Eleitores não polarizados: grupo de 27% não rejeita Lula ou Flávio Bolsonaro e prioriza propostas concretas

 

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Em meio à disputa política marcada pela divisão entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato presidência Flávio Bolsonaro (PL), cerca de 27% dos eleitores dizem não se identificar com nenhum dos dois grupos. Esse público não demonstra rejeição fixa a um dos lados e afirma estar aberto a escolher o candidato que apresentar propostas mais próximas de suas prioridades.

A tendência desse eleitorado é definir o voto a partir de temas como economia, emprego, custo de vida e redução de impostos, deixando questões ideológicas em segundo plano. Pesquisas indicam que esse grupo tem maior presença entre pessoas de menor renda e eleitores que não se identificam nem com a direita nem com a esquerda.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirma que esse perfil tende a avaliar mais os resultados práticos dos governos do que discursos políticos. Segundo ele, são eleitores que podem mudar de posição conforme a percepção sobre a situação econômica e as ações apresentadas pelos candidatos.

Dados da Quaest mostram que, atualmente, esse grupo apresenta maior aprovação ao governo Lula, mas especialistas apontam que esse apoio não representa uma decisão definitiva. Por não ter uma ligação ideológica consolidada, esse eleitorado pode alterar sua preferência conforme as mudanças no cenário político e econômico.

Para candidatos como Lula, Flávio Bolsonaro e outros nomes que disputam espaço na corrida presidencial, esse segmento representa uma parcela estratégica do eleitorado. São pessoas que não rejeitam previamente nenhum dos principais campos políticos e devem ser disputadas durante a campanha.

Com informações de O Globo