O ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado federal José Dirceu (PT) considerou que a equipe econômica do governo de Lula (PT) errou e cometeu “quase um crime”, ao não buscar alternativas à política monetária restritiva que pune o desenvolvimento do País. Durante entrevista à Rádio Bandeirantes, na manhã desta quinta-feira (11), Dirceu defendia mecanismos para conter a inflação sem esfriar a economia e frear o potencial produtivo do Brasil.
Veja o trecho da entrevista de José Dirceu aos jornalistas Pedro Campos, Guilherme Macalossi e Cláudio Humberto, também do Diário do Poder, transmitida simultaneamente pela Bandeirantes e BandNews TV:
“Erraram, erraram! E fizeram quase um crime contra o País. Meta de inflação de 3% em um País que é a 7ª economia no mundo, tem 200 milhões de habitantes, é o 8º país no mundo. Um País que é uma potência tem que fazer política própria, pensar nos seus interesses. O Brasil não tem nenhum problema com os Estados Unidos. Quem tá criando problema… O problema é político com o Brasil”, disparou José Dirceu.
A crítica foi feita durante entrevista ao programa Jornal da Gente. Quando Dirceu defendia a redução de jornada de trabalho para 5×2 e novos rumos para a economia, ele foi lembrado de que o Conselho Monetário Nacional (CMN) é composto por ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central, todos indicados pelo presidente Lula.
O CNM já foi composto pelos ex-ministros Fernando Haddad e Simone Tebet, e segue integrado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e pelos atuais ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti. Todos criticados por não adotar uma política monetária de câmbio como a de outros países, imprimindo moeda como saída para o cenário de crise mundial e com guerras, por exemplo.
O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã nesta quinta (11), após declarar anteriormente que os dois lados concordaram com um “memorando de entendimento muito forte” para interromper os combates.
“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje”, disse o presidente Donald Trump durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, que está concorrendo ao governo do estado. “Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão.”
A declaração de Trump veio depois de ele cancelar novos ataques contra o Irã mais cedo nesta quinta, sugerindo no Truth Social que um acordo havia sido alcançado, sem detalhar seus termos.
O Irã não confirmou que qualquer acordo tenha sido fechado, e Trump afirmou na publicação na rede social que o bloqueio dos EUA a navios que entram ou saem dos portos iranianos continuará até que “esta transação seja finalizada”.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decidiu revogar a progressão antecipada de regime, para um apenado do sistema prisional potiguar, baseada em superlotação carcerária. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (11).
A decisão da Câmara Criminal do TJRN acolheu recurso do Ministério Público e cassou a decisão anterior, concedida pela 3ª Vara Regional de Execução Penal. No recurso, o MP sustentou que o beneficiário não cumpriu o requisito mínimo de tempo de pena e que não houve análise adequada das condições pessoais do preso, tendo a decisão se baseado apenas na situação do sistema prisional.
Conforme a decisão, o apenado só atenderia ao critério objetivo (tempo para avanço), em 11 de junho de 2026, contudo, ao entender como presente o “estado de coisas inconstitucionais” pela superlotação dos presídios da Região Oeste do Estado, a sentença optou pelo deferimento antecipado da progressão de regime.
“Cumpre assinalar, por oportuno, que o ‘caos’ vivenciado nas hostes das instituições segregadoras não poder ser tomado como fundamento a mitigar a literalidade da norma, notadamente por, indireta e reflexamente, terminar por punir a própria Sociedade com o retorno de indivíduos ainda não reeducados”, ressalta o relator do recurso na Câmara, ao revogar a progressão de regime.
Conforme o relator, é imprescindível a análise pormenorizada das condições de aprisionamento, com efetiva constatação de “ultraje” à dignidade da pessoa humana, bem assim de “negligência” do Poder Público. “Situação não evidenciada na hipótese em exame”, reforça.
Na manhã desta quinta-feira (11), o prefeito Jaime Calado anunciou e apresentou as oito novas ambulâncias que vão substituir as antigas e estar à disposição da população. Com essa contratação do serviço, o município amplia em 60% a capacidade do atendimento das ambulâncias que passaram de cinco para oito veículos.
Jaime Calado destacou que a renovação busca oferecer melhores condições aos usuários. “A gente fica feliz em poder melhorar a vida do nosso povo. Saúde é e sempre será prioridade, e esses veículos vão trazer mais conforto para os pacientes”, afirmou.
O secretário municipal de Saúde, Junior Rego, ressaltou que a medida amplia a estrutura do transporte na saúde. “A gestão encontrou uma situação difícil em 2025, fez os ajustes necessários e agora avança com veículos zero quilômetro, com mais estrutura para garantir uma assistência de qualidade à população”, disse.
Segundo o coordenador de Transportes da Secretaria Municipal de Saúde, Magno Reis, os veículos vão reforçar o serviço e urgência e emergência e o deslocamento dos pacientes que precisam de acompanhamento contínuo. “Essas ambulâncias vão atender também pacientes mobilidade reduzida e acamados, garantindo um transporte renovado e adequado”, afirmou.
Magno informou ainda que as ambulâncias vão atender as zonas urbana e rural, além de melhorar o suporte ao Hospital Belarmina Monte e o Centro Especializado em Reabilitação - CER III.
Uma idosa de 106 anos precisou ser levada em uma rede até uma ambulância que atolou na zona rural da cidade de José da Penha, na Região Alto Oeste do Rio Grande do Norte. O caso aconteceu entre a noite de terça (9) e a madrugada de quarta-feira (10).
A paciente havia sofrido uma queda em casa, na comunidade Sítio Baixo do Fogo. Moradores relataram que a ambulância ficou atolada por cerca de 1 hora em uma estrada vicinal na região e não conseguiu chegar à residência.
A idosa foi levada até o veículo por vizinhos e familiares. Cerca de 10 moradores da comunidade ajudaram a desatolar a ambulância, que seguiu para o hospital municipal em seguida. A idosa foi atendida e liberada durante a madrugada – ela não sofreu nenhuma fratura.
Em nota, a prefeitura de José da Penha informou que as chuvas registradas nos últimos dias provocaram danos em estradas vicinais do município. Segundo a prefeitura, a Defesa Civil foi acionada e equipes da secretaria de obras foram mobilizadas para realizar os reparos necessários.
Morador da comunidade, Pedro Filho afirmou que os problemas na estrada não são recentes. Segundo ele, os moradores cobram providências da prefeitura há pelo menos quatro meses e já fizeram apelos nas redes sociais pedindo a recuperação da via. Ele disse que não chove na comunidade há 30 dias.
Retorno também foi problema A paciente foi levada para o hospital com uma acompanhante dentro da ambulância, que só contava com o motorista na equipe de saúde.
Após o atendimento, durante o retorno para casa, por volta das 2h30, a ambulância novamente não conseguiu novamente acessar a residência. A paciente precisou ser levada em uma maca para concluir o trajeto.
Segundo o morador Pedro Filho, cerca de 500 pessoas vivem na comunidade Sítio Baixo do Fogo e enfrentam dificuldades frequentes de deslocamento por causa das condições da estrada, especialmente durante o período chuvoso.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte deu início a uma nova etapa do controle concomitante da administração pública com a emissão de 89 Alertas Preliminares de Controle (APCs) voltados à fiscalização de admissões de servidores com possíveis situações de acúmulo irregular de vínculos públicos.
A ação foi realizada pela Diretoria de Controle de Pessoal e Previdência (DCP) com apoio da Plataforma de Análise de Riscos e Inteligência para o Controle Externo (ArgosTC), ferramenta criada para ampliar a capacidade de monitoramento preventivo do Tribunal. Os procedimentos seguem as diretrizes da Resolução nº 14/2026, que regulamentou o modelo de controle concomitante no âmbito da Corte de Contas.
Nesta primeira rodada de monitoramento foram encaminhados 89 alertas a 64 jurisdicionados diferentes, incluindo 52 prefeituras municipais, sete câmaras municipais e outros cinco órgãos ou entidades da administração pública estadual e municipal.
As análises identificaram 297 ocorrências de admissões de servidores que já possuíam dois vínculos públicos anteriores, situação que pode configurar acumulação irregular de cargos, empregos ou funções públicas, dependendo das características de cada caso e das exceções previstas pela Constituição Federal. A remuneração mensal associada aos vínculos identificados soma R$ 1.310.197,00.
As ocorrências referem-se ao primeiro quadrimestre de 2026. Os gestores responsáveis deverão apurar individualmente cada situação apontada, apresentar esclarecimentos ao Tribunal e adotar medidas de regularização quando forem constatadas irregularidades.
O diretor de Controle de Pessoal e Previdência do TCE-RN, Allan Ricardo Silva de Souza, destaca que a iniciativa busca fortalecer a atuação preventiva da instituição e estimular a correção tempestiva de inconsistências pelas próprias administrações públicas, antes da abertura de processos. “O objetivo do controle concomitante é permitir que os gestores identifiquem e corrijam eventuais irregularidades ainda durante a execução dos atos administrativos, reduzindo riscos e evitando a consolidação de situações que possam resultar em prejuízos à administração pública”, afirma.
Os alertas não têm caráter de punição nem equivalem à abertura de processo. Eles funcionam como um aviso para que o órgão verifique a situação apontada e adote providências quando necessário. O Tribunal ressalta, porém, que a falta de resposta ou a permanência de irregularidades poderá resultar em novas medidas de controle e eventual responsabilização dos gestores.
Fiscalização passará a ser mensal
Segundo a DCP, esta primeira remessa analisou os dados referentes ao primeiro quadrimestre de 2026. A partir de agora, o monitoramento ocorrerá de forma contínua, com a emissão mensal de novos alertas produzidos automaticamente a partir das análises realizadas pelo ArgosTC.
A ampliação do controle concomitante faz parte de uma estratégia de modernização das atividades de fiscalização do Tribunal, baseada no uso intensivo de dados e ferramentas de inteligência.
Além da verificação de possíveis acúmulos irregulares de cargos, a DCP prepara novos mecanismos de acompanhamento relacionados ao cumprimento dos limites de despesa com pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, especialmente quanto às vedações aplicáveis aos entes que ultrapassam os limites legais.
Também estão previstos controles voltados à composição dos quadros funcionais, concursos públicos, admissões de pessoal e gestão dos regimes próprios de previdência dos servidores públicos.
ArgosTC amplia fiscalização preventiva
A Plataforma de Análise de Riscos e Inteligência para o Controle Externo (ArgosTC) reúne bases de dados e mecanismos automatizados de cruzamento de informações para identificar situações de risco na administração pública. A ferramenta permite que o Tribunal atue de forma mais preventiva, detectando inconsistências e indícios de irregularidades logo após sua ocorrência.
Com a implantação do modelo previsto na Resolução nº 14/2026, o TCE passa a reforçar uma atuação baseada em acompanhamento contínuo, prevenção de falhas e indução de boas práticas de gestão, reduzindo a necessidade de intervenções apenas após a consolidação dos problemas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu recorrer ao STF para barrar a entrada em vigor das pautas-bomba aprovadas pelo Senado na quarta-feira (10). A apuração é da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
Horas após a aprovação das matérias, integrantes do governo já discutiam a possibilidade de acionar o Supremo. O Palácio do Planalto definiu a estratégia com base em precedente fixado pela própria corte.
O argumento central é que a criação de novas despesas deve vir acompanhada de compensação de receitas. O governo vai pedir ao STF que esse entendimento seja aplicado às matérias aprovadas pelo Senado.
A avaliação do Planalto é que a responsabilidade fiscal não é obrigação exclusiva do Executivo. O governo defende que todos os poderes da República devem respeitar as regras de controle de gastos.
Na quarta (10), o Senado aprovou três projetos: um que eleva o piso salarial de médicos, outro que flexibiliza regras de aposentadoria para agentes comunitários e um terceiro que renegocia dívidas de grandes produtores rurais. As três matérias não têm fontes de compensação definidas.
Juntas, as medidas podem gerar impacto superior a R$ 800 bilhões aos cofres públicos em 13 anos. O governo aguarda a promulgação formal para definir o momento do ingresso da ação no STF.
Investigadores classificam os anexos apresentados pelo banqueiro Daniel Vorcaro em suas duas propostas de delação premiada como “negativos”. Segundo a Polícia Federal, o material enviado contém mais argumentos de defesa do que denúncias contra terceiros. A apuração é de Bela Megale, d’O Globo.
A defesa de Vorcaro afirma que a segunda versão do acordo traz elementos contundentes para o avanço das tratativas. Aliados do empresário relatam a políticos que ele adaptou os relatos ao direcionamento da investigação policial.
A Polícia Federal nega interferência na escolha de temas ou nomes e atribui o teor dos anexos à iniciativa da defesa. Advogados do banqueiro foram notificados de que o conteúdo reitera fatos conhecidos e justifica pagamentos com base em relações pessoais.
Os anexos referentes ao ex-governador Ibaneis Rocha e ao senador Ciro Nogueira estão entre os relatórios rejeitados pelos investigadores. O órgão policial avalia que os documentos não trazem fatos novos sobre os supostos favorecimentos apontados.
Interlocutores de Vorcaro admitem que o banqueiro mantém resistência em caracterizar as próprias condutas financeiras como atos ilícitos. A versão mantida pelo investigado sustenta que as transferências de recursos visavam apenas assegurar proximidade com autoridades.
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República devem definir o andamento ou o encerramento das negociações nos próximos dias. Há possibilidade de divergência institucional entre os dois órgãos jurídicos sobre a validação final do acordo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora no quadro de saúde e teve o tratamento reformulado, informou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nesta quarta-feira (10). Ele estava há três dias em processo de redução gradual das medicações quando o quadro se agravou. A informação é do Poder 360.
A tentativa de desmame dos medicamentos foi interrompida após uma crise registrada na terça-feira (9). Bolsonaro apresentou melhora temporária na tarde do mesmo dia, mas voltou a piorar na sequência.
O médico Brasil Caiado reassumiu o acompanhamento do ex-presidente e novos exames foram solicitados. As medicações foram reformuladas após a interrupção do processo de redução.
O boletim médico divulgado na sexta-feira (5) já havia apontado aumento nas crises de soluço nos sete dias anteriores. Bolsonaro passa por acompanhamento domiciliar desde que foi submetido a uma cirurgia no ombro direito em maio.
Michelle deu as informações durante evento do PL no Distrito Federal, que lançou a pré-candidatura de Luiza do Clezão a deputada distrital. A ex-primeira-dama não detalhou a natureza dos exames que serão realizados.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Ele está em prisão domiciliar temporária em razão dos problemas de saúde.
A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) pediu ao Senado, em pronunciamento na sessão plenária desta quarta-feira (10), para acelerar a votação da proposta de autoria da parlamentar que reduz o alto endividamento das famílias brasileiras, além de barrar a cobrança de juros de até 400% ao ano por parte de empresas e instituições financeiras no cartão de crédito e no cheque especial.
“O escândalo que quero novamente denunciar é a relação dos juros extorsivos e o comprometimento do salário dos brasileiros e brasileiras. As taxas de juro cobradas por bancos e cartões de crédito estão engolindo o orçamento e a renda das pessoas. Com juros de mais de 400% ao ano, ninguém consegue ter capacidade de pagamento de despesas básicas, gente! Ninguém é culpado por contrair dívidas quando precisa se alimentar, pagar aluguel, comprar remédio, cuidar de crianças e idosos”, criticou a senadora.
Nesse sentido, Zenaide voltou a apelar pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 79/2019, de sua autoria e subscrita por mais de 30 dos 81 senadores, que limita os juros do cartão de crédito e do cheque especial a até três vezes a taxa Selic, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central do Brasil. O texto aguarda definição de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
Presidente da sessão, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) manifestou interesse em relatar a proposta de Zenaide e endossou o posicionamento da parlamentar, a quem disse admirar por não temer “entrar em vespeiros” como o mercado privado de cartão de crédito.
A adoção da escala 5×2 no setor supermercadista pode ser inviável para pequenas empresas, segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi. A discussão ganhou força com o avanço da PEC que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho.
De acordo com Galassi, a entidade já vinha estudando o tema antes mesmo da apresentação da proposta no Congresso, conforme informações da CNN.
Foram realizados testes com diferentes modelos de jornada, incluindo 12×36 e 5×2, mantendo a carga de 44 horas semanais.
Segundo ele, a escala 5×2 teria boa aceitação entre trabalhadores e poderia ser absorvida por parte do setor sem aumento imediato de preços. No entanto, o cenário muda nas pequenas empresas.
Negócios menores, como padarias e açougues, teriam dificuldade para reorganizar equipes e manter o funcionamento com menos flexibilidade. “Elas não conseguem fazer uma escala 5 por 2, muito menos reduzindo para 40 horas”, afirmou.
Galassi também destacou que o setor supermercadista brasileiro é altamente pulverizado. Segundo ele, diferente de outros países da América Latina, o Brasil possui milhares de empresas dividindo grande parte do faturamento do setor.
Para a Abras, qualquer redução de jornada de 44 para 40 horas semanais deve ocorrer de forma gradual. A entidade defende que a mudança esteja alinhada à reforma tributária, prevista para consolidação em 2033.
A proposta, segundo Galassi, ajudaria a compensar possíveis custos adicionais com a redução da jornada. A Abras também defende a criação do contrato horista como alternativa.
O modelo permitiria maior flexibilidade para empresas menores e poderia ajudar na formalização de trabalhadores informais. Segundo o presidente da entidade, a discussão sobre o fim da escala 6×1 precisa envolver empresários, governo e Congresso.
Ele afirma que há consenso sobre a redução da jornada, mas defende uma transição mais lenta para evitar impactos sobre empresas, empregos e preços ao consumidor.
Com R$ 220 mil em prêmios, iniciativa reconhece conteúdos sobre o cooperativismo de crédito no Brasil
Estão abertas até 30 de junho as inscrições para a primeira edição do Prêmio Sicredi Comunicação em Rede, que irá reconhecer jornalistas e criadores de conteúdo que produzem materiais sobre o cooperativismo de crédito no Brasil.
Os trabalhos inscritos devem abordar exclusivamente o tema, destacando seus princípios, práticas e impactos no país. As inscrições podem ser feitas pelo site www.sicredi.com.br/premio-comunicacao-em-rede.
Com premiação total de R$ 220 mil, o concurso está dividido em duas categorias: Jornalistas Profissionais — com subcategorias em texto, áudio e audiovisual, nos âmbitos nacional, regional e local — e Comunicadores em Rede, voltada a criadores de conteúdo digital. Ao todo, serão 11 premiados com R$ 20 mil cada, e os finalistas participarão de votação popular pela internet.
Podem participar jornalistas com matérias publicadas em veículos da imprensa brasileira, em língua portuguesa, entre 7 de outubro de 2025 e 30 de junho de 2026, nos formatos texto, áudio ou audiovisual, veiculadas em meios impressos, digitais, rádio ou televisão.
Também podem se inscrever criadores de conteúdo digital com materiais originais sobre cooperativismo de crédito, publicados em blogs, redes sociais, podcasts, serviços de streaming ou outras plataformas digitais, desde que em língua portuguesa e com link público. É necessário possuir ao menos 5 mil seguidores em um único perfil de rede social.
As provas do concurso da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) para os Cursos de Formação de Praças da Saúde e Praças Músicos, previstas para este domingo (14), foram suspensas por decisão da Justiça. A medida atende a uma ação da Defensoria Pública que apontou irregularidades no edital relacionadas às cotas raciais e à participação de pessoas com deficiência.
A decisão liminar foi proferida pela 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal e determina a suspensão imediata das provas e de todo o cronograma do certame. O entendimento do magistrado é de que houve irregularidades na retirada de vagas destinadas a candidatos indígenas e quilombolas e na redução da reserva para candidatos pretos e pardos, que passou de 30% para 20% após o encerramento das inscrições.
O juiz também considerou inconstitucional a exclusão de pessoas com deficiência (PcD) do concurso. Segundo a decisão, os cargos ofertados para técnicos de enfermagem, radiologia, laboratório, farmácia e músicos não justificam uma vedação genérica à participação desse público, devendo haver avaliação individualizada da compatibilidade entre a deficiência e as atribuições da função.
Com a determinação judicial, o Estado do Rio Grande do Norte e o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), banca organizadora do concurso, terão dez dias para retificar o edital. O novo texto deverá restabelecer as cotas de 30% para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas, além de reservar, no mínimo, 10% das vagas para pessoas com deficiência.
A decisão também estabelece a reabertura das inscrições por pelo menos 15 dias após a publicação do edital corrigido. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 200 mil.
A ação foi proposta pela Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPERN), que informou ter buscado uma solução extrajudicial antes de recorrer ao Judiciário. Segundo o órgão, as alterações promovidas no edital contrariaram normas de inclusão e ações afirmativas previstas na legislação estadual e federal.
A confiança dos brasileiros na conquista do hexacampeonato pela Seleção Brasileira aumentou, mas a maioria ainda não acredita que o Brasil vencerá a Copa do Mundo de 2026.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (11) mostra que 56% dos entrevistados acreditam que a seleção não será campeã, enquanto 35% apostam na conquista do hexa. Outros 9% não souberam ou preferiram não responder.
Em comparação com a pesquisa realizada em abril, houve crescimento no número de pessoas que acreditam no título brasileiro.
Naquele levantamento, 25% apostavam no hexa. Agora, o índice subiu para 35%, avanço de 10 pontos percentuais.
Por outro lado, a parcela dos que não acreditam no título caiu de 68% para 56%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, com 2.004 entrevistados em todo o Brasil, por meio de entrevistas domiciliares presenciais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN) passou a exigir a realização de exame toxicológico para candidatos que iniciam o processo de obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A, B e AB. A nova regra vale para processos de habilitação abertos a partir de 1º de junho de 2026 e decorre da Lei nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Com a mudança, a apresentação de resultado negativo no exame toxicológico passa a ser obrigatória para a emissão da Permissão para Dirigir (PPD), documento concedido aos condutores recém-habilitados. A exigência já está integrada ao sistema do Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), impedindo a conclusão do processo sem a comprovação do exame.
De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a medida tem como objetivo verificar a ausência de substâncias psicoativas no organismo dos candidatos à primeira habilitação, reforçando a segurança viária.
Os candidatos poderão realizar o exame em qualquer etapa do processo de habilitação, desde que o resultado negativo seja apresentado antes da emissão da CNH. Já os processos iniciados antes de 1º de junho de 2026 seguirão as regras vigentes na data de abertura.
O exame deverá ser feito em um dos laboratórios credenciados pela Senatran. A lista completa das empresas habilitadas pode ser consultada no portal do Detran-RN, na seção “Empresas Credenciadas”.
O exame toxicológico de larga janela de detecção é realizado por meio da análise de amostras de cabelo, pelos ou unhas. O procedimento permite identificar o consumo de substâncias psicoativas em um período mínimo de 90 dias anteriores à coleta do material biológico.
A validade do exame também é de 90 dias, contados a partir da data da coleta. Caso o prazo expire antes da conclusão do processo de habilitação, será necessária a realização de um novo teste.
Nesta quarta, 10/06, em audiência realizada em Brasília com o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o deputado federal João Maia apresentou importantes projetos voltados ao fortalecimento da infraestrutura turística no interior do Rio Grande do Norte. A reunião teve como foco iniciativas capazes de gerar emprego, movimentar a economia e ampliar o potencial turístico de diferentes regiões do estado.
Durante o encontro, João Maia discutiu projetos de infraestrutura voltados à valorização de destinos turísticos potiguares, com foco na melhoria dos espaços públicos, na ampliação da capacidade de recepção de visitantes e no fortalecimento das atividades ligadas ao turismo, um dos setores mais importantes para a geração de oportunidades e desenvolvimento regional.
O parlamentar destacou que o turismo possui um papel estratégico para a economia do Rio Grande do Norte e que investimentos em infraestrutura são fundamentais para tornar os municípios mais atrativos, fortalecendo o comércio, os serviços e a geração de renda para a população.
“Seguimos trabalhando e cuidando de obras de infraestrutura que possam alavancar o turismo no interior do Rio Grande do Norte. São projetos importantes para o desenvolvimento dos municípios, para a geração de empregos e para a valorização das potencialidades que o nosso estado possui”, destacou João Maia.
Quem acordou cedo em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, teve uma surpresa incomum na manhã desta quinta-feira (11). Uma intensa névoa encobriu parte da cidade, mudou a paisagem e rapidamente virou assunto entre moradores e nas redes sociais.
Imagens compartilhadas por internautas mostram ruas, avenidas e bairros tomados por uma espécie de “cortina branca”, reduzindo a visibilidade e despertando curiosidade de quem não está acostumado a ver o fenômeno na cidade. Muitos moradores chegaram a relatar espanto com o cenário diferente logo nas primeiras horas da manhã.
De acordo com o meteorologista-chefe da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot, o fenômeno é conhecido como nevoeiro e foi provocado por uma combinação entre temperaturas mais baixas durante a madrugada e a umidade presente no ar.
“Durante a madrugada tivemos uma temperatura mais fria, a água condensou. Agora pela manhã houve a evaporação da água que ficou depositada pelo orvalho na superfície. Ao ser levada à atmosfera, essa umidade encontrou uma temperatura mais baixa, em que voltou a condensar, formando partículas de gotas d’água que ficam suspensas na atmosfera, dando esse aspecto de nevoeiro”, explicou o especialista.
Segundo Gilmar, a tendência é que o cenário desapareça naturalmente com o aumento da temperatura ao longo do dia.
“Com o passar das horas, o sol vai esquentar e essas gotículas d’água vão evaporar novamente e normalizar”, acrescentou.
Apesar da surpresa para muitos moradores, o fenômeno é considerado natural e costuma acontecer quando há combinação entre umidade elevada e queda de temperatura, principalmente nas primeiras horas da manhã.