
Foto: Reprodução/Instagram | Divulgação/PRF
Policial e vereador. É assim que Werley Glicério Furbino de Araújo, conhecido como Ley do Trânsito (PL), se identifica nas redes sociais. Ele foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na tarde dessa terça-feira (7/7), após o carro onde o político estava ser abordado na BR-262, na altura de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No veículo, os agentes localizaram medicamentos irregulares oriundos do Paraguai, entre eles canetas emagrecedoras e produtos à base de maconha, além de um simulacro de arma de fogo.
Ley do Trânsito é presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, no Vale do Aço, pela terceira vez. Ele também é vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), mas, na manhã desta quarta-feira (8/7), não aparecia entre os membros da direção no site do sindicato. Procurado, o presidente do sindicato, Wemerson de Oliveira, disse que Ley ainda não aparece no site porque a eleição foi recente e ainda está sendo feita a transição de novos membros. “Sobre a prisão dele, o Sindpol está dando todo apoio jurídico necessário para a sua defesa técnica”, afirmou.
Conforme apurado por O TEMPO, o transporte dos materiais acontecia em um veículo oficial da Câmara Municipal. No veículo, o político de 50 anos estava com familiares e o motorista da presidência da Câmara. A PRF foi questionada sobre esses detalhes, mas a corporação não se manifestou.
Procurada, a Câmara Municipal informou que, na manhã desta quarta, ainda levantava “as informações necessárias antes de se manifestar oficialmente”. “Assim que houver informações confirmadas, será emitido um posicionamento oficial”, projetou o Legislativo. Já a Polícia Civil afirmou que “não coaduna com qualquer desvio de conduta por parte de seus servidores” e que a Corregedoria-Geral acompanha o caso para adotar as medidas administrativas cabíveis.
Mesmo exercendo o cargo de vereador, Ley do Trânsito também exerce a função de policial civil. Referente ao mês de maio, ele recebeu quase R$ 10 mil de salário bruto pela corporação.
A prisão
De acordo com a PRF, o veículo foi abordado e, durante a fiscalização, um dos agentes localizou um simulacro de arma de fogo no interior do carro. Já em uma sacola que estava dentro de um cobertor, a PRF identificou canetas emagrecedoras, medicamentos à base de canabidiol, produtos de uso terapêutico e estético, “além de outros medicamentos introduzidos irregularmente no país, todos provenientes do Paraguai”.
O vereador então teria assumido aos policiais que era o proprietário de todo o material apreendido. Ainda segundo a corporação, a ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal (PF), em Belo Horizonte, para as providências cabíveis.
O Tempo