
A lobista Roberta Luchsinger, investigada por suposto envolvimento em um esquema de fraudes contra aposentados, teria enviado um recado considerado ameaçador a interlocutores ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mensagem foi transmitida por um emissário da investigada a um auxiliar do Palácio do Planalto nos últimos dias.
Segundo relatos, Roberta estaria pressionando por proteção política diante do avanço das investigações e teria deixado claro que não pretende assumir responsabilidades sozinha. De acordo com o emissário, a lobista estaria “desesperada” e não aceita ser abandonada no caso.
Nas apurações conduzidas pela Polícia Federal, Roberta aparece como possível elo entre Fábio Luís Lula da Silva e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como um dos líderes do esquema de desvios de recursos de aposentadorias. Antunes está preso desde setembro de 2025 sob suspeita de comandar a fraude.
A PF investiga se a lobista recebeu parte do dinheiro desviado e se atuou como intermediária do filho do presidente, que atualmente vive na Espanha. Roberta nega qualquer participação no esquema.
No campo judicial, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal também influenciam o andamento do caso. O ministro Flávio Dino barrou o pedido da CPMI do INSS para quebrar o sigilo da investigada. No entanto, os dados da lobista já haviam sido autorizados anteriormente pelo ministro André Mendonça, responsável por conduzir investigações relacionadas ao esquema bilionário de desvios.
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