Fátima Bezerra e Jerônimo Rodrigues viram "dor de cabeça" para o PT por causa de suas altas rejeições

 


Uma pesquisa de consumo interno encomendada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para avaliar o desempenho de governos estaduais comandados pela legenda no Nordeste acendeu um sinal de alerta na cúpula nacional da sigla. O levantamento, realizado entre o final de novembro e o início de dezembro de 2025, aponta números considerados preocupantes, especialmente para o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e para a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.
De acordo com informações obtidas a partir do estudo, ambos registram elevados índices de rejeição junto ao eleitorado, cenário que causa apreensão entre dirigentes petistas. A preocupação central do partido é de que o desgaste dos governos estaduais possa ter reflexo direto na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputará a reeleição e tem no Nordeste — em especial na Bahia — um dos principais pilares eleitorais para garantir vantagem frente a adversários no pleito nacional.
Ainda segundo os dados do levantamento, após Jerônimo Rodrigues e Fátima Bezerra, aparecem com índices negativos relevantes o governador do Ceará, Elmano Freitas, e o governador do Piauí, Rafael Fonteles. Embora em menor grau, os números também são acompanhados com atenção pela direção nacional do PT, que avalia estratégias para conter eventuais impactos políticos.
A Bahia e o Rio Grande do Norte ocupam posição estratégica no tabuleiro eleitoral petista. Historicamente, os dois estados têm garantido votações expressivas ao partido em disputas presidenciais. A possibilidade de perda de apoio nesses redutos preocupa lideranças, sobretudo diante da proximidade do processo eleitoral e do acirramento do debate político.
Questionado sobre o desempenho apontado pelas pesquisas internas, o governador Jerônimo Rodrigues comentou o tema durante entrevista recente, sem negar o cenário adverso. Em tom crítico aos levantamentos, o chefe do Executivo baiano insinuou que os números não refletem a realidade do seu governo. “Minha pesquisa é nas ruas”, afirmou, sinalizando que confia mais no contato direto com a população do que nos dados apresentados internamente.
Nos bastidores, o resultado da pesquisa já provoca discussões sobre ajustes administrativos, reforço de comunicação e mudanças de estratégia política nos estados governados pelo partido. A avaliação é de que a recuperação da popularidade local será decisiva não apenas para a sobrevivência política dos governadores, mas também para o desempenho nacional do PT nas eleições presidenciais.

Diario Paralelo