
A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice na chapa do PL para as eleições de 2026. Segundo integrantes da campanha, a decisão deve ficar para a segunda quinzena de julho, após a consolidação das alianças estaduais e das negociações com partidos aliados.
Nas últimas semanas, a discussão perdeu espaço diante do desgaste provocado pela repercussão da relação entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além dos desdobramentos da crise comercial envolvendo os Estados Unidos e o Brasil.
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, entre os nomes avaliados internamente pelo partido estão a senadora Tereza Cristina, as deputadas federais Simone Marquetto, Clarissa Tércio e a vereadora Priscila Costa.
O jornal apontou ainda que, segundo integrantes da pré-campanha, as pesquisas internas indicam que nenhuma das possíveis candidatas gera impacto significativo nas intenções de voto. Ainda assim, a avaliação é de que uma vice mulher pode contribuir para ampliar a imagem da chapa junto ao eleitorado feminino.
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Estratégia para ampliar apoio
Aliados de Flávio Bolsonaro defendem que a escolha de uma mulher também ajudaria a dialogar com segmentos específicos do eleitorado, especialmente no Nordeste e entre grupos religiosos.
Segundo pesquisa divulgada pela Quaest, a diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro é maior entre as mulheres do que no eleitorado geral, fator que influencia as discussões sobre a composição da chapa.
Durante evento realizado na última semana, Flávio afirmou que busca uma pessoa preparada, com perfil complementar ao seu e que a preferência é por uma mulher.
Eduardo Bolsonaro defende Julia Zanatta
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro incluiu recentemente o nome da deputada Julia Zanatta entre as opções defendidas para a vice-presidência.
Nas redes sociais, Eduardo elogiou a atuação parlamentar da deputada e afirmou que ela reúne características compatíveis com o projeto político do grupo.
Alianças seguem indefinidas
Outro fator que contribui para o adiamento da decisão é a indefinição sobre alianças partidárias. O Republicanos, por exemplo, ainda não confirmou apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Já a federação formada por Progressistas e União Brasil também mantém as negociações em aberto.
Nos bastidores, dirigentes do PL avaliam que, além de ajudar eleitoralmente, o futuro vice deverá transmitir confiança ao mercado, ao empresariado e ao eleitorado, reforçando a percepção de capacidade para assumir a Presidência em eventual ausência do titular da chapa.