domingo, 1 de novembro de 2026

Aliados aconselham Lula a indicar nome com apoio do Senado ao STF ainda em 2026

 

Lula sinalizou a aliados que pretende insistir no nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso. Foto: Wallace Martins/STF

Articuladores do governo federal têm aconselhado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a escolher um nome com maior aceitação no Senado para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) antes do fim de 2026. A orientação considera a dificuldade de aprovação de uma indicação sem consenso entre as lideranças da Casa.

Após a reeleição, Lula sinalizou a aliados que pretende insistir no nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso. A indicação, porém, ainda enfrenta resistência no Senado, que rejeitou o nome em abril, na maior derrota do governo Lula 3 no Congresso. As informações são da CNN Brasil.

Diante desse cenário, parlamentares aliados e integrantes do Palácio do Planalto defendem uma indicação que tenha o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e das principais lideranças da Casa.

O nome preferido desse grupo é o de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Antes da indicação de Messias, Pacheco era o favorito de Alcolumbre e de integrantes da cúpula do Senado.

Mudança na composição do Senado preocupa governo

Um dos argumentos dos articuladores é garantir a aprovação de um ministro ainda em 2026, antes da renovação do Senado. A direita ampliou sua presença na Casa após as eleições, e o PL terá 28 cadeiras a partir de 2027, sendo 19 conquistadas no último pleito.

A aproximação entre Lula e Alcolumbre durante a campanha eleitoral também é vista como um fator favorável a Pacheco. O presidente apoiou candidatos ligados ao senador no Amapá, enquanto Alcolumbre acelerou a tramitação de pautas de interesse do governo antes das eleições.

Lula ainda não definiu o nome que será indicado, mas a expectativa entre interlocutores é de que a decisão ocorra até o fim deste ano. Após as eleições, o presidente reservou alguns dias para descanso e recuperação da voz. A escolha deve ser amadurecida depois da próxima semana.

Além da indicação ao STF, o governo tem como prioridades a PEC da Segurança Pública e o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).