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Conselho de Enfermagem interdita setor do hospital João Machado por risco a pacientes e profissionais

 Corpo foi encontrado em ala de repouso no Hospital João Machado, em Natal - Foto: Sesap / Reprodução

Foto: Sesap / Reprodução

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN) publicou uma decisão que determina a interdição ética das atividades de enfermagem na Clínica Médica 2 do Hospital Geral Doutor João Machado, em Natal.

Na Decisão nº 76 datada de 5 de agosto e publicada no Diário Oficial da União (DOU), São citadas cinco condições para a reabilitação das atividades: comprometimento da estrutura física, risco de acidentes de trabalho, inoperância do sistema de climatização, desabastecimento de insumos e exposição a agentes físicos, biológicos e químicos.

O texto indica que as irregularidades atingem de forma difusa enfermarias, corredores, posto de enfermagem e área administrativa da Clínica Médica 2, o que inviabiliza medidas de interdição pontual.

A decisão foi assinada pelo presidente do Conselho, Manoel Egídio da Silva Júnior, e pela conselheira secretária, Dinara Teresa Batista de Moura. O processo teve origem em uma notificação referente à unidade hospitalar e uma Comissão de Sindicância foi instaurada emitindo parecer sobre a situação da clínica.

A interdição foi fundamentada no artigo 9º da Resolução Cofen nº 725/2023, que permite ao Conselho impedir o exercício da enfermagem quando há risco à segurança ou à saúde dos usuários.

O artigo 1º da decisão interdita as atividades de enfermagem na Clínica Médica 2 até o cumprimento da legislação de saúde vigente. A medida cita risco à segurança e à saúde de profissionais e pacientes. Em outro trecho, o documento assegura a continuidade da assistência de enfermagem aos pacientes que estejam internados ou sob cuidados da equipe na data da interdição.

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) foi procurada para se pronunciar a respeito dessa decisão. O espaço segue aberto para o esclarecimento.

98fm

[VÍDEO] Vice de Flávio Bolsonaro diz que Marcola acabará preso

 

Em declaração sobre as recentes apurações da Polícia Federal (PF), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou acreditar que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acabará preso.

Gaspar, que atuou como relator da CPMI do INSS, comentou as revelações sobre a relação de Marcola com a lobista Roberta Luchsinger — que inclui a troca de mensagens sobre a compra de joias e diamantes. Para o parlamentar, as apurações atingem o núcleo do governo.

Segundo o deputado, o grupo formado por Luchsinger, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), Marcola e o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, deverá ser denunciado e preso ao fim das investigações por suspeita de integrar um esquema de corrupção. Gaspar declarou ainda que o gabinete presidencial está comprometido pelas denúncias e que o presidente Lula não pode alegar desconhecimento sobre o caso.

As declarações ocorrem no contexto de inquéritos da Polícia Federal que apuram a atuação de Luchsinger como suposta intermediária entre empresários — como Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” — e integrantes do governo federal no escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias do INSS.

Atualmente, Lulinha é alvo de inquéritos da PF por sua relação com a lobista. Já Marcola, embora citado nas trocas de mensagens obtidas na quebra de sigilo de Luchsinger, não é formalmente investigado por essa relação até o momento.

Com informações do Metrópoles

CASA DO LOBBY: Lulinha e lobista usavam mansão em Brasília para encontros com ex-chefe de gabinete de Lula

 

Foto: O Globo

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e a lobista Roberta Luchsinger utilizavam uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, para encontros durante passagens pela capital federal. Entre os frequentadores estava Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

A informação foi publicada pelo jornal O Globo, com base no relato de três pessoas que trabalharam no imóvel. Uma delas, a ex-empregada doméstica Zildeni Souza, descreveu uma rotina de reuniões na residência entre 2024 e 2025.

Lulinha e Roberta aparecem em investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência.

Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que ele não morava na mansão e negou qualquer irregularidade.

[VÍDEO] Jornalista Daniel Rittner comenta avanço de Flávio em pesquisas internas e destaca vulnerabilidades da campanha de Lula

 


Durante uma edição recente do programa de análise política da CNN Brasil, o comentarista Daniel Rittner comentou o cenário atual das eleições e as movimentações recentes nos bastidores dos principais partidos. Um dos pontos centrais da apreciação foi a divulgação de dados internos de pesquisas de intenção de voto.

Segundo a análise apresentada na emissora, o tracking (pesquisa de monitoramento diário) realizado pelo Partido Liberal (PL) registrou, pela primeira vez em semanas, o nome de Flávio Bolsonaro à frente em um dos cenários avaliados. Embora especialistas ressaltem que esse tipo de levantamento interno não possua o mesmo rigor metodológico ou a mesma confiabilidade de institutos tradicionais de pesquisa de opinião pública, o resultado é interpretado como um termômetro de que o momento político recente tem favorecido a oposição.

Os desafios da campanha governista

Em discussão no programa, o jornalista Daniel Rittnerd também abordou os principais pontos de desgaste enfrentados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a avaliação, a própria coordenação estratégica do Partido dos Trabalhadores (PT) reconhece que o principal “calcanhar de Aquiles” no atual momento envolve questionamentos e investigações ligadas a figuras e episódios do entorno político e familiar do governo.

RN MAIS CALOTE: Obras de recuperação das rodoviais estaduais vão parar por falta de pagamento do Governo do Estado

 

Foto: Assecom/Governo do RN

O Blog do BG recebeu e confirmou a informação de que as empresas que estão fazendo a recuperação das estradas no Rio Grande do Norte vão paralisar as obras por falta de pagamento do Governo do Estado.

De acordo com o que o blog apurou, as empresas já não recebem os repasses há algum tempo, o governo promete pagar, mas só enrola e não cumpre a palavra. Isso sem falar que muitas estradas que foram recuperadas no ano passado já começaram a apresentar buracos novamente.

Pardal registra 28 denúncias de propaganda eleitoral irregular no RN; Natal concentra maioria

 

Imagem: Reprodução | Pardal Web

O Rio Grande do Norte já soma 28 denúncias de propaganda eleitoral irregular nas Eleições 2026, segundo dados disponíveis na plataforma Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os registros foram contabilizados em sete municípios potiguares.

Imagem: Reprodução | Pardal Web

Natal concentra a maior parte das ocorrências, com 16 denúncias, seguida por Mossoró, que aparece com sete registros. Também foram identificadas denúncias em Acari, Ceará-Mirim, Parnamirim, Martins e Monte Alegre, cada um com uma ocorrência.

De acordo com o levantamento do TSE, o tipo de irregularidade mais frequente no estado é relacionado a bem público. Entre os cargos, deputado estadual aparece como o mais denunciado.

Imagem: Reprodução | Pardal Web

A plataforma Pardal permite que eleitores registrem denúncias relacionadas a possíveis irregularidades na propaganda eleitoral. Os dados podem ser consultados por período, eleição, município e tipo de ocorrência.

Denúncias por município no RN

  • Natal: 16
  • Mossoró: 7
  • Acari: 1
  • Ceará-Mirim: 1
  • Parnamirim: 1
  • Martins: 1
  • Monte Alegre: 1

Os números apresentados correspondem aos registros disponíveis na consulta pública do Pardal para a Eleição Geral Federal de 2026 e podem sofrer alterações conforme novas denúncias sejam cadastradas ou analisadas pela Justiça Eleitoral.

CAMPANHA: Lulinha e Marcola viram munição de Flávio Bolsonaro contra Lula

 

Foto: Pilar Olivares/Reuters

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende explorar as investigações que citam Lulinha e Marcola para desgastar o presidente Lula (PT) na corrida pelo Planalto.

A estratégia é manter as suspeitas envolvendo pessoas próximas ao presidente no centro do debate e associá-las ao discurso anticorrupção. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que as apurações representam um “constrangimento” para o PT.

“Isso mostra que o entorno do governo PT — o seu irmão, o seu filho — estão envolvidos e sendo investigados por crimes. Não é um presente para nós, é um constrangimento. O PT não aprendeu nada”, disse Marinho.

A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice de Flávio também faz parte dessa linha. Relator da CPMI do INSS, ele pediu o indiciamento de Lulinha por corrupção, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro, mas o parecer foi rejeitado pela comissão.

Com informações do Metrópoles

SILÊNCIO: Planalto e campanha de Lula não comentam contrato enviado por amiga de Lulinha a ex-chefe de gabinete

 

Foto: Evaristo Sá/AFP

O Palácio do Planalto e a campanha do presidente Lula não se manifestaram sobre novos desdobramentos da investigação da Polícia Federal envolvendo Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do petista. As informações são do jornal O Globo.

Mensagens obtidas pela PF mostram que Marcola recebeu da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um modelo de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, com dispensa de licitação. O negócio não chegou a ser concretizado.

Roberta foi contratada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado por suspeita de desvio de recursos de aposentadorias e pensões. Segundo a investigação, ela recebeu R$ 1,5 milhão em cinco parcelas de R$ 300 mil. O trabalho previa viabilizar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde para distribuição pelo SUS.

Marcola confirmou a interlocutores que recebeu o documento, mas afirmou que não o encaminhou e reconheceu que o recebimento foi “inadequado”. A defesa de Roberta informou que não comentará o caso porque o processo tramita sob sigilo.

A mensagem integra uma das investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo a empresária e Lulinha. O filho do presidente é investigado em três inquéritos por suspeita de tráfico de influência no governo.

PF suspeita que Roberta Luchsinger tinha autorização para agir em nome de Lulinha

 


Arte/Metrópoles sobre fotos de reprodução/Instagram

A Polícia Federal (PF) concluiu em relatório de novo inquérito que a lobista Roberta Luchsinger aparentava ter autorização para atuar em nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em negociações com a administração pública.

A avaliação da corporação baseia-se em mensagens interceptadas, nas quais a empresária declara a Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha: “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fábio”. Diante do teor dos diálogos, a PF abriu três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo a dupla em articulações junto ao Ministério da Saúde, à Dataprev e a outros setores do governo federal.

As investigações são desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes e retenções indevidas em aposentadorias do INSS. A PF suspeita que Gaspar tenha se aliado ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, para prospectar contratos públicos em parceria com a lobista. Procurada para comentar o teor do relatório e a abertura das investigações, a defesa de Lulinha não enviou resposta até a publicação desta reportagem.

Com informações do Metrópoles 

IMPARCIALIDADE: Rogério Marinho cobra limites ao STF e questiona atuação de Flávio Dino

 

Foto: Agência Senado

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), cobrou limites à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e questionou a imparcialidade do ministro Flávio Dino após o afastamento por 180 dias do presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão.

Para o senador, Dino deveria se declarar impedido por ter governado o Maranhão por dois mandatos e agora atuar em casos envolvendo o Estado e grupos políticos locais.

“Além da ausência de competência do STF, Dino deveria se declarar impedido, assim como deveria ter feito ao julgar Bolsonaro”, afirmou Marinho.

O senador defendeu ainda uma reforma do Judiciário e afirmou que o STF “precisa voltar a exercer sua missão de verdadeira Corte Constitucional, deixando as disputas políticas para a política”.

De pai para filho: as denúncias de exploração sexual que assombram o império das Casas Bahia

 


Divulgação

Antes de enfrentar o colapso financeiro que culminou em um pedido de recuperação judicial, o Grupo Casas Bahia esteve no centro de graves acusações de violação de direitos humanos. Denúncias apresentadas por vítimas e órgãos oficiais apontam que a estrutura da varejista serviu de abrigo, ao longo de 30 anos, para um esquema de exploração sexual de jovens e adolescentes.

Os registros contra o fundador da companhia, Samuel Klein, tiveram início na década de 1990. Segundo os relatos, o empresário atraía adolescentes em situação de vulnerabilidade social de diversas regiões do país. Funcionários da própria varejista eram encarregados de intermediar o esquema, providenciando imóveis, dinheiro e presentes para a manutenção das vítimas. Samuel Klein faleceu em 2014, aos 91 anos, sem nenhuma condenação judicial. Anos depois, em 2021, reportagem da Agência Pública reuniu depoimentos de vítimas e ex-funcionários, revelando que muitas das ações movidas haviam sido extintas devido à prescrição dos crimes.

O caso motivou a criação do “PL Caso Klein”, Projeto de Lei que visa alterar o Código Civil brasileiro para ampliar de 3 para 20 anos o prazo de prescrição de ações de reparação civil por crimes sexuais contra vulneráveis. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 2023 e aguarda apreciação no Senado Federal.

Condenação e desdobramentos na segunda geração

O filho do fundador, Saul Klein, seguiu caminho semelhante e tornou-se alvo da Justiça. Em 2023, após denúncia do Ministério Público do Trabalho (MPT), ele foi condenado pela Justiça do Trabalho ao pagamento de R$ 30 milhões por tráfico de pessoas e submissão de jovens a condições análogas à de escravidão para fins de exploração sexual.

As investigações do MPT demonstraram que Saul aliciava mulheres e adolescentes entre 16 e 21 anos sob a falsa promessa de carreiras como modelos. As vítimas eram levadas ao sítio do empresário, onde eram submetidas a confinamento, violência psicológica, controle por vigilância armada e relações sexuais forçadas durante dias consecutivos. Laudos médicos anexados ao processo confirmaram que diversas jovens contraíram infecções sexualmente transmissíveis no local.

Na esfera criminal, a 2ª Vara Criminal de Barueri aceitou parcialmente denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), tornando Saul réu por exploração sexual e organização criminosa. A decisão judicial destacou a existência de uma estrutura padronizada de recrutamento e submissão psicológica em ambiente controlado. O processo corre em segredo de Justiça.

Com informações do Metrópoles

Campanha de Flávio avalia como positiva entrada de Marçal na disputa presidencial

 


Foto: Divulgação

Membros da articulação política do senador Flávio Bolsonaro (PL) avaliam positivamente uma eventual movimentação do ex-coach Pablo Marçal (PRTB) rumo ao pleito presidencial. De acordo com fontes internas, existem convergências capazes de impulsionar o debate das propostas do parlamentar.

No entanto, o cenário esbarra em barreiras jurídicas relevantes. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou a inelegibilidade de Marçal por oito anos, abrangendo o período até 2032, devido a condenações por abuso de poder econômico, uso irregular de meios de comunicação e captação ilícita de recursos durante o pleito municipal de 2024.

As sanções incluem penalidades pecuniárias e restrições fundamentadas na difusão sistemática de conteúdos nas redes sociais. Embora a defesa ainda possa submeter novos recursos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a avaliação no entorno de Flávio Bolsonaro é de que eventuais pretensões eleitorais do empresário tenderão a enfrentar forte resistência judicial, servindo primariamente para catalisar discussões temáticas na base conservadora.

Com informações do Metrópoles 

PF intercepta mensagens de Lulinha com lobista e mapeia 18 idas do empresário ao Planalto

 


Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles

Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) revelam que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, visitou o Palácio do Planalto pelo menos 18 vezes entre junho de 2023 e janeiro de 2025. As entradas, distribuídas em 15 dias, somam mais de 23 horas de permanência no local. Os registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ganharam peso após a Polícia Federal (PF) abrir inquéritos para apurar possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mensagens interceptadas pela PF indicam que Lulinha mantinha encontros com integrantes do alto escalão do governo e orientava os negócios da lobista Roberta Luchsinger. Segundo os investigadores, empresários contratavam Roberta para comprar a influência dela e do filho do presidente na obtenção de contratos públicos.

Em diálogos de março de 2024, Roberta afirma a Lulinha que ambos atuavam em um “nível diferenciado” e que o futuro da dupla seria na Suíça. Na mesma conversa, Lulinha menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro (o Marcola), então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa (o Berger), ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde. Berger é apontado como o responsável por abrir as portas da pasta para o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que tentava fechar um contrato milionário de cannabis medicinal para o SUS.

A PF apurou que Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Antunes. Em uma das transferências, o empresário alegou a um interlocutor que o repasse era destinado ao “filho do rapaz”, referência que os investigadores atribuem a Lulinha. As mensagens mostram ainda a lobista pagando contas e negociando a compra de joias de diamantes para Marcola. A defesa do ex-assessor nega irregularidades e afirma que os R$ 9,2 mil em joias integravam um empréstimo de R$ 249 mil concedido por Roberta e já quitado com juros.

O relatório da PF destaca também orientações de Lulinha para que Roberta emitisse notas fiscais a empresários com contratos milionários na gestão federal, como Cleber Ribas, dono da 3Structure It Ltda — empresa com mais de R$ 80 milhões em contratos públicos. Em julho de 2023, o filho do presidente instruiu a emissão da nota e comemorou a confirmação da amiga.

Outro lado

Em nota, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência declarou que as agendas de Lulinha no Planalto tiveram “caráter estritamente privado”, sem relação com a administração pública ou desdobramentos administrativos.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Lulinha, afirmou que as idas ao local serviram apenas para visitar o pai e amigos, como o próprio Marcola. Segundo a defesa, o empresário jamais tratou de assuntos governamentais durante as visitas.

Com informações do Metrópoles

STF decide que prefeituras não podem cobrar IPTU com base na área do imóvel

 

 O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta segunda-feira (17), por unanimidade, que municípios não podem fixar alíquotas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com base apenas na área do imóvel, isto é, na metragem.

A Corte entendeu que a Constituição autoriza a progressividade do imposto conforme o valor da propriedade, além da adoção de alíquotas diferentes segundo a localização e o uso do imóvel, mas não em razão do seu tamanho.

Pela regra considerada correta pelo STF, o imposto aumenta porque o valor do imóvel é maior, e não porque ele tem mais metros quadrados.

A decisão foi tomada no julgamento de um recurso com repercussão geral reconhecida, mecanismo que faz com que o entendimento sirva de orientação para casos semelhantes em todo o país.

O caso analisado pelos ministros envolvia uma lei do município de Chapecó, em Santa Catarina, que previa alíquota de 1% de IPTU para imóveis com área construída igual ou superior a 400 metros quadrados.

A norma havia sido considerada inconstitucional pela Justiça catarinense, decisão contra a qual o município recorreu ao STF.

Ao defender a regra, a prefeitura argumentou que uma área construída maior representaria utilização mais intensa do solo urbano e, por isso, justificaria uma tributação mais elevada.

Relator do caso, o ministro Dias Toffoli rejeitou esse entendimento. Segundo ele, após a Emenda Constitucional 29, de 2000, a Constituição passou a permitir a progressividade fiscal do IPTU em razão do valor do imóvel e a fixação de alíquotas distintas conforme a localização e o uso da propriedade.

No voto, Toffoli afirmou que a área do imóvel não está entre os critérios autorizados pela Constituição para a cobrança diferenciada do imposto.

O ministro também destacou que o Supremo já consolidou o entendimento de que a fixação de alíquotas com base na área do imóvel configura progressividade do tributo e não seletividade.

Ainda de acordo com o relator, a área do imóvel não se confunde com seu valor, sua localização ou seu uso, e os municípios não podem criar novos critérios de progressividade além daqueles previstos na Constituição Federal.

Tese fixada: Ao final do julgamento, o plenário aprovou a seguinte tese de repercussão geral:

“É inconstitucional a fixação, por lei municipal posterior à EC nº 29/2000, de alíquota do IPTU em razão da área do imóvel”.

O que muda?

A decisão não impede que cidades cobrem IPTU mais alto de imóveis mais valiosos.

O que o STF proibiu foi o uso do tamanho do imóvel, por si só, como critério para aumentar a alíquota do tributo.

Segundo a Corte, a Constituição só autoriza a progressividade do imposto com base no valor venal da propriedade e diferenciações relacionadas à localização ou ao uso do imóvel.

Como o IPTU é calculado?

O IPTU é calculado com base no valor venal do imóvel, que é uma estimativa feita pela prefeitura sobre quanto a propriedade vale para fins tributários.

Quanto maior esse valor, maior tende a ser o imposto.

Segundo o STF, a Constituição permite que as alíquotas variem conforme o valor, a localização e o uso do imóvel, mas não em razão da área da propriedade.

Exemplo prático

Imagine dois imóveis residenciais localizados no mesmo bairro e sujeitos à mesma alíquota de IPTU, de 1%.

Imóvel A: valor venal de R$ 300 mil

Imóvel B: valor venal de R$ 600 mi

Nesse caso:

Imóvel A: 1% de R$ 300 mil = R$ 3 mil de IPTU por ano

Imóvel B: 1% de R$ 600 mil = R$ 6 mil de IPTU por ano

 Via g1/Brasília/Foto: Divulgação/STF /Vídeo: Jornal da Record