Católicos, evangélicos e a família são colocados em latas de conserva dutrante desfile de carnaval

 

Foto: Reprodução

A escola de samba que no domingo de Carnaval apresentou-se com o enredo focado na trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva, gerou uma polarização imediata que transcendeu o Sambódromo.

A narrativa foi vista por críticos como uma peça de propaganda política fora de época, focada na exaltação da figura do “operário” em detrimento da complexidade histórica.

A ala dos “Neoconservadores em conserva” foi o ponto de maior atrito. Ao associar símbolos cristãos e evangélicos a uma estética de “atraso” ou “enlatamento ideológico”, a escola foi acusada por lideranças religiosas de promover intolerância religiosa sob o manto da liberdade artística.

Especialistas em Carnaval apontam que a agremiação carnavalesca optou pelo confronto direto, abandonando as metáforas sutis que marcaram enredos críticos do passado para adotar uma linguagem de militância explícita.

Essa abordagem reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão nas escolas de samba e se o Carnaval deve atuar como cronista da história ou como ferramenta de engajamento partidário.