
O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) foi acionado para investigar denúncias sobre possíveis falhas na assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida é uma determinação do Conselho Federal de Medicina desta quarta-feira (7).
Na nota, o CFM afirmou que as denúncias recebidas expressam “inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente”. Além disso, o conselho avalia que as declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.
Para o conselho, o histórico de problemas médicos e comorbidades naturais de Bolsonaro, que tem 70 anos,
Leia a íntegra da nota do CFM:
“O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.
O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.
Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência.
O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade.
Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos.”
Moraes negou ida imediata
O ministro Alexandre de Moraes, chegou a negar, de forma imediata, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital, onde seriam realizados exames após uma queda relatada por ele na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Na decisão, anterior a autorização emitida nesta quarta-feira, Moraes avaliou que não havia indicação de urgência que justifique a remoção imediata. O ministro determinou que a defesa apresente ao STF o laudo médico elaborado pela Polícia Federal após o atendimento inicial e informe quais exames são considerados necessários, além de esclarecer se eles podem ser realizados nas dependências da própria PF.
98fm