Faltam poucos dias para o início da campanha e o Sinte já escolheu o alvo. Não é quem deve mais. É quem está do lado errado do palanque.
Vejamos os fatos.
Prefeitura do Natal: pagou os salários neste sábado, pagou a antecipação de 40% do décimo terceiro dos professores e anunciou a primeira parcela dos retroativos de janeiro e fevereiro de 2025 e 2026 — cerca de R$ 1,3 milhão.
Resposta do Sinte: convocação de protesto e ameaça de greve para o próximo mês.
Governo do Estado: retroativos de 2023, 2024, 2025 e 2026 atrasados. Antecipação do décimo terceiro: não pagou.
Resposta do Sinte: “diálogo”. É a palavra que o próprio Instagram do sindicato usa quando o assunto é o Palácio.
Quatro anos de retroativo atrasado viram “diálogo”. Um pagamento em andamento vira greve.
Alguém vai dizer que a primeira parcela é pouca. Pode ser. Mas primeira parcela é mais do que parcela nenhuma — e é exatamente o que o Governo do Estado não colocou na mesa em quatro anos.
O Sinte tem todo o direito de cobrar a Prefeitura. O que ele não tem é o direito de fingir que o Governo do Estado não existe.
Quando um sindicato é leão de um lado e gatinho do outro, ele parou de defender professor. Passou a defender partido.
BG
