Fertilidade masculina: por que ela começa a cair depois dos 40 anos?

 

Depois dos 40, a idade também é um fator clínico na fertilidade masculina e os exames tradicionais podem parecer “normais” e, ainda assim, o DNA dos espermatozoides já apresentar alterações importantes.

A ciência mostra que, com o avanço da idade paterna, podem surgir mudanças silenciosas como:

• aumento da fragmentação do DNA espermático
• alterações genéticas e epigenéticas
• impacto no desenvolvimento do embrião
• redução das taxas de implantação e de gestação evolutiva

É por isso que idade também é um fator clínico na fertilidade masculina.

De acordo com dados atualizados da literatura científica, homens acima dos 40 anos apresentam, em média, níveis mais elevados de fragmentação do DNA espermático quando comparados a homens mais jovens. Esse fator está associado a maiores desafios reprodutivos, mesmo em tratamentos de alta complexidade, como a fertilização in vitro (FIV).

Para o Dr. Fábio Macedo, médico do DNA Fértil, esse é um tema que precisa ser disseminado.

“O exame é simples, rápido e capaz de identificar alterações silenciosas que só aparecem anos depois. Detectar cedo permite corrigir problemas e preservar a fertilidade. A saúde reprodutiva masculina também exige prevenção.

A medicina reprodutiva moderna já entende que fertilidade não é apenas quantidade de espermatozoides ou mobilidade. É qualidade genética, integridade celular e saúde global. Por isso, hoje existem exames mais avançados que avaliam a fragmentação do DNA espermático e ajudam a definir condutas mais precisas e personalizadas.

Cuidar da saúde reprodutiva masculina envolve hábitos de vida, controle de fatores como estresse, sono, alimentação, exposição a toxinas e acompanhamento médico adequado, especialmente para homens que planejam a paternidade após os 40 anos.