Após derrota de Lula no STF, Alcolumbre deve liberar apoio de União e PP a Flávio Bolsonaro

 Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Foto: Carlos Maoura/Agência Senado

Lideranças da federação enxergam um efeito político importante no distanciamento entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto. Foto: Carlos Maoura/Agência Senado

Caciques da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, avaliam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não deve partir para um confronto direto com o presidente Lula após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

De acordo com apuraçã da Folha de S. Paulo, apesar disso, lideranças da federação enxergam um efeito político importante no distanciamento entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto. Segundo interlocutores, cresce a avaliação de que o senador não deve mais dificultar um eventual apoio formal da federação à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Com isso, dirigentes do grupo entendem que o cenário ficou mais favorável para uma aliança com o PL em 2026.

Federação mantém cautela no discurso

Publicamente, União Brasil e PP afirmam que ainda avaliam o comportamento político de Flávio Bolsonaro antes de definir um apoio oficial. Além disso, dirigentes dizem esperar sinais de moderação por parte do senador.

Nos bastidores, porém, a percepção é diferente. Na prática, integrantes da federação consideram que a decisão pela coligação está praticamente encaminhada.

98fm