Trump aumenta tarifa global para 15% e critica decisão da Suprema Corte

 Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: The White House/ Flickr

Segundo Trump, o governo ainda irá definir e formalizar novas tarifas nos próximos meses. Foto: The White House/ Flickr

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou neste sábado (21) que aumentará de 10% para 15% a tarifa aplicada globalmente a diversos países, medida que passa a valer de forma imediata.

A decisão foi divulgada após a Supreme Court of the United States rejeitar as tarifas implementadas nos últimos meses pelo governo. Em mensagem publicada na rede Truth Social, o republicano afirmou que o novo percentual está dentro do limite “legalmente permitido” e acusou outras nações de explorarem os Estados Unidos por décadas sem enfrentar retaliações.

Segundo Trump, o governo ainda irá definir e formalizar novas tarifas nos próximos meses, como parte do que classificou como um processo “extraordinariamente bem-sucedido” para fortalecer o país.

Críticas aos magistrados

Na sexta-feira (20), o presidente já havia antecipado o tom crítico ao comentar a decisão judicial. Ele classificou o posicionamento da Suprema Corte como “profundamente decepcionante” e disse estar “envergonhado” de alguns ministros que votaram contra as medidas.

Durante coletiva na Casa Branca, Trump afirmou que os magistrados que formaram maioria atuam contra os interesses do país. Entre os votos favoráveis à decisão estavam a juíza Amy Coney Barrett, o magistrado Neil Gorsuch e o presidente da Corte, John Roberts, além dos três ministros de perfil liberal.

Por outro lado, Trump elogiou publicamente os votos dissidentes dos juízes Clarence ThomasSamuel Alito e Brett Kavanaugh, destacando o que chamou de “força, sabedoria e amor pelo país”.

O embate entre o Executivo e o Judiciário ocorre em meio à estratégia de endurecimento comercial adotada por Trump, que tem defendido a ampliação das barreiras tarifárias como instrumento para proteger a economia americana.

Com informações da CNN Brasil