
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quarta-feira (22) que adotará novas medidas de segurança durante a campanha eleitoral. Entre as mudanças está o uso permanente de colete à prova de balas, além do reforço da equipe responsável por sua proteção.
Segundo nota divulgada pela campanha, a decisão foi tomada após um aumento de ameaças e manifestações de incitação à violência registradas nos últimos meses.
Campanha amplia esquema de proteção
O novo protocolo de segurança prevê a triplicação da equipe de proteção, a criação de um centro de comando permanente para monitoramento de ameaças, ampliação do número de viaturas e reforço no armamento utilizado pelos agentes de segurança.
De acordo com a equipe do senador, as medidas buscam reduzir riscos durante a pré-campanha e os compromissos públicos previstos para os próximos meses.
Ainda segundo a nota, um levantamento atribuído ao setor de inteligência da Polícia do Senado Federal identificou um crescimento nas ameaças direcionadas ao parlamentar desde o início de junho.
A campanha afirma que foram contabilizados mais de 2 mil registros, distribuídos entre ameaças explícitas, mensagens de incitação à violência, referências codificadas e conteúdos relacionados à possibilidade de ataques.
Os números apresentados indicam:
- 868 ameaças explícitas;
- 647 manifestações de incitação à violência;
- 640 referências codificadas;
- 133 conteúdos relacionados ao planejamento ou oportunidade de ataques.
Proteção seguirá com a Polícia do Senado
Flávio Bolsonaro também declarou preocupação com a possibilidade de haver “infiltrados” na Polícia Federal e defendeu que agentes federais destacados para sua segurança sejam direcionados para reforçar as investigações sobre as fraudes envolvendo aposentados e pensionistas do INSS.
Como senador, ele continuará sendo protegido pela Polícia Legislativa do Senado, responsável por sua segurança institucional. Já os demais candidatos à Presidência deverão contar com o esquema de proteção organizado pela Polícia Federal durante o período eleitoral.