MPF volta a cobrar providências sobre estruturas que acumulam riscos, promessas e atrasos na Grande Natal.
Depois de apenas 15 anos de alertas, laudos, notificações e cobranças, o Ministério Público Federal voltou a perguntar o óbvio: alguém está cuidando das passarelas da BR-101?
O MPF deu 15 dias para que Dnit, STTU e Midway Shopping expliquem o que foi feito, ou o que ainda pretendem fazer, para evitar que estruturas usadas diariamente por milhares de pessoas continuem se transformando em armadilhas suspensas.
O histórico é constrangedor. Desde 2011, relatórios apontam corrosão, concreto deteriorado, ferragens expostas, problemas de iluminação e acessibilidade. Ou seja, o tempo passou, a ferrugem trabalhou e a burocracia observou.
O laudo técnico produzido em 2024 já havia sido claro ao recomendar manutenção corretiva imediata. Mas o alerta parece ter ficado preso em alguma gaveta administrativa. Enquanto isso, em abril deste ano, uma mulher sofreu fraturas graves após a tela de proteção de uma passarela ceder em Parnamirim.
Agora, o MPF quer saber em que pé estão licitações, obras e cronogramas. Pergunta justa. Afinal, quando uma passarela cai aos pedaços, não é apenas o concreto que revela desgaste. A gestão pública também expõe suas próprias fissuras.
Resta saber se, desta vez, as respostas virão antes que a próxima tragédia atravesse a pista.
Rosalie Arruda | Cidade Sem Filtro
Rosalie Arruda | Cidade Sem Filtro
