O endividamento das famílias brasileiras alcançou 82% em julho, o maior índice desde o início da série histórica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em 2015. O levantamento considera dívidas com cartão de crédito, financiamentos, empréstimos, cheque especial, carnês e crédito consignado. Apesar do novo recorde, houve uma leve redução nas contas em atraso e no número de famílias que se consideram muito endividadas, indicando que renegociações podem estar ajudando parte dos consumidores.
Outro dado que chama atenção é que 19% das famílias já comprometem mais da metade da renda mensal com o pagamento de dívidas. Entre quem ganha até três salários mínimos, quase 85% possuem algum débito. Segundo a CNC, uma eventual redução dos juros pode aliviar o custo do crédito nos próximos meses. Curiosamente, o cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de endividamento no Brasil, reflexo da facilidade de acesso e das elevadas taxas de juros cobradas quando a fatura não é paga integralmente.