Mais de 1,5 milhão de alunos faltam à escola por medo da violência, aponta IBGE

 

Mais de 1,5 milhão de estudantes brasileiros deixaram de ir à escola por medo da violência no trajeto entre casa e sala de aula, segundo dados da Pense (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2024, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação nesta quarta-feira (25).

De acordo com o levantamento, 12,5% dos alunos de 13 a 17 anos relataram ter faltado às aulas nos 30 dias anteriores à pesquisa por falta de segurança no percurso.

O problema atinge de forma mais intensa estudantes da rede pública, onde o índice chega a 13,8%, mais que o dobro do registrado na rede privada, 5,4%.

O estudo também revela que, em 2024, 18,5% dos estudantes afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência sexual ao longo da vida, como toques ou exposição corporal sem consentimento.

A incidência é significativamente maior entre meninas, atingindo 26%, contra 10,9% entre meninos. Em comparação com 2019, houve aumento de 3,8 pontos percentuais nesse tipo de violência, com crescimento mais acentuado entre alunas e estudantes da rede pública.

O IBGE ainda apontou que cerca de 1,1 milhão de adolescentes relataram ter sofrido relação sexual forçada, sendo que a maioria tinha 13 anos ou menos na época da violência.

O bullying também segue como um problema disseminado no ambiente escolar, sendo que, segundo a pesquisa, 27,2% dos estudantes sofreram duas ou mais agressões nos 30 dias anteriores ao levantamento, alta em relação aos 23% registrados em 2019.

As meninas são as principais vítimas: 30,1% afirmaram ter sido humilhadas por colegas com frequência, contra 24,3% dos meninos. Já entre os agressores, os meninos predominam, com 16,5% admitindo a prática, frente a 10,9% das meninas.

CNN Brasil

TCU aponta falha do governo Lula que fortalece CV e PCC

 

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), entre agosto de 2024 e abril de 2025, aponta que a “baixa execução” do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) do governo federal tem contribuído para o fortalecimento de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além de impulsionar a violência no país.

Segundo o documento técnico, apenas 54% dos planos de ação previstos para o funcionamento do programa foram efetivamente executados desde que o planejamento estratégico foi estabelecido. Dos 42 projetos desenhados para integrar órgãos de segurança e inteligência, 19 sequer saíram do papel ou foram interrompidos.

“No curso da auditoria, constatou-se que apenas 23 dos 42 (54%) planos de ação previstos no PPIF foram executados. Essa ineficácia favorece o tráfico de drogas e de armas, o contrabando e o fortalecimento de organizações criminosas, comprometendo a segurança pública e a soberania nacional”, diz trecho do documento.

O relatório utiliza dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para evidenciar a expansão das principais facções criminosas que atuam no país. Um dos problemas centrais seria a vulnerabilidade das fronteiras, apontadas como porta de entrada para drogas e armas comercializadas por essas organizações.

“Segundo a Senappen, as duas principais organizações criminosas brasileiras, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), têm desempenhado papel central na articulação de crimes transnacionais, sobretudo no tráfico de drogas e de armas”, diz o documento.

Na auditoria, o TCU apresenta um diagnóstico dos principais motivos para a ineficiência do programa: ausência de comunicação com a Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden); planejamento estratégico sem força normativa; itens inadequados à categoria de plano de ação; não implementação de mecanismos fundamentais de governança; ausência de envio de informações; indicadores e metas inadequados; falta de mecanismos de revisão do planejamento estratégico; e substituição recorrente de representantes titulares por suplentes.

O PPIF, coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi concebido em 2016 como a principal ferramenta de articulação entre as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Receita Federal e os governos estaduais. Em 2018, foi editado o planejamento estratégico do programa que, “além de definir missão, visão de futuro, objetivos estratégicos e estratégias, também estabeleceu planos de ação”, destaca o TCU.

Ainda segundo o documento, o propósito inicial do Comitê-Executivo do Programa (CEPPIF) era promover a aproximação entre os altos escalões das instituições participantes, acelerando o fluxo de informações e reduzindo a morosidade dos trâmites formais típicos da burocracia estatal.

Prazo para restruturação

Na conclusão, o tribunal determinou prazo para a reestruturação do programa. “Para sanar essa deficiência normativa, propõe-se determinar ao CEPPIF que, em 180 dias, reestruture e leve à Creden, para aprovação, o planejamento estratégico do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF)”, diz o texto.

De acordo com o TCU, embora programa tenha sido criado em 2016 e estruturado em gestões anteriores, o governo atual oficializou o plano como pilar central de sua estratégia de segurança ao editar o Decreto nº 12.038, em abril de 2024. O texto instituiu a Política Nacional de Fronteiras (PNFron), mantendo o PPIF como seu instrumento operacional.
A auditoria foi realizada por determinação do próprio Tribunal de Contas da União, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira.

Metrópoles

Polícia investiga fraude em concursos públicos e cumpre mandados no RN e PE

 

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Polícia Civil de Pernambuco, deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Crivo, que resultou no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes em concursos públicos.

Durante as investigações, foi identificado um suspeito que residia em Mossoró/RN. No local, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do homem, que é alvo de apuração conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco por possível envolvimento no grupo criminoso.

O suspeito teria sido aprovado em um concurso público relevante no estado. Durante as diligências, foram apreendidos um telefone celular e outros objetos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações que seguem em andamento.

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Senadora Zenaide Maia destina R$ 1 milhão para o Hospital do Seridó a pedido do prefeito Dr. Tadeu

 


A saúde de Caicó e de toda a região do Seridó acaba de receber um importante reforço. A senadora Zenaide Maia destinou R$ 1 milhão, por meio de emenda de bancada, para o Hospital do Seridó.

O recurso foi viabilizado a partir de solicitação do prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, que destacou a necessidade de fortalecimento da estrutura hospitalar, especialmente com a aquisição de novos equipamentos.

Com o investimento, será possível adquirir um aparelho de videolaparoscopia digital e um arco cirúrgico, tecnologias fundamentais para a realização de cirurgias por vídeo com mais precisão, segurança e agilidade.

Os equipamentos representam um avanço significativo para a saúde pública, ampliando a capacidade de atendimento e melhorando a qualidade dos serviços oferecidos à população de Caicó e de toda a região do Seridó.

Para a senadora Zenaide Maia, investir na estrutura hospitalar do interior é essencial para garantir dignidade e acesso à saúde de qualidade.

“Nosso compromisso é levar mais estrutura e melhores condições de atendimento para a população. Fortalecer o Hospital do Seridó é cuidar de Caicó e de toda a região”, destacou a senadora.

A iniciativa reforça a atuação da parlamentar em defesa da saúde pública e evidencia a importância da parceria entre os entes federativos na busca por avanços concretos para a população.

Esporte Uniforme da Seleção vira alvo de críticas e polêmicas antes da Copa de 2026

 

Foto: Divulgação/CBF

O novo uniforme da Seleção Brasileira de Futebol para a Copa do Mundo de 2026 tem gerado uma série de polêmicas antes mesmo do início do torneio. As críticas envolvem desde escolhas estéticas até possíveis influências políticas e culturais no design das peças produzidas pela Nike.

A informação é da colunista Ilca Maria Estevão, do portal Metrópoles. Uma das primeiras controvérsias surgiu com a possibilidade de um uniforme na cor vermelha, o que gerou forte reação negativa nas redes sociais. A cor foi associada a posicionamentos políticos e levantou especulações sobre interferência externa. Diante da repercussão, a Confederação Brasileira de Futebol recuou e confirmou a manutenção das cores tradicionais: amarelo no uniforme principal e azul no secundário.

Outro ponto de debate envolve a parceria com a linha Jordan Brand, ligada ao ícone do basquete Michael Jordan. A presença da silhueta do atleta nos uniformes e peças oficiais desagradou parte dos torcedores, que consideram inadequada a associação com outro esporte em um símbolo tão tradicional do futebol brasileiro — especialmente diante da ausência de referências a ídolos nacionais como Pelé.

Além disso, a adoção de elementos do streetwear e da cultura do basquete norte-americano nas peças também gerou estranhamento. Jaquetas oversized e detalhes estilísticos foram vistos por críticos como um afastamento da identidade clássica da Seleção.

Por fim, a expressão “Vai, Brasa”, estampada em itens do enxoval, também entrou na mira das críticas. Embora usada por públicos mais jovens como apelido para o Brasil, muitos torcedores consideram o termo pouco representativo e distante da linguagem popular mais ampla, ampliando a lista de questionamentos sobre o novo uniforme.

VÍDEO: Prisão domiciliar de Bolsonaro não encerra crise interna no STF, avalia Waack

 

Vídeo: Reprodução/CNN

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro não resolve a crise institucional enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal. A avaliação é de que, mesmo com a mudança no regime de cumprimento da pena, o foco dos problemas agora está dentro da própria Corte.

A informação é do jornalista William Waack, da CNN. A medida levou em conta o estado de saúde do ex-presidente, mas também envolve riscos políticos. Nos bastidores, há o entendimento de que a imagem de Bolsonaro fora da prisão pode ter impactos diferentes no cenário político, especialmente diante da possibilidade de ele ser visto como vítima.

Apesar disso, o principal desafio do STF deixou de ser o destino do ex-presidente e passou a ser a condução de temas internos sensíveis. Um dos pontos centrais é o julgamento sobre a manutenção da decisão do ministro André Mendonça que prorrogou os trabalhos da CPMI do INSS.

Caso a prorrogação seja confirmada, o efeito político pode atingir diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, considerado aliado de parte dos ministros. Isso porque investigações podem avançar sobre pessoas próximas ao parlamentar, ampliando o desgaste político.

O cenário evidencia divisões internas no Supremo, entre ministros que defendem aprofundar apurações como forma de preservar a credibilidade da instituição e outros que adotam postura mais cautelosa. Nesse contexto, a crise do STF tende a ser definida menos pelas decisões envolvendo Bolsonaro e mais pelos caminhos que o próprio tribunal escolher seguir.

Política Decisão de Moraes sobre visitas a Bolsonaro cita três filhos e não inclui Eduardo

 

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por 90 dias e definiu regras para visitas ao ex-mandatário. No despacho, o magistrado citou nominalmente três dos filhos de Bolsonaro entre os autorizados a realizar visitas durante o período.

De acordo com a decisão judicial, estão expressamente autorizadas as visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC). Segundo o documento, os encontros podem ocorrer às quartas e aos sábados, em horários previamente definidos.

No entanto, o nome do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não aparece entre os familiares citados.

Conforme a decisão, as visitas devem seguir as mesmas condições aplicadas em estabelecimentos prisionais, com horários determinados e respeitando as demais restrições impostas pela Justiça. O acesso de advogados e médicos também está autorizado.

A filha mais nova do ex-presidente, Laura Bolsonaro, poderá manter contato com o pai por residir na mesma casa que ele e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em Brasília, segundo informações do próprio processo.

CPI aponta que cunhado de Vorcaro recebeu quase R$ 200 milhões de fundo sob suspeita

 

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Documentos enviados à CPI do Crime Organizado revelam que Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, recebeu quase R$ 200 milhões de um fundo investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro. Ambos estão presos desde o início de março.

De acordo com as declarações de Imposto de Renda, o patrimônio de Zettel saltou de R$ 67 milhões em 2021 para mais de R$ 200 milhões em 2024. No mesmo período, os valores declarados em itens de luxo, como joias e relógios, cresceram significativamente, chegando a quase R$ 51 milhões.

Polícia Federal do Brasil aponta Zettel como operador financeiro do esquema, responsável por executar estratégias e acompanhar a movimentação dos recursos. Parte dos valores teria origem no Fundo de Investimento em Participações Kairós, administrado por uma gestora ligada ao Banco Master.

As investigações também apuram a ligação do fundo com a empresa Super Empreendimentos, onde Zettel atuou como diretor. Segundo decisão do ministro André Mendonça, a empresa teria sido utilizada para contratos fictícios e movimentações financeiras suspeitas, levando à suspensão de suas atividades.

Enquanto Zettel permanece preso em São Paulo, Vorcaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal e iniciou conversas com advogados, em meio a sinais de possível acordo de delação. A defesa de Zettel não se pronunciou sobre as acusações.

Entidade dos EUA pressiona Lula contra regulação de big techs e pede mais debate

 

Foto: Ricardo Stuckert/PR

App Association enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a integrantes do governo federal criticando a proposta de regulação das chamadas big techs em tramitação no Congresso Nacional.

No documento, a entidade questiona a adoção do regime de urgência para o projeto e defende que o tema seja debatido com mais profundidade. Segundo o grupo, a tramitação acelerada pode comprometer a análise de uma legislação considerada complexa e com impactos amplos sobre o setor digital.

A associação argumenta que mudanças desse porte exigem maior participação de diferentes atores e uma avaliação mais detalhada dos possíveis efeitos no mercado, especialmente para empresas de tecnologia e desenvolvedores de aplicativos.

A proposta em discussão prevê ampliar os poderes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica sobre grandes plataformas digitais, permitindo que o órgão classifique empresas como agentes de relevância sistêmica e imponha regras específicas de funcionamento.

Entre as medidas previstas estão exigências de transparência, interoperabilidade e restrições a práticas consideradas prejudiciais à concorrência. O projeto também inclui a criação de uma nova estrutura dentro do Cade para fiscalizar o cumprimento das regras.

Apesar das críticas, a iniciativa tem apoio do Ministério da Fazenda, atualmente comandado por Dario Durigan. Antes de assumir o cargo, Durigan atuou na Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp.

O projeto ganhou força após a aprovação do regime de urgência na Câmara dos Deputados. A expectativa do governo é acelerar a tramitação da proposta, com o objetivo de ampliar a concorrência no ambiente digital e evitar práticas consideradas abusivas no mercado brasileiro.

Com informações do Metrópoles

Entramos na trend e dá pra ver que a rotina por aqui tá corrida, mas é assim que a gente gosta. 🤭💪

 

Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, cada uma no seu ritmo, mostrando que São Gonçalo tá seguindo em frente, passo a passo. Os desafios continuam, é claro, mas estamos superando, aos poucos, com muito trabalho e reconstrução!

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Operação da PF contra fraudes de até R$ 500 milhões tem CEO do Grupo Fictor entre os alvos

 

Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Fallax para investigar um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal e crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, a ofensiva cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva em três estados.

Entre os alvos da operação está Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor. Segundo a Polícia Federal, também é alvo Luiz Rubini, ex-sócio do grupo que atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura.

Conforme a PF, as fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em São Paulo e são cumpridos em cidades paulistas como Rio Claro, Americana e Limeira, além de endereços no Rio de Janeiro e na Bahia, segundo as informações do Metrópoles.

A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, até o limite de R$ 47 milhões. Segundo a Polícia Federal, foram autorizadas ainda medidas cautelares para rastreamento de ativos, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

De acordo com a PF, a investigação começou em 2024 após indícios de um esquema estruturado para obtenção de vantagens ilícitas. Segundo os investigadores, o grupo utilizaria empresas de fachada e cooptação de funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos em sistemas bancários, permitindo saques e transferências indevidas e posterior ocultação dos recursos.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e delitos contra o sistema financeiro nacional.

Pipa impõe novas regras para passeios de barco e reforça proteção a golfinhos

 

Foto: Divulgação / Secretaria de Turismo do RN

Praia de Pipa, um dos principais destinos turísticos do país, passará a ter regras mais rígidas para passeios de barco após acordo firmado entre o Ministério Público Federal, a prefeitura de Tibau do Sul e operadores turísticos da região.

O termo de ajustamento de conduta estabelece medidas para proteger a fauna marinha da Reserva Faunística Costeira de Tibau do Sul, com foco nos golfinhos da espécie boto-cinza e nas tartarugas marinhas. Entre as mudanças, está a redução do tempo de observação dos animais, que passa de 20 para 10 minutos por grupo.

O acordo também limita a quantidade de passeios por embarcação: serão até quatro por dia, podendo chegar a seis em períodos de maior demanda. Além disso, os operadores deverão manter distância mínima de 100 metros dos animais e reduzir a velocidade nas áreas de avistamento.

Segundo o MPF, práticas como excesso de embarcações, superlotação e até perseguição aos animais vinham sendo registradas, o que pode causar impactos como alteração no comportamento dos golfinhos, redução do tempo de descanso e até abandono da área.

A prefeitura ficará responsável por reforçar a fiscalização, limitar o número de barcos simultaneamente na água e suspender novos alvarás. A reserva é a única unidade de conservação do estado criada especificamente para proteger o boto-cinza, espécie ameaçada de extinção.

Vorcaro guardou minuta de decisão do TCU em celular, e documento levanta suspeitas

 

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

Entre os milhares de arquivos extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigadores identificaram uma minuta de despacho do Tribunal de Contas da União que determinaria ao Banco Central do Brasil a suspensão de decisões envolvendo o Banco Master. O documento, sem assinatura ou autoria identificada, foi criado em agosto de 2025 e não chegou a se tornar uma decisão oficial.

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O conteúdo previa, além da paralisação de deliberações do BC, a convocação de técnicos da autoridade monetária para prestar esclarecimentos. A existência da minuta chamou atenção por coincidir com o período em que o Banco Central analisava a operação entre o Master e o BRB, já sob suspeitas de irregularidades e problemas de liquidez na instituição financeira.

Naquele momento, o processo no TCU estava sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, que posteriormente decidiu suspender apurações relacionadas ao caso até o avanço das investigações. A movimentação ocorre em meio a pressões políticas e divergências internas sobre a condução do tema.

Auditorias do próprio TCU apontaram indícios de irregularidades graves nas operações do banco, incluindo possíveis inconsistências em carteiras de crédito e práticas contábeis questionáveis. O Banco Central, por sua vez, já vinha alertando desde 2024 sobre riscos financeiros da instituição e chegou a vetar a operação com o BRB.

A defesa de Vorcaro afirmou que não comentará conteúdos oriundos de material sigiloso. O episódio reforça suspeitas de tentativas de influenciar decisões regulatórias e amplia a pressão sobre os órgãos de controle, que seguem investigando o caso e suas possíveis ramificações políticas e institucionais.

Lula se irrita com participante usando o celular durante evento

 

O presidente Lula interrompeu o discurso durante a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília nesta terça-feira (24) para chamar a atenção de uma pessoa que estava no palco mexendo no celular.

Em tom descontraído, o petista criticou o uso do aparelho e afirmou que, quando alguém está no celular, “pensa que está aqui, mas está conversando com a China, com a Austrália, com os Estados Unidos”.

Na sequência, Lula comentou que esse comportamento faz com que as pessoas acreditem estar presentes, mas, na prática, estão distraídas. Após a fala, o presidente retomou o discurso e voltou a tratar de temas ligados ao evento, como a questão territorial de Alcântara.


Via Bacc Notícias/Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Flávio Bolsonaro diz que pai não podia ver ‘uma flor’ na prisão e critica domiciliar de 90 dias

 

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “exótica” e “contraditória” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão domiciliar por 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao Mais, da GloboNews, nesta terça-feira (24), o parlamentar afirmou que a medida representa um “primeiro passo para fazer Justiça”, mas questionou o despacho e criticou o período em que o pai esteve preso na sede da Polícia Federal: “Não tinha uma flor para ele poder olhar”.

“É uma decisão exótica porque traz mais uma inovação: uma prisão domiciliar humanitária provisória. Isso não existe na legislação e é um pouco contraditório”, afirmou o senador.

Flávio disse que no período em que o ex-presidente ficou na Superintendência da Polícia Federal, entre 22 de novembro de 2025 e 15 de janeiro, antes de ser transferido para a Papudinha como “completamente inadequado” para a saúde de Bolsonaro.

“Ele ficava em uma sala de 3 por 4, trancado 22 horas por dia. Tinha direito a duas horas para caminhar em um espaço muito pequeno, cercado de muros brancos. Não tinha uma planta, uma flor para ele poder olhar, algo diferente”, afirmou o senador.

O senador ainda mencionou o incômodo constante do barulho do ar-condicionado central do prédio, que descreveu como um “zumbido infernal o dia inteiro”.
Decisão temporária

Flávio argumentou que, se a saúde de seu pai corre risco no sistema prisional, não faz sentido estipular um prazo de 90 dias para o benefício da prisão domiciliar. “Se a saúde dele melhorar em casa, ele volta para o lugar onde a saúde dele estava piorando?”, questionou.

Sobre o episódio em que o ex-presidente tentou retirar a tornozeleira eletrônica enquanto estava sozinho em casa — argumento utilizado anteriormente pela Justiça para mantê-lo preso e assistido —, Flávio explicou que a família deve tomar novas providências.

De acordo com o senador, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deve acompanhar o marido permanentemente, mas haverá reforço profissional.

“Acredito que ele terá ali uma assistência de enfermagem ou médica. Isso terá que ser uma providência tomada pela família para evitar quadros de desequilíbrio ou quedas”, disse.


g1