Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
De olho na correlação de forças no Congresso a partir de 2027, o PT montou uma estratégia para ampliar o número de senadores aliados na próxima legislatura. O plano passa por concentrar esforços em estados com menor eleitorado — onde a disputa exige menos votos — e lançar candidaturas de figuras já conhecidas do eleitorado, capazes de puxar votos em eleições majoritárias.
Em 2026, estarão em jogo 54 das 81 cadeiras do Senado, com dois senadores eleitos por estado. Hoje, a base governista de Lula conta com cerca de 38 votos considerados fiéis, mas 28 deles chegam ao fim do mandato. Para evitar encolher — e, se possível, crescer —, o partido mapeou estados como Acre, Amapá, Tocantins, Sergipe e Rio Grande do Norte como prioritários.
No Acre, o ex-senador e atual presidente da Apex, Jorge Viana, deve tentar retornar ao Senado. No Amapá, a aposta é na reeleição de Randolfe Rodrigues. Em Sergipe, Rogério Carvalho deve buscar novo mandato, enquanto no Rio Grande do Norte o PT trabalha para lançar a governadora Fátima Bezerra. Em Tocantins, o nome colocado é o do ex-deputado Paulo Mourão.
Já em colégios eleitorais mais difíceis, como São Paulo, Santa Catarina e o Distrito Federal, a estratégia envolve “rostos fortes”. No DF, a favorita é a deputada Erika Kokay. Em Santa Catarina, o partido aposta em Décio Lima, presidente do Sebrae e ex-prefeito de Blumenau. Em São Paulo, ainda sem definição, circulam nomes de peso do governo Lula, como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet.
Com informações do R7