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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu nesta terça-feira que a comunidade internacional isole a Nicarágua, após o presidente Daniel Ortega prometer que seu governo deixará de realizar eleições.
Rubio afirmou que a declaração de Ortega “revela sua verdadeira natureza autoritária” e que a Nicarágua não pode esperar manter relações “como de costume” com outras nações enquanto rejeita o regime democrático.
Ortega e sua esposa, Rosário Murillo, “abandonaram até mesmo a aparência de consentimento popular”, acrescentou Rubio.
O Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental, em uma declaração separada, pediu que os “parceiros hemisféricos” se unam aos EUA “no esforço para garantir que o povo nicaraguense possa finalmente escolher um futuro livre da tirania”.
Ortega assumiu o compromisso de acabar com as eleições em um discurso no domingo, enfatizando que isso impediria que quaisquer movimentos apoiados pelos EUA assumissem o poder.
“Não haverá mais eleições aqui para que eles tentem tomar o governo e assumir o poder”, disse Ortega.
Aos 80 anos, Ortega está no poder de forma ininterrupta desde 2007. Sua esposa foi nomeada copresidente por meio de reformas constitucionais no ano passado, que também estenderam o mandato presidencial para seis anos.
Nos últimos anos, Ortega esmagou praticamente toda a oposição no país centro-americano, prendendo dissidentes e levando políticos ao exílio.
Em suas redes sociais, o pré-candidato Flávio Bolsonaro repudiou as declarações do ditador em suas redes sociais. “sso não é um governo, é o sequestro de um país. Agora, a Nicarágua é uma ditadura assumida. E é esse o modelo e os “líderes” que a esquerda brasileira admira. Aqui, nossa bandeira jamais será vermelha!”
Com informações de Valor Econômico
