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Clientes, empresários e trabalhadores do setor de energia solar prometem fazer barulho em frente à sede da Neoenergia Cosern, em Natal, nesta sexta-feira (6), a partir das 8h. A mobilização é pacífica, mas firme: os manifestantes cobram mudanças nos procedimentos da distribuidora e mais respeito aos direitos dos consumidores.
A revolta vai além da falta de compensação da energia solar gerada. Nas redes sociais, usuários relatam problemas no faturamento, cobranças indevidas e falhas operacionais que, segundo eles, prejudicam milhares de potiguares. Enquanto o Ministério Público apura as denúncias por meio de inquérito civil, o setor solar decidiu se organizar e sair às ruas.
O protesto reúne clientes, integradores e vendedores de equipamentos fotovoltaicos, totalizando mais de 250 empresas e consumidores insatisfeitos com recentes mudanças da concessionária. Entre as queixas estão desligamento de sistemas sem aviso, parcelamentos não autorizados, atraso na contabilização da energia injetada e cobrança da taxa de iluminação pública mesmo para quem gera a própria energia.
Os organizadores deixam claro: a intenção não é atacar a energia solar, mas cobrar transparência e soluções imediatas da Neoenergia Cosern. Até agora, a empresa não se manifestou sobre o ato nem sobre as irregularidades apontadas pelos consumidores.
Em novembro passado, o Blog do BG recebeu diversas denúncias de consumidores com usinas de energia solar em residências, que apontam aumento expressivo nas contas de novembro. Segundo relatos, a principal mudança foi a aplicação do ICMS pela Cosern, que elevou significativamente o valor final das faturas, mesmo com consumo praticamente igual.
Em alguns casos, a soma do imposto, da bandeira vermelha e de encargos setoriais teria feito a conta triplicar. Nas redes sociais, clientes reclamaram da falta de transparência e exigem explicações claras sobre a retomada da cobrança de tributos para quem gera sua própria energia.