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O ministro André Mendonça, do STF, liberou o acesso da defesa de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, ao inquérito da Polícia Federal que apura a chamada “Farra do INSS”. A defesa havia solicitado vista dos autos em 19 de janeiro.
A PF pediu autorização ao STF para investigar Lulinha depois que o nome dele apareceu em mensagens ligadas ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ele está preso desde setembro, sob suspeita de comandar um esquema milionário de fraudes previdenciárias.
Segundo a investigação, Lulinha foi citado como possível sócio oculto do lobista e é suspeito de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil, de acordo com o depoimento de uma testemunha. A defesa nega qualquer envolvimento, afirma que ele não é sócio oculto e diz que nunca recebeu valores do empresário. O advogado Guilherme Suguimori Santos declarou que prestará esclarecimentos ao STF, “foro adequado para a apuração”.
A pedido da PF, Mendonça autorizou a quebra do sigilo bancário de Lulinha. Já a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS também aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal em reunião tumultuada; a base governista contesta a contagem de votos e acusa a presidência do colegiado de irregularidade.
Conforme revelado em janeiro, mensagens apreendidas mostram que o Careca do INSS teria mandado entregar um medicamento no apartamento onde Lulinha morava, em São Paulo, em dezembro de 2024; ele afirmou desconhecer o fato e negou relação de proximidade com o lobista.