
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou neste domingo (17) que o Congresso pretende avançar com os projetos sobre o fim da escala 6×1 até o fim de maio.
“Queremos até o final do mês entregar (o fim da 6×1) a todos os trabalhadores”, declarou o parlamentar após participar de uma corrida em comemoração aos 200 anos do Parlamento brasileiro.
Durante o evento, realizado em Brasília, Motta disputou o percurso de três quilômetros e comentou o andamento das negociações na Câmara.
Texto de consenso
Segundo Hugo Motta, o momento é de construir um texto de convergência entre os diferentes setores envolvidos no debate.
Além disso, o deputado afirmou que a discussão sobre o fim da escala 6×1 não pertence a um partido específico nem ao governo federal.
“Se nós pudermos dar a demonstração de unidade em torno deste tema, que é prioridade para mais de 60% da população brasileira, seria uma demonstração da Câmara em sintonia com a população”, afirmou.
Dois projetos tramitam na Câmara
Atualmente, a Câmara analisa duas propostas sobre o tema. A primeira é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes. O texto propõe mudanças constitucionais nas regras da jornada de trabalho.
Além disso, o governo federal enviou um Projeto de Lei em regime de urgência para tratar da mesma pauta.
Nos últimos dias, integrantes do governo e Hugo Motta chegaram a um entendimento para permitir que as duas propostas avancem de forma conjunta.
Empresários e governo divergem sobre transição
Apesar do avanço das negociações, ainda existem divergências sobre a implementação das novas regras trabalhistas.
Um dos principais pontos de discussão envolve o período de transição para as empresas adotarem o novo modelo.
Enquanto setores empresariais defendem um prazo maior para adaptação, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressiona por mudanças mais rápidas.
Compensação tributária também gera debate
Outro tema em discussão envolve a possibilidade de criar compensações tributárias para empresas afetadas pelo fim da escala 6×1.
A proposta divide opiniões entre representantes do setor empresarial e integrantes do governo federal, que ainda tentam construir consenso político e econômico sobre o texto.