para acompanhar as eleições presidenciais no Brasil.
A informação foi revelada neste sábado (25) pelo jornal The Washington Post a partir do relato de quatro oficiais americanos e brasileiros. O objetivo seria lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro, segundo os oficiais.
Segundo o jornal, a delegação deve partir para Brasília nos próximos dias e irá incluir Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto, ambos indicados de Trump. Eles têm como característica promoverem políticas conservadoras, inclusive cultivando laços com grupos de extrema direita em países no continente africano e sul-americano.
Ainda não se sabe quem os diplomatas americanos devem encontrar e quais seriam suas atribuições.
Dois diplomatas brasileiros falaram sob condição de anonimato ao jornal americano na última quinta-feira (23) e disseram que souberam há pouco da intenção, descrita como “manobra americana”. Ainda segundo o jornal, eles pretendem impedir a entrada dos funcionários americanos no país.
“É uma manobra completamente incompatível com a democracia brasileira”, disse uma autoridade ao Washington Post, que falou sob condição de anonimato porque não estava autorizada a dar entrevista.
O Departamento de Estado confirmou, em comunicado, que a viagem ao Brasil está na agenda de Barnes e Samson na próxima semana, mas não deu detalhes sobre o motivo da visita. Nem Barnes nem Samson responderam à reportagem do Post solicitando comentários.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), a nova medida decorre de uma investigação sobre trabalho forçado. Foto: Ricardo Stuckert / PR
O governo federal calcula que 47,3% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão impactadas pelas tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump. A estimativa considera a nova sobretaxa de 12,5%, anunciada na quinta-feira (23), além das tarifas já em vigor.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), a nova medida decorre de uma investigação sobre trabalho forçado. Além dela, continuam valendo a tarifa de 25%, anunciada na semana passada, e a sobretaxa aplicada ao aço e ao alumínio, em vigor desde 2025.
Governo detalha impacto das tarifas
Em nota divulgada nesta sexta-feira (24), o Mdic informou que as medidas adotadas com base na Seção 301 deverão atingir 23,1% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano.
Desse total, 4,7% das exportações serão afetadas apenas pela tarifa de 12,5%. Nessa categoria estão produtos como obras de pedra e gesso, minérios, óleos essenciais, itens de perfumaria e pescados.
Além disso, 1,9% das vendas externas ficarão sujeitas exclusivamente à tarifa de 25%, que alcança, entre outros produtos, o açúcar.
Outros 16,5% das exportações sofrerão a incidência simultânea das duas medidas. Com isso, esses produtos passarão a enfrentar uma sobretaxa acumulada de 37,5%. A lista inclui máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.
Comércio entre Brasil e EUA perdeu ritmo
Na avaliação do Mdic, o aumento das tarifas ocorre em um cenário de desaceleração do comércio entre Brasil e Estados Unidos.
Segundo o ministério, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano alcançaram o recorde de US$ 40,4 bilhões em 2024. Em seguida, o valor caiu para US$ 37,7 bilhões em 2025 e continuou em trajetória de queda ao longo de 2026.
No primeiro semestre deste ano, as vendas somaram US$ 17,4 bilhões, resultado 13% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Petróleo e aço puxaram queda nas exportações
De acordo com o Mdic, a redução das exportações foi influenciada principalmente pela queda nos embarques de óleos brutos de petróleo, que recuaram 30,4%.
Além disso, as exportações de produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço diminuíram 21,7%.
Para o ministério, os números mostram que o comércio bilateral perdeu força após alcançar níveis historicamente elevados nos últimos anos.
A prorrogação da subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina deve custar até R$ 1,3 bilhão por mês aos cofres públicos, segundo estimativas do governo divulgadas nesta sexta-feira (24/7). A medida foi adotada para segurar o preço do combustível nas bombas, diante da alta internacional do petróleo e deve continuar por mais 30 dias, a partir do dia 26 de julho.
De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a decisão de estender a validade da medida ocorre em um contexto de preocupação com a inflação e com o impacto dos combustíveis sobre o custo de vida.
No caso do diesel, a subvenção de R$ 1,12 por litro terá custo entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões por mês, segundo ele.
O ministro reforçou o impacto do cenário de incertezas, devido a crise no Oriente Médio, e destacou que as medidas serão reavaliadas para que, no menor prazo possível, sejam extintas. De acordo com Moretti, não é intenção do governo prolongar os subsídios mais que o necessário.
O ministro destacou também que, mesmo com a alta do preço do petróleo no mercado internacional – que já passou dos US$ 100 o barril -, o governo não pretende retomar o subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel. A medida entrou em vigor em maio e foi finalizada no mês passado.
De acordo com ele, o governo avaliou que os preços internos estão equilibrados e que não existe a necessidade de seguir com o subsídio, mesmo que o preço do petróleo tenha apresentado nova disparada.
“Considerando nossa estratégia de suavização, entendemos que é importante manter o subsídio de R$ 1,12, que já nos demanda forte esforço fiscal, mas não a retomada do subsídio de R$ 0,35, até o momento”, disse o ministro, durante divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Bimestral.
Políticos de direita ocupam 55 das 100 primeiras posições no ranking dos perfis mais influentes do Instagram no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da empresa Zeeng.
De acordo com o estudo, a centro-direita reúne 21 nomes no ranking, enquanto a esquerda tem 11, o centro 8 e a centro-esquerda 5.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) lidera a lista. Entre os dez primeiros colocados, o PL concentra oito políticos. A família Bolsonaro tem três representantes na lista. Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, e dois filhos dele, o senador e pré-candidato à Presidêcia Flávio Bolsonaro e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. A deputada Erika Hilton (Psol-SP) é a única representante da esquerda no top 10, ao lado do vereador paulistano Carlos Bezerra Jr. (PSD), classificado como de centro.
A pesquisa analisou 546 mil publicações de 3,1 mil perfis de políticos brasileiros entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, somando 2,4 bilhões de interações em publicações do feed. Os Stories não foram considerados.
Segundo a Zeeng, o levantamento mostra que lideranças da direita têm maior alcance ao explorar linguagem direta, narrativas polarizadas e mobilização constante da base nas redes sociais. A empresa afirma que o ranking foi elaborado de forma automatizada, com a mesma metodologia aplicada a todos os perfis monitorados.