Caso Lulinha: campanha de Lula aumenta pressão após novos vazamentos de informações

 

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu intensificar a pressão para conter os vazamentos de informações relacionados ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A estratégia inclui buscar informações sobre a chamada cadeia de custódia dos dados e identificar quais agentes públicos tiveram acesso ao material.

Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, integrantes da coordenação jurídica da campanha querem levantar a relação de servidores da Polícia Federal (PF) e de pessoas ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) que tiveram contato com os dados. A avaliação interna é de que essas instituições precisam esclarecer a origem das informações que vêm sendo divulgadas.

Pressão sobre o Ministério da Justiça

Além da PF e do STF, a campanha pretende ampliar a cobrança sobre o Ministério da Justiça. A avaliação dos aliados de Lula é de que a pasta precisa adotar medidas para apurar os vazamentos e impedir que novos dados sejam divulgados de forma irregular.

A pressão também deve alcançar diretamente o ministro da Justiça, Wellignton César Lima e Silva. De acordo com a CNN Brasil, a coordenação da campanha considera que o ministro não teria avançado suficientemente na apuração dos vazamentos e defende uma atuação mais efetiva das autoridades.

Lula já foi informado sobre a situação. O presidente tem defendido a continuidade das investigações envolvendo o filho, mas também tem ressaltado a necessidade de evitar eventuais abusos durante os procedimentos.

O caso envolvendo Lulinha ganhou espaço nos últimos dias diante de novas informações relacionadas a investigações conduzidas por órgãos federais. A campanha presidencial agora busca identificar a origem dos vazamentos e estabelecer quem teve acesso aos dados antes de sua divulgação pública.