
A possibilidade de a lobista Roberta Luchsinger negociar um acordo de delação premiada passou a preocupar aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do PT. Ela é investigada por suspeita de envolvimento no esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo informações da jornalista Bela Megale, de O Globo, pessoas próximas ao governo avaliam que a possibilidade de uma delação aumentaria caso a Justiça determine medidas mais severas contra a lobista, como uma eventual prisão. A avaliação entre aliados é de que Roberta poderia procurar as autoridades diante de uma pressão maior.
O cenário fez com que interlocutores buscassem evitar que a lobista se sentisse isolada. Nos bastidores, integrantes do PT chegaram a classificá-la como uma espécie de “granada sem pino”, em referência ao potencial impacto que suas declarações poderiam provocar.
Mensagens citam Lulinha e família
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal e incluídas em um dos inquéritos que apuram a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, também aumentaram a preocupação. Nos diálogos, Roberta teria afirmado que seria necessário retirar Lulinha e sua família do Brasil e mencionado que o custo seria elevado.
De acordo com a reportagem de O Globo, as mensagens são do início de 2025 e foram divulgadas anteriormente pela revista Veja. Em outro trecho, a lobista teria afirmado que ela e integrantes da família do presidente seriam “uma coisa só”.
Aliados de Lulinha, por outro lado, sustentam que Roberta teria utilizado o nome do filho do presidente em suas relações. Ainda assim, o receio de que ela possa negociar informações com as autoridades mantém Fábio Luís próximo da lobista, segundo relatos citados pela reportagem.
Mudança para a Espanha
Lulinha deixou o Brasil e passou a morar com a família em Madri, na Espanha, no ano passado. Amigos afirmam que ele já avaliava uma mudança de país desde 2024 e teria considerado Portugal antes de escolher a Espanha.
A justificativa apresentada por pessoas próximas seria a busca por uma rotina mais discreta. A eventual delação de Roberta Luchsinger, contudo, passou a ser acompanhada com atenção por aliados do presidente Lula diante das possíveis repercussões das investigações sobre o caso do INSS.
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