Lula deve pedir que Trump não interfira nas eleições em encontro na Casa Branca; visita pode servir como “vacina” contra influência dos EUA

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve tentar garantir que as eleições de 2026 no Brasil não sejam alvo de interferências externas em um possível encontro com Donald Trump, previsto para março, na Casa Branca.

A avaliação no Palácio do Planalto nesta terça-feira (27) é que a visita tem peso estratégico no ano eleitoral e serviria para reduzir riscos de influência do entorno de Trump, incluindo aliados da direita brasileira e grandes empresas de tecnologia, no processo eleitoral brasileiro.

A visita de Lula a Donald Trump pode servir como uma “vacina” contra uma eventual interferência norte-americana na eleição presidencial deste ano, na avaliação do Palácio do Planalto.

O encontro, segundo auxiliares, é visto como uma oportunidade para Lula reforçar a Trump que é um interlocutor confiável, apesar das divergências, e destacar a transparência do processo eleitoral. Com isso, a expectativa é afastar tentativas de contaminação por parte de aliados da direita brasileira que orbitam o entorno do presidente dos Estados Unidos.

Na percepção de integrantes do governo brasileiro, embora a ofensiva do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do empresário Paulo Figueiredo tenha naufragado com a abertura do diálogo entre Lula e Trump, a direita deve seguir se mobilizando em busca de apoio externo na disputa pelo Planalto. A informação é de Jussara Soares, da CNN Brasil